quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MUDAR É SEMPRE BOM.



Há sempre um momento na vida em que é preciso virar o jogo e buscar a transformação. Mas para que isso aconteça, algumas coisas precisam ser repensadas. Descubra como seguir uma nova direção.

Ninguém parece levar muito a sério a lista de resoluções de começo de ano. A gente faz por fazer, porque é uma tradição e porque é gostoso sonhar que no ano que vem vamos viver uma grande paixão, fazer aquela viagem, colocar nossa vida financeira em ordem, arrumar tempo para participar de ações voluntárias, perder aqueles quilinhos a mais... 

No fundo, todas as nossas listas são bem parecidas: queremos sorte no amor, felicidade em família, um bom trabalho e, como resume bem a canção, "muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender". Mas o que fazemos para que isso aconteça de verdade e para que o ano novo signifique realmente vida nova? Se formos bem sinceros, nada. Por que será, então, que temos tanta resistência em fazer mudanças? O que, afinal, nos segura em direção a uma vida melhor? Das respostas a essas perguntas é que poderá surgir, sim, um ano mais dourado e feliz. Pode apostar que funciona mais do que a lista.

Compreenda o que há na preguiça.

Como dizia o inventor Thomas Edison, jogamos fora as boas oportunidades porque elas geralmente vêm vestidas com macacão de operário. Fazer mudanças dá mesmo trabalho. Precisamos olhar bem de frente para nossas dificuldades, assumi-las de vez, planejar nossas ações para ultrapassá-las, tomar atitudes, se autocomprometer, sacudir a poeira e agir com determinação. Mas, às vezes, dá uma preguiça... Pois bem, você não é a única pessoa do mundo a sentir a força da inércia. 

Todos nós temos uma resistência enorme em sair da zona de conforto. Está tudo lá tão arrumadinho, tão certinho... Mesmo que essa arrumação já esteja nos sufocando, que a gente reconheça que está perdendo vida e oportunidades em limites auto-impostos, ainda assim, resistimos bravamente em mudar. Ficamos ali, enrolando, adiando, fazendo de conta que a situação não existe, nos distraindo com "coisas mais importantes", como a ida ao mercado central para comprar azeitonas selecionadas, assistir ao ensaio da banda de um amigo ("mas a banda é ótima!"), o jogo de peteca aos domingos. Nada contra. Mas será que não dava para fazer isso sem esquecer o principal? 

E o principal, que é planejar mudanças para tornar sua vida melhor, pode ser feito com muito prazer. Uma pessoa aproveitou as férias para, entre uma caipirinha e outra, pensar no assunto. O que ela precisava mudar em sua vida e em si mesma para sua profissão decolar de vez? Ia para a praia cedinho, fazia tai chi chuan na beira do mar, voltava para a cadeira, tirava uma soneca, acordava, entrava na água fria e voltava animadíssima para pegar lápis e papel, refletir muito e escrever seu plano de trabalho, mês por mês. "Foi a partir desse projeto que decidi ir para a Espanha, ficar com uma amiga, fazer um curso de especialização e começar a trabalhar de lá para o Brasil", diz, contentíssima com suas decisões. 

Mas o que ela teve de trabalhar mesmo foi seu apego à família. "Tinha um ninho muito confortável na casa dos meus pais. Estava com 30 anos e jogando minha vida fora por causa do meu amor ao conforto e meu pavor do desconhecido", diz.
Ah, o apego... Diz o budismo que ele é a principal causa do nosso sofrimento. E é. O apego é uma cola que nos une às situações, às coisas, às pessoas. E, quanto mais cola, mais o esparadrapo dói para sair (e por isso às vezes é melhor arrancá-lo de uma vez do que ir aos pouquinhos). Mas o outro motivo que nos faz sofrer é a aversão. Se temos o apego a alguma coisa, é porque temos aversão a outra. 

Não só não mudamos porque estamos "colados" a uma situação como também porque temos resistência ao que é desconhecido. Em palavras mais cruas, temos medo. Geralmente, essa ameaça significa perder o controle da situação. Se eu mudar, e aí? O que pode acontecer? Pode ficar pior do que agora? E se não der para voltar atrás? Ai, que medo... Já imaginou se a gente pensasse assim ao nascer? Não nascia nunca, não há nada mais confortável e aprazível do que o útero. Mas a vida, sendo ela mesma a expressão de uma dança contínua, nos impele em direção à mudança. E, não tenha ilusões, não há escolha real: quem não muda geralmente é mudado, às vezes de uma forma muito mais dura do que uma mudança gradual, consentida e planejada. 

É como se a vida dissesse: sai do meu caminho que você está me atrapalhando. E ela vem que vem. Onde tem vida tem movimento. "Tudo o que está parado, estático, rígido, seco, está morto. Essas são as características básicas que assinalam a presença da morte. Às vezes vemos cidades mortas, pessoas mortas, mesmo vivas. São as que não mudam", diz uma monja budista. Portanto, estar com os ouvidos afinados para as trocas de ritmo da existência é fundamental quando pensamos em mudanças. Agora a gente vai ver como.

Por onde começar?

Existe uma área da vida em que as mudanças são rápidas e dinâmicas – e acontecem o tempo todo. É o mundo corporativo. Mesmo não sendo um universo mais diretamente relacionado conosco, as pessoas que fazem parte dele podem nos ajudar, e muito, no que diz respeito a realizar mudanças. Tanto que hoje existem profissionais – muito bem pagos, por sinal – que ensinam executivos a fazer exatamente isso: mudar. É o trabalho do que se chama hoje de personal coach, que nada mais é do que um técnico particular que enxerga, com os olhos bem treinados, o que você anda fazendo com o jogo da sua vida. É interessante escutá-los, principalmente porque não dão conselhos a ninguém: ao contrário, estimulam seus clientes a dar suas próprias respostas apenas fazendo boas perguntas. E a primeira questão que um personal coach coloca a seus clientes em seu consultório é: você sabe o que quer mudar na sua vida?

A maioria não sabe. Pensam que querem mudar uma coisa, mas provavelmente precisam modificar uma série de outras, muito mais profundas, para atingir a transformação que desejam na vida. Por exemplo, se você quer aprender a meditar, pode esbarrar na sua dificuldade em manter a disciplina, pois a prática exigirá uma constância diária. Ou vai ter de reconhecer e lutar contra o que detona sua ansiedade, quando tiver vontade de se levantar da almofada e sair correndo. Enfim, qualquer mudança, mesmo a mais simples, fará você entrar em contato consigo mesmo e com aquilo que o desafia internamente.

Portanto, antes de qualquer coisa, você terá de perguntar a si mesmo: o que realmente você quer mudar em sua vida? E o que você precisa mudar em si mesmo para conseguir isso? Para se ter uma ideia da importância dessas duas perguntinhas, digamos que numa série de dez sessões com um consultor de coaching, três ou quatro delas – portanto, quase metade do processo – serão destinadas a esclarecer apenas esses dois pontos. Caterina Alberti, redatora de publicidade das boas, aprendeu isso na prática. Tinha um problema visceral com prazos. A moça era enroladíssima. Propunha-se a cumpri-los, comprometia-se por um tempo e depois caía na mesma história. "Percebi que para algumas coisas conseguia cumprir prazos sem problemas. Era pontual quando marcava encontros com pessoas de quem gostava, não perdia filmes ou peças de teatro que iam sair de cartaz e que eu queria muito ver, pagava direitinho as prestações do meu apartamento, que adoro de paixão", conta. 

Portanto, o mundo, para ela, dividia-se em coisas que gostava de fazer e as que não gostava (mais ou menos como para todos nós). Só que, para as que gostava, Caterina dava tudo. Para as que não gostava, nada. "Fui mimada demais", reconhece. Além disso, não sabia delegar funções. "Sou perfeccionista. Acho que só eu sei fazer tudo, de cozinhar a tirar espinho do pé." Para mudar sua relação com os prazos e consciente do seu amor às suas predileções, escreveu uma lista do que gostava ou não de fazer. Quando via que estava atrasando porque não gostava daquilo, se aprumava, resistia bravamente a sua compulsão de enrolar, e fazia. Também aprendeu a não se sobrecarregar demais com tarefas domésticas e profissionais e a dividir funções. Sem falar que resolveu, definitivamente, abaixar o volume do seu perfeccionismo intolerante. "Na verdade, precisei mexer em áreas que jamais poderia imaginar que estivessem relacionadas com minha dificuldade com prazos", diz. Ainda escorrega vez por outra, admite, mas melhorou muito.

O mapa da vida

Eu proponho uma maneira simples para nos ajudar a descobrir o que realmente é importante mudar. Um jeito fácil de perceber onde nossa vida está desequilibrada e onde precisa de mudanças urgentes é desenhar um círculo, dividi-lo em quatro partes e colocar, em cada uma delas, um dos seguintes tópicos: vida pessoal, vida profissional, vida cultural e vida espiritual.

Na vida pessoal, vamos descrever a quantas andam nossos relacionamentos, conosco e com os outros, o que nos incomoda ou o que falta no campo emocional – e o tempo destinado ao desenvolvimento pessoal. Aqui também entram os hobbies, as viagens, o lazer e o ócio (quantas horas dedicamos ao descanso). Também fazem parte dessa área a auto-imagem, o cuidado com a saúde e com o corpo e quanto tempo a gente dedica a tudo isso. Na vida profissional, as nossas metas, as dificuldades e quanto tempo o trabalho ocupa em nossa vida. Na parte cultural/social está o tempo dedicado a livros, filmes, revistas, palestras, cursos ou ações voluntárias. E na espiritual, a meditação e tudo o que fazemos em relação ao nosso desenvolvimento interior. De cara, vamos perceber que há um desequilíbrio. Uma ou mais partes estarão mais "pesadas" do que outras. É claro que pode haver uma ênfase um pouco maior numa das áreas, mas o ideal é que seja só um pouco maior e não muito maior, aconselha Wilber. Outro detalhe: esse equilíbrio é dinâmico, está sempre em mutação. Por isso é bom tornar a fazer o círculo depois de um certo tempo, para termos noção do que já mudou e do que ainda precisa ser mudado.

Geralmente, uma das áreas em desequilíbrio é a espiritual. Até mesmo quem lida com executivos, num ambiente que parece ser puramente racional e pragmático, vai tocar nesse ponto. Vamos voltar mais um pouquinho ao mundo corporativo. A essa altura, em que você está escolhendo suas prioridades, o personal coaching vai perguntar as questões básicas da metafísica: qual é o seu objetivo na vida? Qual sua razão de existir? O que você acha que veio fazer neste mundo? O que o faz realmente feliz? "Todas as metas estão subordinadas aos objetivos maiores da vida. As pequenas mudanças têm mais ou menos força na medida em que estão alinhadas com as metas maiores, mais existenciais do ser humano", diz Robert Wong, personal coaching e autor do livro O Sucesso Está no Equilíbrio. "Para mudar, precisamos unir corpo, mente e espírito numa só direção. Só assim as mudanças ganham sustentação necessária para que possam ocorrer", diz ele.

Isto é, não adianta ficar sonhando apenas com a casa na praia ou com aquela viagem quando queremos mesmo é ter alguém que nos ame do nosso lado ou realizar algo maior em nossas vidas em benefício dos outros. Uma coisa não anula a outra, é claro, mas é preciso saber reconhecer a importância de nossas necessidades espirituais e emocionais antes de estabelecer planos materiais concretos. Assim, diz ela, a possibilidade de ser feliz fica bem maior.

Estabelecidas, portanto, suas grande metas de vida e as pequenas mudanças necessárias para equilibrá-la, chegamos ao próximo passo.

Arregaçando as mangas

Preste bem atenção na expressão acima. Ela diz tudo. O entusiasmo, o desejo de trabalhar de todo o coração por uma meta, é vital para alimentar o início da sua jornada. O primeiro passo tem de ser forte, vibrante, cheio de energia. O mestre espiritual armênio Georges Gurdjieff, que viveu no século passado e que compreendia profundamente a psique humana, dizia que tudo na vida pode ser dividido em sete etapas. Se fosse uma escala musical, por exemplo, ele a dividiria em sete notas. E diria que dar um dó inicial forte é fundamental para o cumprimento de qualquer tarefa. Empreitadas que se iniciam com um impulso fraco não duram, pois não têm força suficiente em si mesmas para serem levadas adiante.
É o que acontece, por exemplo, com a maioria das resoluções que fazemos no início do ano. "Elas apenas expressam um desejo, um anseio. 

É como querer um presente caído do céu, algo que não depende de nosso trabalho. Não existe uma meta e nem a disposição convicta para cumpri-la", diz Mizuji Kajii, membro do International Coaching Community e especialista em programação neurolinguística e técnicas de liberação emocional. Em resumo: anseios geralmente não têm muita energia e não se pode confiar na sua eficácia.

A maioria dos desejos também é generalizante e não tem foco específico. Por exemplo, os famosos "eu gostaria de encontrar um bom emprego" e "eu gostaria de emagrecer". "Experimente trocar o tempo e o verbo do 'eu gostaria' por 'eu quero'. É fácil observar que o 'eu quero' já traz implícita uma ação. Se eu realmente quero, vou fazer algo por isso", diz Mizuji. Quer ver um consultor de coaching feliz é dizer com todas as letras: "Eu quero emagrecer 4 quilos até março, 2 quilos por mês, já me matriculei na academia e comecei o regime". Objetivos, prazos, modos de agir, compromisso, tudo isso estimula a ação e o cumprimento da meta. Por isso planeje, deixe claras suas expectativas, vá mudando aos poucos, a cada dia.

Talvez a mudança tenha de ser drástica mesmo. Não adianta mudar para permanecer na mesma situação. Aliás, tem gente que muda apenas para continuar igual. É o caso, por exemplo, de quem troca de casa, de carro, de cidade só para não trocar as bases da relação com o marido ou a mulher. Recusa-se a ver que o relacionamento pode ser o verdadeiro problema. Mais uma vez, é não compreender o objetivo de uma mudança: ser mais feliz.
Mas como reunir essa força toda para mudar, essa vontade de arregaçar as mangas com o fervor de um recém-convertido, quando já se está perfeitamente consciente de que muitas vezes nossa decisão implicará em nos mexermos mais que o que estamos acostumados?

De olho na meta.

Vamos voltar de novo ao que fala Gurdjieff. Continuando com o exemplo da escala musical, ele diz que entre a nota mi e a nota fá ocorre um arrefecimento da vontade inicial. Corre-se o risco de perder a gana de cumprir o objetivo ao atravessar esse intervalo. Se fosse um casamento, poderíamos dizer que lá pelos dois anos de união, quando a paixão já passou e a rotina ganhou espaço, ocorre um perigoso hiato na manutenção do compromisso. É preciso dar um impulso adicional para renová-lo, algo para unir de novo o casal. Podem ser umas férias, a vinda de um filho, a compra de um imóvel.

Dilema atroz

Uma das histórias que se costumam contar nesses cursos que auxiliam as pessoas a fazer mudanças é a de um matemático e professor genial. Ele era admirado por seus colegas e tinha posição garantida na universidade onde lecionava. E adorava tocar saxofone. Cada vez menos sua vida como professor o satisfazia e cada vez mais ele queria se dedicar inteiramente ao seu instrumento. E foi o que ele fez. Abandonou tudo e foi tocar saxofone na noite de uma grande cidade. Só que tinha um problema: ele era um saxofonista sofrível. Medíocre mesmo. Não conseguia ir além de tocar em botecos. Dormia em albergues, quando não na sarjeta. O que fazer então: ser um professor bem-sucedido infeliz ou um músico medíocre feliz?

O consultor Mizuji não se aperta com esse tipo de dilema. "Às vezes, as mudanças não precisam ser tão radicais, elas podem ser negociadas", diz. Uma alternativa que não seja nem tanto ao mar, nem tanto à terra pode ser a saída. O cineasta Woody Allen, um bom exemplo, dirige filmes e toca clarineta às terças-feiras na casa noturna Elaine's.

Outra alternativa é a possibilidade de escolher algo completamente diferente dos caminhos que se contradizem, uma terceira opção. No caso, procurar mais alternativas que possam trazer mais alegria na sua vida. Ou, ainda, admitir que a felicidade tem um preço e que você está disposto a pagá-lo, acima de tudo.

Outro dilema que pode acontecer no meio do caminho é o interno. Temos muitas vozes dentro de nós, uma delas, a do crítico.

Leia, pesquise, pergunte. E acima de tudo preste atenção em si mesmo, no que sente e nas vozes que falam sem parar em sua mente, procurando dar vazão ao sábio que existe em você e tirando de cena o crítico, aquela voz que te critica, critica a tudo e a todos, mesmo que de maneira sutil. Como disse, é preciso prestar atenção em si mesmo e no que sente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

HARMONIA E DISCÓRDIA.



Vivemos numa velocidade incessante. Os dias são corridos, corriqueiros e recheados de desafios. Muitos nem conseguem enxergar as intensas passagens, parados onde estão, sem saber ao certo o que querem.

Normalmente quando pergunto a alguém o que quer, o que vem são coisas do tipo: Quero ser feliz... Quero ter dinheiro... Quero encontrar o amor da minha vida...
Tudo é válido contanto que o principal objetivo seja apreciar  esse viver. Os desejos servem para decorar sua vida, dar um toque, trazer a tona um novo estilo. Viver é muito mais do que ter planos, do que simplesmente ter. Viver é a síntese daquilo que és! Viver é mais que ser assim ou desse jeito.

Viver é deixar ser! É sair da frente! É permitir ser! Viver é se entregar! Não há resistência e nem discórdia, por que você aceita, de bom grado. 

Aceitar, não significa baixar a cabeça, se contentar com pouco ou com uma situação incômoda.
Aceitar é influir e deixar fluir ao mesmo tempo! 
Conciliar o que deseja com o fluxo do universo. 
É saber encaixar seus desejos no imenso maremoto de ondas energéticas que seguem um movimento infinito. 
Você  observa, sente, percebe e encaixa. Como quem espera o trem chegar e se coloca no momento certo diante da porta que se abre e logo se fecha seguindo adiante.

Se soa genérico demais e até mesmo um tanto quanto poético, observe! 
A vida é como um imenso fluxo de poesias embaladas ao som de boa música!
Vidas em harmonia e em discórdia, e até mesmo nas duas situações...

Deixo claro na imagem que posto o sentido que quero lhe passar da vida que vejo, da vida que acho ser não a harmonia pura e simples, e nem tampouco a discórdia, mas um ponto aonde tudo acontece: O meio!
Equilíbrio, harmonia, bondade, bem-aventurança, alegria, são sim ótimas de se viver. Quem não as quer?

Meu desejo flui e alça pontos mais longínquos e deseja uma vida além dos rótulos, além das convenções e referências. Quero antes de tudo ser eu mesmo, gostoso e feliz e por mim mesmo, ainda que não saiba e não possa definir.

Encontrar essa forma de fazer acontecer, vôo longe e alço etapas já muito esquecidas pelas mentes ocupadas em seus afazeres.
A vida é algo entre a harmonia e a discórdia, pura e simples.
Esse movimento de entra e sai, do embalo que uma mãe faz em seu filho é apenas uma etapa. 
Harmonia e discórdia devem ser experienciadas e desapegadas.

A vida pode sim ser o que quer, até mesmo com seus habituais rótulos, quando não se questiona tanto os métodos, as fórmulas e apenas se vive.
Os rótulos só irão trava-lo se considera-los, do contrário, és livre na concepção!

Quando se quer realmente viver e se ama de verdade, a vida já vem com todos os quereres embutidos no "pacote".
Clara, rápida e intensa serão as respostas, com ou sem as perguntas.

Amar a vida e abraça-la como quem abraça um último sopro - todos os dias - é a chave para tudo que há para se descobrir e experimentar. Daí seremos criadores absolutos e traremos pendurados em nosso peito um escudo intransponível da maior emoção jamais e eternamente vivida, presa em laços, que nos unem e nos separam, pelo menos por hora, e quem sabe até para sempre.   

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

UM NOVO OLHAR SOBRE A "AUTO-AJUDA".


Trata-se de um tema bastante complexo por ser eminentemente simples.
A questão dos livros de auto-ajuda e de blogs como esse, trazem a tona temas mais profundos sobre a natureza humana.

Todos buscam estar seguros. Esse ímpeto vem do nosso centro instintivo, ou seja, nasce do nosso instinto de preservação. A sociedade evoluiu e hoje associa-se "segurança" a questão financeira, pois, em tese, o dinheiro "compraria" essa segurança tão almejada. E para complementar ainda existe a questão da formação de grupos, tribos, como nos tempos das cavernas, aonde tínhamos a falsa sensação de segurança ou acalanto, por estarmos cercados de gente que, se necessário, poderiam nos auxiliar. 

Bem, somente pelo que disse acima, já estaria mais que justificado esse "boom" dos livros, vídeos e workshops sobre auto-ajuda, que parece favorecer mais aos autores do que os compradores.
Este blog tem chavões, frases e títulos ligados ao mundo da auto-ajuda. Mas não é bem isso que ele se propõe a ser, pois se observar com cuidado, irá ver que além da questão da gratuidade, o próprio título "Diversão na Lei da Atração" propõe um caminho mais leve, despretensioso, sem uma metodologia e nem tampouco promessas de qualquer espécie. São pinceladas feitas a meu jeito para que encontre algum tipo de eco no seu coração, como que um empurrãozinho, um toque ou qualquer outra coisa que possa ajudá-lo de alguma forma.

Só que se observar, assim como essa explosão de livros, palestras, workshops, eventos e etc, existe também um movimento que contrabalança no sentido de não só criticar a auto-ajuda, mas de fazer uma análise da experiência de milhares de pessoas que seguiram a risca muitos ensinamentos propostos, decorando mantras, frases, jargões e diversas técnicas para chegarem a lugar algum.

Aprenderam sim, claro, a vida sempre ensina. Mas não exatamente aquilo que achavam que iam aprender. 
Ganharam experiência e perceberam muitas vezes que o ensinamento por si só representa pouco e que - e isso eu concordo e prego aqui - o único ensinamento que vale de fato é aquele que nasce dentro de você, baseado na interação do que vem de fora e aquilo que já está aí dentro.

Ou seja: não adianta procurar soluções fora de si! Mas será que com essa afirmação cai por terra todo o ensinamento transmitido pelos livros de auto-ajuda? Será que de fato todos esses livros não tem utilidade alguma? São lixo? Não quero tomar partido aqui, porque como disse acima, as pessoas que hoje falam mal dos livros de auto-ajuda, se beneficiaram de alguma forma, uma vez que, desenvolveram o discernimento e o senso crítico que os fez enxergar o que sempre digo sobre cada um de nós buscar e criar o seu próprio e particular caminho, de preferência com elevado nível de inovação.

E nem quero também entrar em detalhes sobre o sujeito que comprou um livro (de auto-ajuda) cujo o título era: "Como se livrar da auto-ajuda e ser feliz", ora, a criatividade humana é infinita e isso a torna fascinante...

Minha observação me diz que é impossível ensinar auto-ajuda ou qualquer outro tipo de técnica preservando a sua originalidade como indivíduo. Mas já vi algumas pessoas comprarem livros assim e dias depois, mesmo tendo entendido muito pouco do livro, conseguiram através de seus processos internos, trazer de volta aquele sentimento de esperança, aquela alegria interna (que independe do meio externo) e transformarem suas vidas radicalmente.

Se foi mesmo o livro que leu, realmente é muito duvidoso e por isso, um tanto quanto difícil de avaliar a eficácia. Até porque as técnicas são muito variadas e a qualidade dos textos - que também influenciam - muda muito. 

Se aplicar o mesmo estímulo a dez pessoas diferentes pode obter muito mais que dez resultados diferentes. Por que existe um tal "efeito cascata", aonde o resultado de um estímulo se desdobra em outro após um período de tempo, e há uma espécie de absorção ou transmutação, em função da avaliação que cada um fará e das trocas que ele realizará após a aplicação destes estímulos.

A mudança é um processo contínuo e infinito, portanto sem começo-meio-fim.
Mas como já disse, não refuto a utilidade de nada nessa vida. Até mesmo no lixo encontram-se grandes tesouros, vide a reciclagem e o bio-gás oriundos de uma montanha fedorenta.

Reafirmo então que há sim um certo efeito prático no título e nos temas desse blog. Sim, é difícil colocar numa planilha com dados estatísticos confiáveis. 
E que também fique claro que de fato não acredito que uma pessoa possa (no sentido clássico) ensinar algo a outrem. Mas se assim o for, como pode este blog ter um efeito prático?

O que há é a possibilidade de compartilhar. E ao fazê-lo você "ensina" e "aprende" pela simples troca. E isso pode até ocorrer quando compra um livro de auto-ajuda, aonde haverá também uma troca (dinheiro pelo livro).
Atente-se para o detalhe: Não é exatamente o que está ensinando que pode ter um efeito prático na vida de alguém (às vezes até pode) , mas sim o que decorre desse compartilhar, dessa troca que é a soma, subtração, divisão ou multiplicação dos conhecimentos e experiências de quem escreve e de quem lê.

Por isso não posso recomendar e nem desestimular livros ou qualquer outra atividade de "auto-ajuda". O que sempre digo é que tudo, mas tudo mesmo que ocorre em sua vida pode ser aproveitado de alguma forma. Até mesmo para se descobrir que a unica utilidade daquilo era mesmo o lixo. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

VIVENDO O AGORA...



Saudações a todos os meus leitores!

Este tema é sem dúvida muito interessante e aconselho que tente vê-lo por vários ângulos.
A grande maioria vive no passado e/ou no futuro. São as lembranças, a nostalgia e o arrependimento. Sobre o futuro, a expectativa, o medo e a incerteza.

Mas vamos pensar um pouco: Se você teve um passado difícil, turbulento, com muitos erros e desencontros, de que adianta você ficar revivendo? De que adianta se lamentar, chorar e se atormentar com isso? Irá apagar tudo que foi feito? Irá modificar o seu futuro? O que muda se ficar preso no passado? 

NADA! NADA IRÁ MUDAR, E PIOR: TODO O PODER QUE TEM HOJE EM SUAS MÃOS PARA FAZER UM FUTURO MELHOR IRÁ POR ÁGUA ABAIXO CASO FIQUE PRESO AOS ERROS DO PASSADO!

A mesma coisa ocorre com o futuro: De que adianta o medo de conviver com a necessidade de ter uma segurança? Se não compreender seus medos, não haverá segurança suficiente nesse mundo que resolva o problema.

Os equívocos cometidos não foram intencionais. Ninguém erra de sacanagem. E ficar com aquela sensação incômoda de que tudo poderia ter sido de outro jeito é um arrependimento que não serve para nada, a não ser atrapalhar o seu direito de refazer sua vida e criar uma realidade melhor.

É seu dever encontrar uma forma de fazer - mesmo que aos poucos - com que sua vida retorne para suas mãos.
Acreditar que tudo nessa vida é possível e que tem esse poder em suas mãos agora! Buscar se sentir bem e ir de encontro aquilo que deseja. Imaginar as situações que deseja e não as do passado ou aquelas que não quer.

Se cuidar. Carinho consigo mesmo. Afeto. De nada adianta um maltrapilho querer realizar, consertar e até mesmo ajudar a quem quer que seja.

Viver o agora é mais que estar no presente e livre do passado ou futuro. Até porquê o tempo não pára. Um segundo atrás já é passado. Nós hoje somos o resultado desse passado, somos aquilo que a nossa experiência nos forjou. Mas como nada é definitivo, tudo pode mudar! Tudo pode ser melhor a cada dia!

Viver no agora é aproveitar tudo que acontece neste momento e não pensar em nada sobre o passado e o futuro. É assumir compromissos sem ter que fazê-lo e sem se preocupar se darão certo.

Quando assume a leveza de viver o hoje com alegria e disposição nada de mal poderá lhe acontecer!
Veja, não é um jogo de palavras, nem tampouco um curso de auto-ajuda. É real e temos (no passado) um arcabouço infinito de exemplos notáveis de pessoas absolutamente falidas, que se reergueram e seguiram triunfantes sua jornada rumo a felicidade.

Essa talvez seja uma das únicas utilidades do passado. Buscar bons exemplos. Aprender com grandes homens e olhar a jornada exemplar de muitos, não para que copiemos e sim para que nos sirva de incentivo para criar a nossa própria!

O passado só é útil quando tira dele bons ensinamentos sem se lamentar.
Buscar o passado para se lamentar deveria ser crime! O passado não se muda! Ele é a vívida experiência transformada em maturidade.

As pessoas querem dar lições, querem falar o que acham ser a verdade, mas se escondem atrás de um anonimato. São covardes e querem assim mesmo ensinar algo. Eu, pelo menos estou aqui, gratuitamente, fornecendo palavras de incentivo e mais, mostrando o que de fato eu pratico!!!

Nada que é proposto aqui deixou de passar pela minha experiência. A cada dia estou melhor e sei que tudo que desejo aqui, neste trabalho, se fará acontecer, antes, na vida dos milhares visitantes que deixam seu relato e seu agradecimento. Relatos que falam de felicidade, de espanto por terem lido esse ou aquele post num momento oportuno.

Vamos seguir felizes e alegres. Com fé e com um orgulho tremendo de já ter superado muitas etapas e, as que faltarem, serão muito bem vindas e enriquecerão mais e mais essa linda viagem que todos fazemos e que desejo também que você faça e traga a ela um significado maior, rumo a tudo aquilo que deseja.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A COMUNICAÇÃO.



Palavras, frases, tom, formato, verdade.
O que essas palavras tem em comum? Quase nada.
Sei que não serei perfeitamente entendido, mas ainda sim escrevo. Quero dizer a verdade, mas que verdade?

Arrisco-me a acreditar que lerá com outros olhos... Se um só já fizer isso, o resultado do meu trabalho será esplêndido!
Devemos usar com atenção as palavras, pois elas só serão o que são ao encontrar seu destino.

Elas não tem valor para quem diz e sim para quem ouve.
Por isso, a verdade nunca será expressa em palavras. Quando tenta colocar uma verdade em palavras, ela morre.
A verdade foi feita para ser sentida, vivida!

As palavras são só uma pequena parte da comunicação. Ao proferir palavras, deve-se antes, arranjar o sentimento, coordenar o foco e prestar a atenção no interlocutor.
Se permanece somente nas palavras, terás apenas meias verdades, meio entendimento ou talvez nenhum.

De nada adianta reduzir o tom. Existem terríveis sarcasmos proferidos em suave tom.
Transmitir, comunicar, interagir, requer um contexto mais completo.

Não seremos "perfeitos", mas devemos ser totais. Quando se é total, ou seja, quando se está atento, buscamos naturalmente a sintonia e essa promove canais complementares que dão a totalidade daquilo que se quer dizer.

Mas a comunicação não se resume somente a transmissão. Essa é só a metade. A outra metade é a recepção que não depende de você. Portanto, a sintonia só assegura que, ao perceber falhas na recepção, você imediatamente se cale!

Lembre-se, não depende de você! Essa parte é do outro e deve então ser cuidada exclusivamente por ele.
Arrisco-me a sugerir que se as falhas forem constantes, não há o que fazer e a relação deve mesmo ser desfeita para evitar o acúmulo de sentimentos prejudiciais de ambas as partes.

Sem esforço, não pelo desinteresse e sim por respeito a incapacidade momentânea do outro.
Relações totais não estão baseadas no esforço e na luta. Elas fluem de maneira natural. 

Faça o que fizer, a melhor opção, será sempre a do deixar acontecer. A permissão é mágica e dela tudo acontece. Quando sai da frente, o fluxo flui e as coisas acontecem.

Acreditar que o outro possa ser assim ou de outro jeito, não passa de mero desrespeito, afinal a opção é sempre dele na parte que lhe cabe.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

UMA NOVA ESCOLA



O mundo sempre viveu um contínuo e forte movimento de expansão e mudanças. A diferença agora está na sensação da velocidade com que isso acontece.
A frequência dos "batimentos cardíacos" do planeta encontra-se em um patamar maior (era 1,3 Hz (batimentos por segundo), hoje se encontra em torno de 7 Hz. Esta frequência está relacionada ao campo magnético do planeta que influencia tudo em seu interior e causa intensa ressonância no fluxo magnético de nossos corpos. 

Os ciclos de evolução se aceleram e a necessidade de movimento (que é a base da vida) se amplia.
Precisamos criar então formas de embasar essas necessidades com estruturas mais inteligentes e flexíveis, para receber aqueles que aqui chegam e dar a eles um suporte maior a essa grande empreitada.

Além do aspecto familiar (que demanda mais tempo para se concretizar), podemos fazer isso através da escola, mas não com esse modelo que aí está. Na verdade precisamos abolir modelos e trazer a tona a questão de operarmos com um molde absolutamente flexível, que se amolde a particularidade de cada ser, prevalecendo na expansão de matizes mais diversos, com mais diferenças, para que o nosso mundo ganhe uma visão ainda mais ampla.

O movimento da vida não pára e temos que acompanha-lo, ainda que não façamos nenhum movimento externo.
Saber parar, ou melhor, saber estar parado e como estar parado também reflete um estado de movimento inteligente. Sabendo fazer isso, saberemos nos movimentar melhor aqui nesse mundo físico.

E isso pode ser ensinado nessa nova escola. Mais do que as questões: "como pensar", "o que pensar" e "Como fazer" e "o que fazer", devemos enfatizar  o "SER" em todos os sentidos pertinentes.

A consciência desse "SER" precisa ser estimulada alternando-se e entrelaçando um olhar cuidadoso interno e externo. Os estímulos externos e inteligentes criados nessa nova escola injetariam um ânimo extra nas almas ali alocadas e despertariam mais cedo, muitos atributos necessários a essa nova era.

Essas questões de "SER" e "SENTIR" seriam vivenciadas constantemente abrindo as portas para todos os demais conhecimentos nascidos dessa interação, entrecortadas na relação de troca constante.

Esse aliás é um dos principais paradigmas a serem derrubados na mentalidade que se tem sobre escolas: A escola não é um local aonde se aprende e sim um lugar aonde o relacionamento baseado na troca beneficia igualmente alunos e professores.

Por isso mesmo, todos ali deveriam ser chamados de alunos. Não existem "mestres" e sim um grande grupo que toca, orienta e movimenta a si mesmos. O fato de fazer a minha parte de forma integral, estimula o colega ao lado a fazer o mesmo naturalmente. E se ele não conseguir, não permanecerá no grupo e nem tampouco atrapalhará os demais.

Talvez a melhor designação fosse: "irmãos mais velhos"...

É uma nova forma de olhar para uma instituição de deveria ser considerada "sagrada" sem os percalços que acompanham esse termo.
E quem poderia iniciar um trabalho assim? Teríamos que já ter um grupo "pré-qualificado" e esse seria um grande desafio, pois por mais que treinássemos ainda sim receberíamos pessoas que trariam, mesmo que em menor proporção, alguns pré-conceitos que poderiam emperrar o negócio...

Eu mesmo que tenho toda a visão do projeto reconheço ainda estar preso a alguns inconvenientes que certamente atrapalhariam o desenvolvimento natural e pleno dessa ideia fantástica de fazer uma "fábrica" de seres em conexão plena com a natureza e com o tudo que é!

Você pode conhecer, saber detalhes de como SER um com você mesmo, mas isso é uma coisa, importante até. Outra é você SER de fato tudo isso. Uma coisa é o caminho, outra é o destino. Só que o destino é o caminho, porque o caminho nunca chega, nunca termina. O caminho é o começo-meio-fim, sendo que o fim "engata" automaticamente em um "novo" começo... Não há término, pois nunca houve de fato um começo. Se sua cabeça embola, bom sinal, é aí onde tudo começa.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O SER DE QUEM VOCÊ É!



Mais uma vez abordo aqui a questão dos rótulos. 
Geralmente estamos muito preocupados com os rótulos que recebemos e também o que damos, nas mais diversas situações da vida.

Recebemos um poderoso estímulo do meio externo, que tem sua função e utilidade até um certo ponto. Depois disso, ficamos amarrados e escravizados aos seus ditames e é aí que a nossa evolução cessa.
Todos querem ser bons, bonitos, agradáveis, polidos e acima de tudo bem vistos pelos demais. E quanto mais melhor.

É inegável que quando isso acontece somos "beneficiados" com uma série de facilidades. Mas até onde se sustenta? Ou melhor: Em que isso se sustenta?
A zona de conforto é uma das mais gostosas "zonas" em que se pode estar, a despeito da mesmice que traz, e pela ausência de desafios que nos conclame a extrair o melhor de nós mesmos.

Você não tem que ser um "modelo" para a sociedade. Deve sim, ser você mesmo, indefinível, fora ou dentro de padrões, contanto que o seu jeito seja de fato o seu jeito.
Quem pode ser totalmente bom? O que é ser bom? É agradar a todos? Não desagradar custe o que custar?

Quem pode ser o tempo todo de um jeito que agrade se a vida é uma constante mudança?
O fato de agradar, me agrada? Se agrada, me agrada em que ou porque? Me agrada por ver os outros agradados ou porque de fato estou me sentindo bem?

É importante reconhecer e saber discernir o que exatamente sinto, pois pelo que sinto me guio em segurança em direção a minha verdade.
É nosso dever reconhecer quem somos e desse jeito prevalecer. Mas isso é ser bom? É ser agradável?
Não sei, pois se disser estarei rotulando aquilo que de mais precioso temos, que é nosso SER INTERNO, e este escapa a qualquer definição.

Infelizmente vivemos num mundo aonde os rótulos são rotina, até pela visão estreita que se tem de outras possibilidades.
Não precisamos ser nada. Apenas deixar, permitir que aquilo que és, seja!

Reconheço que soa abstrato, mas é unicamente no ímpeto da aplicação constante da ausência de rótulos e no comedimento dos julgamentos que abriremos um novo caminho para o fluxo natural do movimento de expansão do universo infinito.

Veja, a chave da verdadeira evolução não está em aprender técnicas, ler biografias, estudar métodos, receitas e modos operandi. E sim na percepção de si mesmo e no reconhecimento do Deus todo poderoso que habita e é vós!
Não procure falhas, erros, deficiências. Basta começar a olhar seu corpo com um olhar mais constante e profundo, respirar fundo e sentir...

Você não erra, você não falha. Apenas se omite (se esquece) do impulso sagrado de se investigar em todas  as nuances.
Quer se conhecer, saber quem é de verdade?
Seja! Assim, do jeitinho que é. Sem medo, vergonha e culpa. Vá aos poucos se despindo de rótulos. Fique só com aqueles que a sociedade exige para que nos relacionemos.

O melhor estado de SER é aquele em que estamos completamente despidos. Nus de verdade. Livre de amarras, livre de deveres impostos. Apenas com os afazeres cotidianos que nos agradam, para aqueles que amamos e queremos bem.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A SAGA DO HERÓI.



É muito gostoso poder não só lembrar, mas ter vivido um pouco dessa fantástica magia que impregna nosso jovem coração e leva-nos a exercitar o que de mais precioso e belo temos, que é o poder da imaginação.

Ver um pouco disso numa tela de TV representado por atores que transmitem uma imagem nítida que nos conduzem pela saga do herói.
O brilhantismo, a perfeição, a bondade, a generosidade, a força, a invencibilidade e tantos outros atributos, com os quais sonhamos a vida inteira, ali, estampados no herói.

Por mais fantasioso que possa parecer, não temos a menor ideia da importância disso em nossas vidas. Algumas chegam a ficar marcadas para sempre. O valor intrínseco dos atributos do herói são imediatamente plantados em nosso subconsciente e se tornam valores quase que insubstituíveis por toda a nossa vida.

Entretanto, uma outra "realidade" grita e chama com todo o fervor e somos obrigados a largar desse sonho e adentrar por outros sonhos de uma vida cheia de limites, coisa que o nosso super herói aparentemente não possui.

Esse talvez seja um dos maiores choques que recebemos naquela fase em que a infância avança na pré-adolescência. Perdemos temporariamente aquela coisa de que voar é muito natural e todos poderiam se quisessem.

Chegamos ao ponto de pensar que ser um herói dá muito trabalho e que por isso seria mais um fardo do que uma condição especial, ou melhor: Condição natural...
Na minha opinião, seria fantástico se conseguíssemos trazer para nossas vidas, todos ou pelo menos alguns daqueles fantásticos atributos, com os quais, sem dúvida alguma, teríamos a vida que quiséssemos.

Não vou entrar aqui no mérito das possibilidades, pois o que quero enfatizar é com relação a nossa capacidade de imaginar e de criar coisas que possam fazer esse mundo ainda melhor.
Se você permite - e mais, participa - que a criança extrapole a sua imaginação e coroe seu mundo com a chave de que tudo é possível e que ela mesma é o principal ator, sem coadjuvantes, terá fornecido a ela a chave que abre toda e qualquer porta.

Entenda, não devem haver poréns.A imaginação beira mesmo a loucura.
O exercício de imaginar que voa, que há uma espada mágica e uma capa especial são imprescindíveis e nunca, eu disse nunca, devem ser ridicularizados por quem quer que seja!

Participe desse sonho. Resgate o que de importante ficou pra trás. Reviva e incentive!
Imagine, sonhe, crie e sinta tudo isso! Sinta os calafrios de se imaginar voando como o Capitão Marvel.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

OS MUNDOS ELETRÔNICOS



Fascinante esse tema, ainda mais para mim que sou engenheiro eletrônico e lido com isso há mais de 30 anos.
Seriam necessários talvez uns 10 posts para esclarece-lo e dar a ele uma razão mais prática do que subjetiva. Vou tentar fazer resumindo-o, pois meu papel aqui no blog é de apenas apontar para temas que sejam relevantes do ponto de vista de uma jornada mais rica e com um conteúdo que reflita na otimização desta. Você tem o dever de buscar, se assim o desejar, as informações complementares.

A figura acima representa um cinturão de fótons, que são partículas atômicas, cuja as características de vibração (movimento contínuo) fazem-nas emitir luz, algumas no campo visível para um olho "normal".
Este mesmo cinturão de luz (energia) pode ser reproduzido em volta do seu corpo ou em laboratório.

Como você sabe, tudo que existe é formado por moléculas, que por sua vez são formadas por átomos e esses por partículas ainda menores, mas não menos importantes, chamadas de prótons, elétrons e nêutrons.

Vivemos hoje numa sociedade absolutamente eletrônica. Ela está em toda a parte, em tudo que usamos, direta ou indiretamente falando.Portanto, além de termos essa composição eletrônica em nosso corpo, e em  nossos pensamentos e emoções, toda atividade externa se dá pela manipulação inteligente dessas mesmas partículas através de engenhosos equipamentos criados pelo homem.

Entenda, as mesmas partículas que mantém uma consistência na sua pele e bilhões de outras funções em seu corpo, fazem o controle remoto da sua TV mudar os canais e fazem também com que você possa ler este artigo, agora, através da internet e do seu computador.

E a medida em que o tempo passa, estamos avançando mais dentro dessa realidade eletrônica, como num pressuposto arquitetado que nos empurra naturalmente nesta direção.
Quero lhe chamar a atenção para o fato de que de um jeito ou de outro seguimos rumo a nós mesmos, na medida que lidamos em nossas vidas com toda essa parafernália eletrônica, e dela fazemos uso também em tratamentos, medicina e acima de tudo em comunicação, ou seja, nas trocas e intercâmbios.

É como se a nossa origem estivesse pouco a pouco se manifestando nessas tecnologias, fazendo-nos ver a um simples olhar, maravilhas, que há bem pouco tempo atrás seriam consideradas bruxarias, milagres ou mágica.
Com isso, constatamos que humanidade evoluiu. Mas para que essa evolução possa nos alcançar um pouco mais, precisamos compreender esse fenômeno e aplica-lo em nossas vidas de forma coerente.

Você não pode ver o átomo, mas sabe que ele existe diante do resultado do seu movimento. Assim como o ar que você não vê, mas pode senti-lo através do tato e da respiração.
Todas as dimensões e regiões da natureza estão conectadas e sobrepostas. Algumas regiões, como a terceira (a que vivemos) são facilmente percebidas por nossos sentidos. Da quarta em diante, já começa a ficar mais sutil, mas nem por isso isenta dessas mesmas partículas as quais me refiro.

A partir da sexta dimensão, alguns mestres já chamam de "mundos eletrônicos", tal a sutileza e prevalência de movimento de partículas, num ritmo, intensidade e variação muito diferente desta terceira dimensão.
Como já disse todas as sete principais dimensões conhecidas estão conectadas, interligadas e "sobrepostas".
Possuem fronteiras muito tênues mas bem demarcadas a nível atômico. 

Ocorre que elas são afetadas e afetam as demais numa troca constante.
O conhecimento que o homem possuía era incipiente há pouco tempo atrás e melhorou substancialmente com o advento da física quântica , produto do trabalho, da investigação e da persistência em perguntar a si mesmo e aos demais, de homens extraordinários, dentre os quais podemos citar Albert Einstein.

Todo esse movimento de descobertas científicas, anda no mesmo ritmo dos movimentos religiosos, esotéricos, filosóficos e independentes na busca incessante para questões do tipo: "Quem somos nós?" "Para onde vamos?" "De onde viemos?" "Como a natureza funciona?" "Qual é a razão disso tudo?" "Como nosso corpo funciona?" e tantas outras.

Não sei se estou sendo suficientemente claro ao expor minha visão de convergência de todos esses e muitos outros fatores em uma unica coisa. Todavia, acredite, tudo está convergindo!
Muito se fala da grande explosão inicial da criação cósmica ( O famoso Big Bang) aonde há uma expansão mais no sentido de separação e agora, com a proximidade do conhecimento humano sobre os mundos eletrônicos a tal convergência ou um movimento contrário a essa "explosão inicial".

Atualmente existem pesquisas avançadas sobre as interações das moléculas e demais partículas de forma a criar eventos ainda mais admiráveis tais como o "Tele-transporte", como no filme "Jornada nas Estrelas".ou ainda telas de computadores em forma de folha de papel, as quais podem-se dobrar e desdobrar e com uma resolução de imagem impressionante.

Temos ainda, já em fase de testes, projetores holográficos portáteis  que também projetam imagens de alta resolução, em qualquer ambiente, inclusive a luz do sol. Nesse caso seria o fim das telas como a conhecemos, e uma proximidade ainda maior com esse cinturão de fótons que coloquei na figura acima.

A manipulação dessas energias nesse nível, possibilitará ao homem, não só ter um contato maior com outras dimensões, mas também entender como funciona os detalhes das energias que circulam nas relações entre as pessoas.
O cinturão eletrônico a que se refere o Conde de Saint German, em sua obra "O livro de Ouro" poderá ser reproduzido em laboratório.

Alguns podem temer tamanho poder nas mãos de pessoas nem sempre bem intencionadas. Só que esse trabalho de pesquisa e desenvolvimento abrirá a consciência de muitos homens para uma nova realidade que fará com que muitos de seus conceitos, crenças e caráter se alterem radicalmente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O FLUXO DA VIDA



Os desejos brotam de nós todos os dias num movimento espontâneo motivado pelos estímulos externos. Eles são, a princípio, um movimento do ego, para nos forçar o conhecimento, a experiência e a busca em todas as variedades, em toda a gama.

Ao praticar a realização dos desejos no dia a dia, você inicia sua jornada. Começa a entrar em contato com quem realmente é! Exercita seu dom criacional que está embutido em todos nós.

Portanto, nesse estágio em que nos encontramos, precisamos de sobremaneira realizar nossos desejos - mesmo sendo muitos deles impulsos do ego -  pois esse é o caminho mais curto para o contato com a divindade que habita em cada célula do nosso corpo físico e em todas as camadas vibracionais dos demais corpos que fazem parte daquilo que somos.

Se abre mão disso, se reprime ou pensa que é impróprio fazê-lo, abstêm-se de permitir esses impulsos em nome de uma espiritualização ou de um acesso, digamos, mais "superior", comete um grave equívoco. Vai contra a um movimento natural, tal como respirar, e que pode levar você a um verdadeiro encontro com seu ser.

Sem dúvida, o ego nada mais é do que um amontoado de fragmentos. E apesar do que muitos alardeiam por aí, esses fragmentos fazem parte de ti, estão aí dentro bem vivos e precisam ser devidamente compreendidos e analisados. 

O ego é como um grande quebra-cabeças que precisa ser montado por nós, e essa "montagem" se dá, pela tentativa de realizar desejos, de fazer precipitar no mundo físico aquilo que habita dentro de nós.
É uma espécie de rascunho da grande ascensão a que todos temos direito e por isso mesmo, além de ser inútil, é completamente fora de questão, você querer entrar em guerra, destruir ou se afastar do seu ego.

Mas as pessoas desanimam porque creditam demais, a realização de desejos, as coisas externas, as circunstâncias ou mesmo a sorte.
Ou ainda vêem com uma imagem distorcida aqueles que conseguem realizar seus desejos, acreditando que só conseguiram porque usurparam de alguém esse direito que é legítimo de todos nós.

Ao tentar e não conseguir ou conseguir com muito sacrifício, ficam tristes e frustradas e começam a achar que o melhor mesmo é viver na escassez ou que talvez haja um outro caminho, se eu pagar meus "pecados" nessa vida, terei o "direito" de usufruir de coisas melhores em outras ou em outros planos...

Enquanto isso, me enfio num mosteiro, aceito a escassez, viro um eremita, um guru, um padre, vou me dedicar a dar aos outros aquilo que não tenho, que não tive sucesso em conseguir por desacreditar no meu legítimo direito de ter e passo a cometer todos os dias uma verdadeira afronta ao meu Ser interno!

Aí estão os principais motivos pelos quais a grande maioria da humanidade vive infeliz, e esconde ao engolir seco todos os sentimentos gerados pelo contato com uma vida totalmente contrária as suas infinitas possibilidades.

Precisamos agir imediatamente. Saber tudo que não quer e se voltar instantaneamente para o que se quer e se manter assim indefinidamente até começar a pipocar a realização daquilo que deseja, independente do que possa estar acontecendo a sua volta.

O tempo é variável, depende de cada um, da sua FÉ, do seu nível de resistência. Somente se soltar e permitir que aconteça. Alguns não acreditam nisso, porque acham que quando falamos de dinheiro, por exemplo, não há quem não queira dinheiro... Ledo engano. Muitos se apavoram com a possibilidade de ter muito dinheiro em suas vidas e aí vem com aquele velho subterfúgio de que um pouco já basta.

Ora quem deseja pouco não deseja nada. Finge que deseja. E só diz isso porque sabe ser impossível viver sem nada. Não existe meio termo. OU você quer ou você não quer. É simples assim.
Esse querer é um querer de cada célula do seu corpo que te lança na vida com uma expectativa positiva.

Não se importe se no início parecerá ilusão. Alegre-se e espere como quem já tem certeza absoluta de que virá, seja de um jeito ou seja de outro. 
O "como" não é da sua conta. Se sentir-se inspirado a fazer algo, faça! Mas se sentir que deve esperar ou ficar quieto, não temas, acredite e faça contato com essa força interna que habita dentro de você.

Não existem regras para esse contato. Faça do seu jeito. Converse com ele (seu SER interno) como se estivesse falando com um grande amigo, irmão. Não deve haver cerimônias. Faça bem espontâneo. Grite se quiser e peça insistentemente em todos os momentos, todos os dias!

Ele é Deus que habita dentro de você! Compreenda seu Ego e peça de forma persistente ao seu Ser interno de agora em diante e sem desanimar se porventura os resultados demorarem a aparecer.
Namastê! (Traduzindo: o Deus que há em mim saúda o Deus que há em você!)