terça-feira, 8 de março de 2011

SAINDO DA COLETIVIDADE SEM DEIXÁ-LA.


É urgente que aprendamos a lidar com o mundo externo sem nos deixar influenciar com a aparência e/ou eventos. 
Estes devem ser observados, apreciados ou até mesmo descartados sem que haja um rebaixamento da nossa vibração.
Pode parecer difícil, mas afirmo ser possível. O grau de dificuldade é particular de cada um. Pouco a pouco podemos observar, contemplar o mundo em que vivemos com um olhar mais apaixonado. Isso se treina! 

E quanto as desgraças? Nada a sentir? 
Nosso mundo está recheado delas, mas também está de coisas muito boas e agradáveis de ser ver. Não fuja das desgraças, exercite a compaixão. Muito diferente da pena. E ao encará-las de frente pense de imediato: Sei que de alguma forma posso ser co-responsável por isso, mas sei também que não sou o único a criar nesta dimensão. Pelo sim ou pelo não, faça o que for possível, e se nada for possível, repita infinitas vezes: Sinto muito! Me perdoe! Te amo! sou grato! 

Imagine o caos que seria uma emergência de hospital se as equipes se desesperassem ao ver as tragédias que adentram a todo o instante?
É óbvio que a vibração flutua, porém, aqueles profissionais experientes sabem como retomá-la.
E todos nós podemos a cada instante fazer essa mesma retomada, apenas lembrando de quem somos. 
Aprenda a lidar com surpresas. Pode assustar, pode ser difícil engolir. Contudo, lembre-se que sua prioridade é manter elevada sua vibração em pelo menos 90% do seu tempo acordado. Se lida mal com elas e com as coisas do dia a dia, é sinal de que algo dentro de você clama por expressão. 

Sentimentos e emoções não podem ser reprimidos. Por outro lado se alguns forem descarregar tudo que sentem, será como uma explosão atômica!
Aprenda a descarregar aos poucos, mas descarregue!!! Ninguém deve carregar uma mochila pesada nas costas por tempo indeterminado...
Faça de forma a afetar o mínimo possível seus semelhantes. Lembre-se: Ninguém tem nada com isso!

Veja, se algo acontece no mundo externo próximo a você, esse evento tem algum tipo de relação contigo, mas não deve ter influência na sua vibração ou ao menos o mínimo possível.
Mensagens devem ser lidas, compreendidas e gerarem algum tipo de ação no sentido de preservar seu mundo interior.
Partindo desses princípios, procure ajuda, converse e esqueça de uma vez por todas o que os outros irão achar.

Aprender a se relacionar e a interagir com a sociedade preservando o máximo possível sua vibração interna, mantendo-a no nível mais elevado, o da alegria, é uma verdadeira benção que se dá a si mesmo. 
A alegria de viver, de interagir, de olhar o mundo com bons olhos, eleva de maneira absurda nossa vibração interna. 
Respeitar o próximo e as diferenças é tarefa diária, mas sem ser bobão, sem deixar de considerar suas próprias opiniões e sentimentos.

Não é tão difícil quanto parece. Apenas diferente. Contanto, repito, que se considere também. Se esquece de você imediatamente entra numa canoa furada! 
Fomos acostumados a nos deixar influenciar com as ocorrências externas e perdemos a noção do valor do nosso mundo interno. Essa noção de valores somente será retomada a medida em que comecemos a interagir com o mundo externo sem permitir que nossa vibração caia.
Ela pode balançar, pode flutuar, mas nunca cair. E se cair, levanta!

A meditação, a investigação de si mesmo, encaixar atividades agradáveis durante o dia, planejar e trabalhar para que essas atividades cada vez mais ocupem o seu dia é fundamental nesse processo. Não mais, somente prestar a atenção em seus sentimentos será o suficiente para que assuma o controle da sua vida sem parecer um extra-terrestre para as pessoas que se relaciona.

Mantendo sua vibração elevada NATURALMENTE você atrai coisas boas e incentiva aos demais a fazerem o mesmo.
Exemplos são bons de serem conhecidos e até certo ponto seguidos. Mas não podemos esquecer de quem somos e portanto devemos criar nosso próprio caminho.
Mais uma vez eu te lembro que manter a vibração elevada nada tem a ver com ser "bonzinho", falar manso, aceitar todas as manias alheias e ser vaca de presépio.

O meio externo e seus contrastes nos possibilitam exercitar essa coisa de SER quem somos. Ele nos dá as variáveis e situações que irão possibilitar esse contato, esse arranjo mágico que o universo criou.
Acostume-se a dar seu toque pessoal em tudo que faz. Faça do seu jeito, mas procure aperfeiçoar, melhorar, mas sempre dentro daquilo que você já é. Entenda, você não precisa ser nada, você já é! Comece a acreditar e a por em prática essa tese e logo logo verá mudanças surpreendentes em sua vida.

Ao se habituar a dar esse toque, a brisa da liberdade começa a soprar com força e o bem estar é imediato, realimentando seu processo de elevação da sua vibração interna.
Além disso a experiência deliberada e feita de forma inteligente abre sua visão, e permite que sua vibração permaneça elevada pelo simples prazer de observar detalhes tão ricos e interessantes que a vida nos apresenta e que consequentemente nos trazem grande júbilo.


segunda-feira, 7 de março de 2011

UM ABRAÇO DADO DE BOM CORAÇÃO É O MESMO QUE UMA BENÇÃO!


Um abraço... ahh... um abraço...
Talvez um dos mais lindos e profundos movimentos entre dois corpos...
Tem abraços pra todo o tipo de situação. O abraço por si só, já sobra.
Trata-se de uma verdadeira benção. Algo que se cultiva pela prática diária trazendo muitas benesses.

Não deixe passar um só dia sem dar um abraço. Já parou pra pensar, por vezes passamos dias sem abraçar!? Incrível como podem viver sem esta troca. Não falo de um simples, distante e afastado abraço... Esses são meros quebra-galhos. Falo de um abraço apertado, rosto colado, independente do seu nível de intimidade com aquela pessoa.

Um abraço pode ir muito mais além do que imagina. Ele é infinito! O entrelaçamento energético é infinito. Ele é mais que um símbolo, faz acontecer!
Chegamos a ver nas ruas grupos de abraço gratuito. Existem por aí grupos que promovem abraços como forma de terapia ou de complemento a outras terapias. Essas pessoas tem consciência do que ele é!

Num abraço de verdade você interage pra valer. Você é! Tudo é! 
No abraço você conversa, sente, acalma, retorna a um estado melhorado de consciência, respira alívio, sintoniza, acalma e tem rompantes de lucidez!
Realmente o abraço é mágico!

É óbvio que existem níveis de entrelaçamento. Amizade, alegria, amor, tesão, carinho e bem estar são alguns dos sentimentos motivadores e são a mola propulsora que remete ao infinito.
O seu "EU SOU", o seu DEUS INTERNO, a sua ALMA, como queira chamar, sintoniza e se conecta ao da outra pessoa. 
Os deuses estão juntos novamente... e conversam... a força desse "trampolim" está intimamente relacionada a sintonia das vontades.

Todas as conversas, negociações, disputas e mediações deveriam ser precedidas com um demorado abraço aliado a sintonia da respiração. Essa sintonia facilitaria a comunicação e o entendimento.
Infelizmente a sociedade em geral vê essa atitude como discrepante para um ambiente de disputa, competição ou negócios.

Se a consciência do GANHA-GANHA fosse plena, todos perceberiam num simples abraço uma prévia de grande valor. Eu posso ganhar bem e fazer o outro ganhar também e de lambuja me sentir bem.
Se você não separa o ato de ganhar com o de sentir está no caminho que te levará a experiências muito interessantes.

Como diz o título do post, uma verdadeira benção está por trás de um abraço dado de bom coração.
Portanto, não fique aí parado, corra pro abraço! Deseje-o intensamente. Não precisa de motivos. Espalhe essa ideia!

O abraço também tem uma representação psicológica forte, na medida que ele faz com que pratique a aceitação, de si e dos outros. Quem abraça aceita! E se aceita um abraço de bom coração, aceita a vida da mesma forma, com todas as bençãos que ela traz.

Se praticado com naturalidade e frequência, o abraço cura! 
Vai aos poucos nos soltando e despertando de dentro de nós uma vivência toda especial de um sentimento de amor cada vez maior.

sábado, 5 de março de 2011

O VÍCIO APOCALÍPTICO.


Vivemos na cultura do medo. É irrefutável esta declaração, uma vez que para onde quer que olhemos encontraremos alardes de todo o tipo.
Na década de 90 e principalmente com a proximidade do ano 2000 o que mais se via eram declarações, achados, profecias e pseudo adivinhos de toda espécie propagando o apocalipse, o juízo final.
Até aí tudo bem, cada um é livre para fazer o que acha certo. Só que a lei da oferta e da procura atua constantemente em todos os setores da vida humana. E se tem gente falando é porque tem gente "querendo" ouvir.

As pessoas sentem medo do desconhecido, mas ao mesmo tempo se fascinam com ele, ou seria com o tal friozinho na barriga que ele dá?
Os cinemas - com seus filmes de terror - e as montanhas russas da vida lotam de gente que quer apenas gritar até o último pedaço de suas vísceras. De repente o terror torna-se divertido...

Mas não é só isso. Existe um emaranhado de vontades e sentimentos que querem se expressar mas se perdem. O sujeito que professa, deseja sua atenção e sua fascinação pelo suposto poder de adivinhar e por sua aparente superioridade. Do outro lado, pessoas cujas as vidas vazias de si, buscam uma novidade mais forte que as faça sair da mesmice, do marasmo. Ainda que seja em direção ao abismo.

Como viram que nada aconteceu com a chegada do ano 2000, mudaram a data para 2012. E toma-lhe venda de livros e artigos na internet que se não reforçam diretamente estas teorias, pelo menos as mantém vivas pela simples propagação.
O problema está no fato de que assim como o cigarro, as bebidas e as drogas isto se tornou um verdadeiro vício. Que eu chamo aqui de "vício apocalíptico".
É claro que dentre as muitas razões, existe a econômica e muitos saem desta estória um pouco mais ricos...

Os jornais estão repletos. Quando não é o fim do mundo, criam-se pelo menos pequenas-grandes tragédias na economia, em desastres naturais ou nos desencontros dos seres humanos em seus relacionamentos pra lá de neuróticos.
Pessoas públicas de uma forma geral tem suas vidas transformadas - por elas ou pela mídia - num verdadeiro circo dos horrores, aonde outros tantos se divertem ou pelo menos esquecem-se de suas próprias tragédias.

Pessoas vazias se preenchem com a desgraça alheia numa última tentativa de acalentar-se com fatos bem piores que os seus e com isso sentem-se um pouco melhor. 
Se não posso ser melhor ou ter algo melhor em minha vida, pelo menos sossego um pouco ao saber que aí fora tem coisa muito pior. É a cultura do "menos pior".
Quando recebemos uma boa notícia - e elas estão aí aos montes - praticamente já não mais nos impacta como fazem as tragédias. Ninguém admira um dia ensolarado aonde tudo corre bem com a mesma ênfase que faz quando vê um acidente automobilístico grave.

O importante desta minha preleção é alerta-lo, não para o fim do mundo, e sim para que perceba o quanto antes  como está anestesiado para esta chuvarada apocalíptica que te bombardeia todos os dias e pelo gostinho que sorrateiramente toma posse de algo muito precioso seu, que é a sua atenção.
Todos esses eventos do meio externo vem com o intuito de baixar a sua vibração e fazê-lo sintonizar com a desgraça e consequentemente trazê-la para sua vida.

A sociedade encontra-se entorpecida pela tragédia e a cada dia a sente mais e mais dentro de suas vidas.
Precisamos reagir e dar um basta! A vida foi, é e sempre será alegria e diversão! Essa é a sua tendência natural. É lógico que se continuarmos com este vício pernicioso alimentaremos o que não queremos em nossas vidas.
Não quero que finja que não vê a tragédia. Que não se importe com os outros. Mas peço-lhe que tente a todo o custo elevar sua vibração, colocando sua atenção e realçando o que a vida tem de belo. Se a maioria fizesse isso já não teríamos tantas desgraças acontecendo.

Esse mecanismo perverso trata-se de mais uma forma de controle social. Quando se tem pessoas apavoradas e desesperançadas fica mais fácil controla-las. Não sou fanático por teorias conspiratórias, mas sei que precisamos usar nossa inteligência adormecida para mudar esse estado de coisas. 
Procure, pelo menos por uns seis meses, desligar-se completamente de noticiários, principalmente os catastróficos. Você descobrirá que pode viver muito bem sem eles.
Não será tão fácil, uma vez que nos relacionamos com pessoas que ainda estão habituadas a toda essa cultura e irão nos procurar para comentar e nos chamar a atenção. Todavia devemos com habilidade nos safar e sair de fininho afim de não rebaixar nossa vibração com coisas que nada podemos fazer.

Se martirizar por nada, por ilusões, pelo que dizem é um grande desperdício de tempo e energia que poderia estar sendo utilizada para fins bem mais úteis a nós ou àqueles que amamos.
Tudo isto que proponho requer disposição e persistência. Todavia, acredite: Vale a pena!
Se não posso salvar o mundo, pelo menos salvo meu lar e as pessoas a minha volta e se cada um de nós o fizer, o mundo então estará a salvo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SIMPLICIDADE É A SÍNTESE.


Este é mais um dos muitos termos usados em nosso idioma com um caráter distorcido. E não é por acaso. Essa distorção vem de propósito pois confunde-se simples com simplório. Apesar de serem quase sinônimos. 
Simplório está mais para tolo, limitado, ingênuo. Já simples está para um monte de outras coisas conforme pode ver nas definições retiradas do dicionário mais abaixo.

Nosso amigo Aurélio embarca nessa ao estender a definição de simples a um sem número de significados que podem atrapalhar de alguma forma o sentimento que temos a respeito dessa autêntica qualidade humana. Simplicidade jamais pode ser confundida com pobreza, limitação, vulgaridade, sem instrução, ignorante, modesto e coisas do gênero. 
Alguns significados deste termo tornaram-se vício de linguagem atrelados a um preconceito oriundo de algumas pessoas de classes sociais mais altas.

Simplicidade é a síntese do que é (ou acredita) com o que quer. Ou seja, sua vida nada mais é do que o resultado da soma, subtração, multiplicação e divisão do que é (do que tem consciência e não) com tudo aquilo que deseja.

Seus desejos podem ser infinitos - e de fato o são - mas você precisa desenvolver a consciência de que é infinito também, senão fica limitado. Mas o pior mesmo não é não ter consciência, e sim achar que uma vida limitada é o normal, é o que eu mereço, é o que "deus" quer.

Portanto você pode ter a vida que quiser e ainda sim ser muito simples. Aliás este é um pressuposto indispensável para que sustente aquilo que definiu pra você.
Observe abaixo que até a definição de número seis do dicionário é perfeita. Começa a distorcer a partir da definição sete. Basicamente essas seis definições trazem a ideia que sempre apresento aqui, do ser único. Sem divisões, sem desdobramentos, que mantém uma unidade. A definição de número um pra mim é perfeita!
Ser simples então é ser UM, ÚNICO. O mesmo vale para o termo HUMILDADE.
Simples:

[Do lat. simplice, por via popular.] 

Adjetivo de dois gêneros e de dois números. 

1.Que não é duplo, múltiplo, ou desdobrado em partes: 
A forma verbal amara pertence ao mais-que-perfeito simples de amar;
Tomei um chope simples

2.Que não é constituído de partes ou substâncias diferentes; singelo: 
um objeto simples;
medicamento simples

3.Que não tem ornatos ou elementos acrescentados; singelo: 
estilo simples;
forma simples;
prato simples

4.Formado de poucos elementos, e, portanto, de fácil utilização ou compreensão; que não apresenta complexidade ou dificuldade; singelo: 
mecanismo simples;
problema simples

5.Que se refere exclusivamente à acepção dada; que não encerra conotações; puro, mero: 
uma simples formalidade;
uma simples alusão;
“- E foi um sonho! um simples sonho!” (Machado de Assis, Várias Histórias, p. 57). [Usa-se, nesta acepç., anteposto ao substantivo.]

6.Não acompanhado ou não ajudado por outro(s); só, único: 
Um simples funcionário não pode dar atenção a tantas pessoas. [Nesta acepç., usa-se anteposto ao substantivo.]

7.Normal, vulgar, comum, ordinário: 
Nos dias simples os alunos vestem uniforme de zuarte. 

8.Sem luxo, aparato ou ostentação; modesto, singelo: 
cerimônia simples e íntima;
refeição simples

9.Que se encontra no grau mais baixo de uma escala ou hierarquia: 
um simples marinheiro;
um simples som. [Tb. nesta acepç. se usa anteposto ao substantivo.]

10.Que se deixa facilmente enganar; sem malícia; ingênuo, papalvo, tolo, crédulo, simplório, singelo; simplacheirão: 
uma criatura simples

11.Sem instrução; ignorante: 
Certos imigrantes, embora simples, souberam fazer fortuna. 

12.Modesto, humilde, pobre: 
gente simples

13.Natural, espontâneo: 
Suas reações são simples e diretas. [Superl. abs. sint., nessas acepç.: simplicíssimo e (menos us.) simplíssimo.]

14.Bot. Diz-se da flor cuja corola só tem uma série (ou ciclo) de pétalas; singelo. ~ V. amostragem —, aspas —, avaria —, balcão —, charada —, circulação —, concreto —, dízima periódica —, folha1 , fólio2 , freqüência —, função harmônica —, herpes —, hipertrofia —, juro —, ligação —, máquina —, microscópio —, movimento harmônico —, olho —, pêndulo —, período —, poliedro —, ponto1 , pontoação —, raiz —, razão —, rondó —, sujeito —, tempo1 e voto —
Substantivo de dois gêneros e de dois números. 

15.Pessoa simples, ignorante, humilde. [Tb. se emprega o pl. símplices (q. v.).]

16.Farm. Obsol. Qualquer erva com atividade medicamentosa comprovada ou suposta. 
Advérbio. 

17.De modo simples; com simplicidade: 
Escreve e fala simples;
“Vestia simples.” (Machado de Assis, Dom Casmurro, p. 208).

Como advérbio, você pode notar que o que eu digo tem sentido. "Vestia simples", ou seja, aquela roupa está de acordo com o que ele pensa que é. Se alguém resolve se vestir de forma luxuosa e não se preparou para isso, nasce um conflito interno que irá derrubar toda aquela ostentação. E só será ostentação, porque a pessoa em questão não tomou consciência de tudo que é, sendo assim, abre a porta para o conflito que desestabiliza toda a sua vida.

Tudo que faz aqui neste mundo físico tem que estar de acordo com aquilo que pensa que é e é de fato!
Mas como fazer isso? Receitas de bolo não existem. Apenas algumas dicas, uma vez que terá de fazer a seu modo.

1 - Observe, observe e observe. Tudo a sua volta. O que pensa, o que sente. Sem julgar.
2 - Aceite tudo do jeito que está. Não mexa em nada, ou o mínimo possível. Inicialmente é importante desenvolver a capacidade de se perceber, de sentir a vida.
3 - Com tudo do jeito que está, desenvolva sua capacidade de apreciar a vida. Procure coisas, eventos, pessoas, paisagens, músicas, livros, programas que facilitem esse exercício diário de apreciação.
4 - Agradeça por tudo! Até pelo que não quis ou não pediu.Lembre-se, de alguma forma você pediu.
5 - Permita que todos os seus sentimentos tenham voz. Se quer xingar, xingue! Tente, da melhor maneira que puder - e eu sei que nem sempre será possível - ser aquilo que é e aguente um pouco as consequências. Mas foque sua busca na alegria. Alegre-se sempre que puder. E faça o tempo todo!
6 - Olhe-se e veja tudo o que tem - relacionamentos, bens, dinheiro, saúde - Pergunte-se se está satisfeito.
Se não está, em uma ou em todas as áreas da sua vida, faça da seguinte maneira:

- Pergunta: "O que EU SOU pra SER desta maneira?" Repita três vezes sem expectativa de resposta.
- Pergunta: " O que EU SOU pra SER de outra maneira?" Repita três vezes sem expectativa alguma.
- Pergunta: " O que EU SOU pra SER da maneira que EU SOU?" Repita três vezes sem expectativa alguma.

Este exercício deve seguir por pelo menos 1 mês diariamente na hora que melhor lhe convier. Todavia, antes de dormir ou pela manhã assim que acorda são os melhores horários.
Siga fazendo todos os itens desta proposta e depois me conte como foi e o que sentiu. Faça! Experimente!


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O PODER DA REPETIÇÃO.


Mudar hábitos pode ser fácil ou difícil. Eles estão enraizados e são energia impregnada nas células, possuindo um registro muito forte e uma intimidade conosco intensa.
Como quando temos um parafuso emperrado, difícil de sair, temos também a opção de buscar ferramentas e óleos especiais que facilitem essa retirada, uma vez que se tentar retira-lo só com a mão, provavelmente não conseguirá.

Assim são os hábitos. Peças emperradas dentro de nós. E estão dessa forma pois foi uma energia (emoção) oriunda de alguma experiência que os colocou lá. Para mudá-los é preciso colocar uma outra emoção de forma que elas interajam e assim possa precipitar o processo de transmutação. Você precisa criar o estímulo (outra emoção) e intensifica-lo através da repetição do mesmo ou de alguma outra emoção semelhante que vá de encontro ao que deseja. Os hábitos são "soldados" na sua psiquê para que possam funcionar diante da ausência de uma consciência mais desenvolvida. Essa "solda" se reforça na medida em que vive o hábito de forma pouco consciente.

E ainda existe o detalhe que determinados hábitos estruturam nosso "equilíbrio emocional". Eles estão conectados a outras características da nossa personalidade e se forem removidos muito rápido, podem causar um certo desequilíbrio, pois "escoram" outras crenças. Tudo está interligado, o que pode ser muito bom por um lado e nem tanto por outro, quando se deseja, por exemplo, mudá-lo. Entretanto é possível através de técnicas específicas, transmutar o hábito, seu alicerce e demais conexões instantaneamente, através de uma auto-hipnose bem feita e específica caso a caso.

Como já disse, hábitos, emoções e crenças não existem sozinhas. Elas formam elos de uma grande corrente, que precisa ser bem compreendida antes de ser cortada. Precisamos viver aquilo de forma consciente para que se abra o espaço para a sua transmutação. Nada dentro de você pode ser retirado, apenas transmutado.

Como o nosso universo interior é amplo, complexo e cheio de entremeios, é necessário compreender não só o hábito em si, mas também a melhor maneira de transmutá-lo que varia de pessoa pra pessoa e de hábito pra hábito. Existem técnicas parecidas que servem a um bom número de casos, mas para se ganhar eficácia é sempre recomendável estar atento a ajustes que deveram ser feitos a todo o instante sempre que se percebe, dentre outras coisas, a não fluidez dos objetivos definidos.

Repare que a repetição é muito usada em diversos métodos de aprendizagem e inclusive de adestramento de forma a criar em seu cérebro o que os especialistas chamam de "vales" ou "conexões neurais" que serão os caminhos pelos quais essa energia do hábito irá circular de forma quase automática.
Não devemos em momento algum duvidar deste poderoso artifício que é o de repetir incansavelmente aquilo que se deseja SER, TER ou FAZER.

Entretanto devemos estar atentos também a questão da maneira de se fazer esta repetição visando mudar um hábito, uma vez que ela pode se transformar num elemento não de mudança, mas sim de reforço daquilo que queremos mudar.
O foco do pensamento/sentimento deverá sempre estar voltado para o que se quer e não para o que não se quer. Se deseja mudar um hábito, mas pensa nele, sente-se incomodado em demasia, fala nele o tempo todo e ainda se pega "sem querer" repetindo-o, terá dificuldades.

Um hábito tem quase vida própria. Ele se comporta como se fosse um ente autônomo instalado em nossa psiquê e tudo fará para sabotar o processo, através da interação com outras emoções. Daí, juntamente com o fato de se fazer as repetições da forma inapropriada pode-se estar criando um desânimo e consequentemente uma descrença na possibilidade real de mudá-lo. Todo o cuidado é pouco.

Todos esperam por resultados rápidos e eles são possíveis. No aprendizado, no ato de decorar fórmulas e palavras de um novo idioma, no trabalho dos atores em gravar seus papéis e principalmente no jeito de ser das crianças que repetem muito do que querem fixar, nos mostram que mesmo sem muitas técnicas sofisticadas é possível se crer que a repetição pode sim mudar muita coisa.

Você pode ir tocando sua vida normalmente e separar um tempo todo o dia para mentalizar, entoar, cantar, ler repetidas vezes aquilo que se quer SER, TER, FAZER ou MUDAR.
Nada disso irá atrapalhar suas tarefas diárias, se você se organizar. Se é importante tem que haver prioridade. Se não há prioridade, não era tão importante assim. Só realizamos de fato em nossas vidas aquilo que é realmente importante. Rompantes, desejos superficiais, meros impulsos baseados em emoções reprimidas não irão leva-lo a lugar algum. Portanto certifique-se do que quer e ponha-se a repetir diariamente independente dos resultados externos.

A verdadeira fé pressupõe acreditar sem ter provas contundentes daquilo que se acredita. Você acredita porque alguma coisa dentro de ti lhe diz para acreditar e põe sua energia nisso com alegria e disposição.
Se não for assim, nem tente. Será pura perda de tempo. Se duvida, ao iniciar o processo, suas crenças irão conduzi-lo por um caminho que provará a você mesmo que nada disso funciona, autenticando a dúvida.
Precisa antes de mais nada dar um voto de confiança a si mesmo. Experimente com fé!
Quanto tempo vai levar, não depende do tamanho do seu pedido. E sim da garra, da energia e da fé que põe, como disse, independente da aparência externa.

Você precisa sentir o que faz. Não é somente uma mera repetição. Repetir com emoção gera o impulso necessário. Tem que ir mais fundo. Arranje coragem e salte em seu abismo interior.
Para aqueles que estão muito afundados em problemas e com muitas urgências, sugiro tentar, no início pelo menos, com questões mais simples, tipo, eliminar um pequeno vício ou mania ou obter coisas de pequeno valor ou mesmo um favor de alguém próximo. Não porque sejam mais fáceis, e sim porque seu cérebro aceita de antemão que coisas pequenas são mais fáceis de conseguir e isso ajuda no processo do fortalecimento da fé, ainda em construção.

Lembre-se todavia que essa coisa de pedidos pequenos ou grandes é um pressuposto somente do nosso cérebro. Para o universo, tanto faz se quer uma bala ou um iate.
Hoje em dia temos a disposição muitas ferramentas que podem colaborar de maneira decisiva, tais como aparelhos MP3, fones de ouvido, you tube (com diversos vídeos, que podem ser convertidos para MP3), compartilhamento de conhecimento com sugestões e dicas em redes sociais e tantos outros. 

Faça cartazes, post it, desenhos, fotos, lembretes escritos aonde possa ver repetidas vezes ou então grave no seu telefone, com sua voz (muito importante ser a sua voz e/ou da sua mãe) frases, mantras, canções, textos, mensagens sobre o que deseja ver realizado, sobre soluções e mudanças, sempre no sentido afirmativo, usando inclusive a correta entonação e impostação da voz, dando a ênfase necessária mas sem demonstrar desespero ou pressa. 

Ouça direto, repetindo em voz alta ou mentalmente, de preferência cantando o dia todo, contanto que não fique desconfortável. Lembre-se: deve ser prazeroso.
Precisa estar claro pra você a diferença entre ênfase, força, clareza e desespero, afobamento, sentimento de impotência, etc. É importantíssimo que perceba, pois a diferença pode ser muito sutil, quase imperceptível, mas para o objetivo, pode ser a diferença entre sucesso e fracasso.
Comece assim, para que através da prática bem sucedida, sua fé vá se consolidando e criando um hábito saudável de acreditar no imenso poder que traz dentro de você e que tudo, mas absolutamente tudo pode ser mudado.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ALÉM DO QUE EU DISSE...

Quando escrevo aqui no Blog, meu intuito não é te convencer a mudar de ideia. Escrevo como quem joga sementes no campo e tenho plena consciência que nem todas germinarão.

Não me preocupo, pois meu trabalho aqui é apenas jogar as sementes.
Apreciaria sim, claro! Que todos pudessem fazer algum proveito.
Sou repetitivo em certos detalhes, pois sei que são muito relevantes para serem esquecidos.

Desejo ardentemente que consiga perceber o quanto antes o imenso poder que tem em mãos. São coisas que não podem ser ensinadas. O aprendizado de verdade somente se dá pela constatação própria e vinda pelos cinco sentidos. Fora disso são apenas informações e ainda por cima incompletas.

Alguns me perguntam como poderão tatear, degustar e cheirar um conhecimento. 
A informação chega em primeiro plano (olhos e ouvidos). É processada de forma intelectual. Durante ou logo após a esse processamento é gerado um ou mais sentimentos.

O sentimento traz consigo uma certa visão coexistente.Muitas vezes sente-se uma coisa com grande clareza, porque na realidade está sendo percebida do ponto de vista interior.
A medida que evolui, pensamento e sentimento acontecem quase que simultaneamente. E assim sendo, tanto os pensamentos gerarão sentimentos que podem se encadear a outros sentimentos, como também gerar novos pensamentos.

Na medida que tenta aplicar, conhecer mais, viver aquilo que recebeu como informação inicial, esta, aos poucos se torna conhecimento. O tato, o paladar e o olfato entram para completar os estímulos que consolidarão a experiência e por conseguinte o conhecimento, permitindo a você escapar da prisão dos "achismos" e "crenças".

Quanto mais usar os cinco sentidos na mesma proporção, maior será a sua integração com o que deseja conhecer. E assim o conhecimento será mais completo.
Não se preocupe se há e se poderá usar os demais sentidos que possui, além desses cinco. Usar os cinco já fará com que vá bem longe.

Se desse jeito for, você irá perceber que não existe nada pré-determinado. O que existe são tendências. Uma tendência pode ser difícil de remover, concordo. Mas nunca será um fato consumado. A força dessa tendência sempre será inversamente proporcional a energia que aplica para mudá-la.

Alguns hábitos só tem força pelo nosso desconhecimento. Seja do hábito em si ou de sua causa. Ao tomar consciência ele enfraquece imediatamente e a medida que essa consciência cresce, ele desaparece!

Muitas pessoas nunca chegarão a um nível de realização total. Não por falta de oportunidade como a princípio parece quando as observamos. A possibilidade está lá, ela existe. Mas é só uma possibilidade...

Todas as tendências estão aí, umas mais fortes outras nem tanto. Essas tendências da natureza humana são como sementes. Podem se fortalecer, crescer e tudo mais. Todavia dependem inteiramente dos nossos desejos e da força (pensamento-sentimento) que projetamos nela.

As pessoas gostam muito de ter em mente que há um certo "controle externo", uma coisa pré-determinada a esse ou aquele ser humano. Isso vem do resquício da educação que recebemos que enfatiza esse "controle externo" das nossas vidas. Seja por um "sistema" e/ou seja por um ente "superior" (visível ou invisível).

Pode ser muito reconfortante saber da existência de um destino favorável, pois parece que o trabalho já foi feito ou a "benção" já foi dada e é só passar no "guichê" para receber. Por outro lado se soubéssemos de um destino desfavorável, e este sendo destino, teoricamente imutável, como ficaria seu campo de ação?

Mais uma vez chamo-lhe a atenção para a tendência em ser "marionete" que alguns de nós tem e que outros tantos acham muito conveniente para faturarem em cima.
Essas tendências que trazemos confundem as mentes mais desavisadas que acham que ter 100% do controle da sua vida é demais.

Elas acham um exagero porque vêem a sua volta um monte de gente sendo levadas ao sabor do "destino".
Mas quem de nós pode provar que existe esse destino pré-determinado? O máximo que pode ocorrer é 50% para cada lado. Ainda sim teríamos 50% de uma certeza na qual poderíamos nos dedicar, transformando sonhos em realidade, que não passa também de outro sonho...

Eu vejo como uma tendência que pode ser perfeitamente alterada caso a pessoa realmente deseje.
De qualquer forma não faz muita diferença se você não quiser acreditar. 
Entretanto, se já está aqui vivendo e tem a oportunidade de experimentar, faça alguma coisa que jamais imaginaria que pudesse fazer, tipo tocar um instrumento (bem fora do comum) como harpa, lira ou trombone. Proponha-se a fazê-lo mas tente descobrir o sentimento. Se encontrar o sentimento nessa experiência com certeza a fará como se tivesse nascido para aquilo, ou seja, com uma tendência adiantada.

E assim descobrirá por si mesmo que tendência sem foco e sem trabalho nada significa. É como uma prateleira cheia de objetos que você não usa, mas pode usar. E se não usa, não servem para nada.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BRINCAR DE VIVER.



Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo

Que assim é maior o prazer

Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo,vem

Bem, caros leitores, aí está o tema desse post. A belíssima e extremamente profunda letra da música de Maria Bethânia, "Brincar de Viver".
Leiam atentamente e desfrutem desta indicação de um caminho pleno e cheio de vida!
Toda a letra é espetacular. Mas se parar para sentir determinados trechos, você fica de queixo caído.
"Querer voltar pro ninho e redescobrir seu lugar"...
(Entrar em contato com quem sou, retornar a fonte e redescobrir que meu lugar é na felicidade plena, que eu não preciso fazer nada para isso, é meu direito!)

"Reaprender a sonhar"...
(Lógico, pois o sonho pressupõe uma vida cheia de esperança e expectativa positiva...)

"A história não tem fim, continua sempre que você responde sim, a sua imaginação"...
(A vida segue sem começo-meio-fim, ela é um eterno agora e quando você usa esse poder extraordinário que é a imaginação, você cria e perpetua a realidade que quiser!)

" A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não"...
(Ora, aqui eu nem preciso dizer nada, a própria frase fala por si)

"Você verá que a emoção começa agora, agora é brincar de viver"...
(Tudo começa e tudo acontece quando você vive feliz e se entrega. Você brinca, você é! Perceba que quando você brinca é quando está mais vivo, mais solto, mais entregue.)

" Ninguém é o centro do universo"... 
(Ninguém o é isoladamente, mas sim no conjunto! Quando todos dão as mãos o universo resplandece...)

"Eu desejo amar a todos que eu cruzar pelo meu caminho"...
(O amor é o amor! Ele é a base, a estrutura e a plenitude!)

" Como sou feliz, eu quero ver feliz"...
(Lógico, só quem é feliz deseja a felicidade alheia! E vê para todo lado que olha...)

"Quem andar comigo, vem"...
(Fecha-se a proposta, que por sinal é para poucos...)

Portanto aí está, uma verdadeira aula de como ser feliz com toda a plenitude do SER!
Cante-a, dance e sinta! 
Vibre nessa frequência e a energia te levará para o contato consigo mesmo!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SER NATURAL...


Na minha jornada tenho reparado um detalhe importante - além do medo e da dúvida - que impede ou pelo menos atrapalha bastante esse dom criativo de todos nós, de poder SER, TER e FAZER o que desejamos.

Qual seja: As pessoas bem sucedidas que conheço, leia-se o tripé: Dinheiro-Saúde-Bons relacionamentos, fazem muito do que é colocado em livros, palestras, cursos e sites sobre a lei da atração de forma bem natural. Se questiona-las, elas até se surpreenderão, visto que é um comportamento, como disse, bem natural.

O que eu quero dizer? Elas simplesmente SÃO e assim, fazem! Veja, não ficam decorando nada, nem querendo mudar coisa alguma e nem tampouco forçando qualquer característica. Elas são o que são! Incluindo aí os defeitos, que diga-se de passagem, muitas vezes fazem os meus parecerem coisas bobas dentro dessa lógica de mundo atual...

Minha percepção aponta não para um modelo, uma forma ou receita de bolo. E sim para a descoberta do jeito de SER NATURAL DE CADA UM!
Ainda que haja algum medo ou dúvida, pois afinal, quem é 100% seguro?

O que vemos em livros e na internet sobre lei da atração tem fundamento e bom senso. Pode ajudar e muito. Mas não fará nada acontecer na sua vida por si só, mesmo que você trabalhe arduamente!
O problema não está no conteúdo do que é propalado por aí e sim em sua APLICABILIDADE.

Com isso quero enfatizar a importância fundamental de fazer as coisas do seu jeito, com a sua cara, com seu toque particular, pois do contrário inúmeros serão os fracassos.
É o caso, por exemplo, de pais que desejam que seus filhos sejam médicos ou advogados ou engenheiros. Vai que a pessoa tem vocação e gosta muito de música, como ficaria essa situação? Com certeza ela não seria bem sucedida nas áreas que relacionei acima. E além de não estar fazendo o que gosta, não estaria sendo ela mesma, e assim nada mais seria que um personagem, uma ficção. Como pode alguém realizar-se assim? O máximo que conseguirá será uma vida do tipo "quebra-galho"...

Mal comparando, o mesmo ocorre quando começamos a estudar e tentar aplicar a lei da atração em nossas vidas. Fazemos como marionetes, apenas repetindo jargões, técnicas que nada tem a ver com o nosso jeito de ser.
E ao invés de ser uma jornada alegre e prazerosa, torna-se um martírio. Não só por concentrar-se na falta, mas também pelo fato de começar a vislumbrar que o universo é próspero, abundante, farto, infinito e que tudo isso ainda não faz parte da sua vida. A agonia chega para reforçar a falta, enquanto não conseguir relaxar e fazer tudo que deve ser feito exclusivamente à sua maneira!

Veja, você não precisa ser nada para ter direito, você já é! Tem o direito de sê-lo agora! Sem nenhum malabarismo exótico. Sem longas sessões de meditação. Sem chibatadas da vida ou de quem quer que seja!
É lógico que pode aperfeiçoar, melhorar, afinar sempre. Mas de cara é seu direito neste exato momento de gozar uma vida plena e cheia de tudo que desejar sem mais delongas.

Essa naturalidade, esse "tom" mágico de ser quem já somos, sem culpas, sem comparações é o que chamamos de permissão. É quando você permite que tudo de bom aconteça porque você aceita de bom grado. Não faz esforço para aceitar, é natural! Vem como a brisa, chega como o amanhecer, surge como a flor que desabrocha, simplesmente nasce!

Quando acontece, você percebe como funciona, quando dizemos que os três pilares básicos da criação : desejar, pedir e permitir se fundem e tudo vem até você como se fosse mágica!
Esse "tom" natural a que me refiro tem tudo a ver com a potencialização do sentimento que irradia e atrai. O sentimento e a consequente emoção são os elementos energéticos que mobilizaram as forças do universo para fazer acontecer.

Muitas vezes vemos um certo "tom" natural acontecendo, a pessoa irradia uma energia intensa e até certo ponto boa para a atração daquilo que deseja. Contudo, ainda insiste em vestir um personagem e não se permite ser ela mesma de forma integral. Sendo assim, a realização, a manifestação física dos seus desejos, que andam literalmente ao lado dela para cima e para baixo, nunca acontece.

Afora o que um desgaste intenso e sem resultados pode fazer de estragos, uma vez que perde-se a fé e cansa-se de tudo e de todos.
Precisamos apenas relaxar e aceitar quem somos sem nenhum porém! Sejamos o mais natural possível e prestemos toda a nossa atenção no que ocorre dentro de nós.

Devemos ler e aprender, claro. Mas nunca repetir feito ventríloquos. Todo o conhecimento adquirido deve vestir a nossa roupa e ter definitivamente a nossa cara. E para isso, não há receitas! Só mesmo EXPERIMENTANDO!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O CONTRASTE É ÚTIL.


Quero enfatizar a importância das diferenças de uma maneira geral, na contribuição do aumento da capacidade de compreensão humana, e paralelamente mostrar como a análise por comparação retém ou diminui nossas infinitas possibilidades.

Vivemos em um mundo de dualidade. Dia-noite, frio-calor, alto-baixo, longe-perto e por aí vai. E dentro dessa dualidade existem nuances, níveis e gradações. Sabemos que desde cedo somos ensinados basicamente pelas comparações. Somos quase que "adestrados" em um sistema aonde tudo se compara.

Ter ou não ter. Se estou indo não posso estar voltando. Uma coisa nunca é boa por si só. Depende do momento, da oportunidade, da conveniência de cada um que pode variar muito. Em outras palavras, são comparações.

Só sei que há o dia por saber da noite. Só consigo um certo nível de compreensão do frio porque reconheço o calor. Vejo a vida que os outros levam e comparando com a minha, avalio se é boa ou não, se é isso mesmo que desejo, se estou confortável assim.

Não posso afirmar que há erros. O universo e toda essa arquitetura não erra! O "certo" e o "errado" são meras comparações baseadas em pontos de vista e portanto sujeitos a todo o tipo de distorção.

Quando você deseja aprender algo o que lhe vem a cabeça em primeiro lugar? Procurar em livros? Perguntar a alguém? Pesquisar na internet? Observe qual é o seu movimento. Perceba que quando deseja saber algo age por comparação, na medida em que acredita que comparando, você chega mais depressa ao seu objetivo, ou por ser mais cômodo e também por força do hábito, portanto no "modo automático". 

Você lembra dos seus pais pesquisando algum assunto? Você lembra dos seus professores e amigos? Se deseja saber sobre as fases da lua, por exemplo, senta-se diariamente e a observa, faz anotações e pensa sobre? Ou busca em livros as respostas que deseja?
Mas se o que deseja não estiver em livros? E mais: Se o que deseja é amplamente colocado como impossível?
Não quero dizer que procurar em livros é ruim, não estou rotulando nada, é só um exercício.

Cientistas brilhantes como Thomas Alva Edison, concluíram diversos inventos, após milhares de tentativas baseadas em comparações. Comparavam-se uma tentativa com outra, assim como com o que já existia na época, mesmo que os artefatos existentes nada tivessem a ver com o que se tentava desenvolver. Olhava-se apenas o princípio em que estavam baseados, assim como os resultados obtidos, sua durabilidade e viabilidade econômica.

Disso se supõe que a criatividade humana pode estar um tanto quanto limitada ao universo das comparações, pois quem se dispõe a criar, o faz, de um jeito ou de outro, pelo que outros homens já fizeram. 
E se todo esse contraste, toda essa diversidade que aí está, limita nosso poder de trazer a realidade física inventos realmente inovadores, devido a comparação com o que há de "velho", como chegaremos ao novo? 

Essa diversidade quando usada unicamente para despertar novos desejos, assim como nos inventos, pode estar também nos privando de algo muito maior e inovador? 
Não. Ela cumpre aliás, várias funções! Serve para despertar e regular os desejos, serve de apoio a criatividade, inclusive no aperfeiçoamento do que já existe e também na criação de coisas absolutamente inovadoras. 

Inventos inovadores como o CD de música, foram criados por comparação, ao disco de vinil. Até que ponto ele pode ser considerado inovador? Se o princípio do vinil é o atrito de um cristal num sulco, aonde a vibração resultante gera um impulso elétrico e este é transmitido a um amplificador de sinais e convertido em som. E o CD, que nada mais é que um espelho que reflete a luz do laser que incide sobre ele e dependendo da onde essa luz incide, seu reflexo, ou seja o retorno da luz se modifica em função de onde ela reflete e essa variação é transformada em impulso elétrico e enviada da mesma forma a um amplificador de sinais e convertida em som.

Veja, o princípio de armazenar músicas em um disco, em sequência, lado a lado foi mantido, apesar das diferenças de capacidade de armazenamento, e a flexibilidade ao tocá-las.
Ao compararmos com o SD CARD que armazena (dependendo da capacidade) 5000, 10000 músicas em um pequeno quadrado de plástico de 1,5x1 cm vemos que há uma estúpida evolução. Contudo  ainda baseada no princípio da comparação (armazenagem em forma de listas e tráfego de "bits" - unidade básica de informação na eletrônica digital - igual ao CD).

O que quero dizer com isso? O contraste é útil. Ele trouxe a humanidade até aqui apesar dos inúmeros percalços, como quando nos referimos aos contrastes de hábitos, etnias e opção sexual.

Inovar é uma possibilidade, necessidade e é um caminho inevitável a raça humana, uma vez que da inovação dependerá o seguimento da vida neste planeta, questão de sobrevivência. 
Entretanto, se tudo comparamos, como podemos inovar, baseados apenas no velho? (por mais "novo" que esse velho seja...). Haverá um limite para isso? 

Chega uma hora em que determinados modelos estão esgotados e não servem mais nem para comparação. Assim também é na vida. Se tenta inovar baseando-se no velho, dificilmente encontrará algo novo, uma vez que o novo de fato nasce do vazio, do nada.
Mas como ter idéias novas se estou habituado a olhar em volta e comparar? Existem até jargões que afirmam que aqui nada se cria, tudo se copia. Às vezes a cópia está maquiada, parece ser nova, mas é apenas um desdobramento de algo que já existia.

Algumas tradições consideram o período sabático como um estímulo ao "esvaziamento" e a abertura de "espaço" para o novo. 
A pessoa "larga" tudo e viaja. Sai do ambiente da mesmice e se atira na surpresa, no vácuo da incerteza. Se interna em algum lugar ou some do mapa. Seis meses, um ano e em alguns casos até mais.É uma tentativa, nem sempre bem sucedida, pois depende da sua pré-disposição em largar o "velho"...

Alguns consideram certas melhoras uma inovação. Alguns tratamentos do câncer são tidos como inovação, mas a doença em si ainda permanece e novos tipos aparecem. Será que quando a inovação aparecer de fato, ainda sim existirá algum tipo de câncer pra contar histórias?

Inovação não pode ser cópia e nem melhora do que já existe. Inovação vem do novo, do desconhecido, do nunca visto antes, não deveria guardar resquício ou semelhança com nada que existe.
Se é assim, como criar a partir do nada? Como desejar algo que desconhece? Que nunca viu ninguém usando? 

Reflita como funciona esse mecanismo do desejo: Se você tivesse nascido e crescido em uma pequena cela sem vista para lugar algum, quais seriam seus desejos numa situação como essa? Talvez o unico seria o de sair de lá, caso tivesse ouvido alguma coisa sobre o lado de fora. Isso pelo método mais corriqueiro, pois poderia haver algum tipo de inquietação interna, alguma força que o impelisse pra fora, mesmo sem você ter a noção do que esperar dessa fuga.

Se estivéssemos mais atentos a essa força interna, talvez conseguíssemos criar alguma coisa realmente nova. 
Todavia, simplesmente dizer isso é como se estivesse me eximindo de minha proposta inicial, que é lhe fornecer alguma dica prática. Muitos conhecimentos só são adquiridos pela observação e a prática. Sendo assim, tentaremos usar um artifício para lhe transmitir alguma coisa mais objetiva.

Tente imaginar, por exemplo, um novo meio de transporte. Lembre-se, precisa ser inteiramente novo, portanto não pode haver nenhuma similaridade com que existe, a não ser o fato dele te levar de um lugar para outro. Não pode ser sobre rodas, nem voar e nem tampouco usar os meios fluviais. Como seria? Enquanto pensa, veja como sua mente trabalha. Ela vai em busca do que conhece, do que já foi visto, ela busca lembranças... O mais importante de tudo é que você perceba como sua mente trabalha quando é instigada a criar algo novo. Não critique, apenas OBSERVE!

Continue tentando criar esse novo meio de transporte. Pense de forma relaxada. Faça esboços, desenhos, escreva ou se não quiser nada disso, apenas imagine. Veja que pode haver momentos em que parece que imaginou algo novo, mas ao prestar a atenção verá que guarda algum tipo de similaridade com o que já existe. Não se preocupe, isso não é um campeonato de invenções. Esse jogo serve apenas para lhe mostrar que a mente entra num processo repetitivo de repetir as coisas (perdoe a redundância) e isso vale para tudo na sua vida, só que você já está tão acostumado assim, que nem repara a mesmice que é a nossa limitada capacidade de introduzir algo realmente novo.

Alguns poucos seres que habitam esse planeta passam a vida toda tentando criar algo novo, não só com objetivos profissionais, mas principalmente pelo imenso prazer e alegria que alguns segundos de ausência de lembranças (mente), bem como o contato com o inteiramente novo proporcionam.
Mas se é assim, como seria a vida se tudo fosse inteiramente novo o tempo todo? Você consegue imaginar uma vida em que cada dia lhe trouxesse descobertas, eventos, contatos inteiramente novos?
Acharia chato? Temeria as surpresas? Ficaria inquieto por estar certo que algo novo que você desconhece apareceria de repente na sua frente? Vamos, tente imaginar uma vida assim.

Como você acha que os desejos nasceriam a partir desse pressuposto? Se meus desejos são muito em função do que vejo por aí, como ter desejos baseados no nada, no deserto, no vazio?...
Se todos nós tivéssemos nascido gêmeos univitelinos? Todos igualzinhos. Como seria essa coisa da beleza? Quem seria feio ou bonito? Talvez pela roupa? Mas e o rosto, cabelo, sorriso? Muitos desses detalhes determinam a beleza ou não, mesmo dentro das mais belas roupas.

Pessoas ditas feias por quase todos sempre encontram alguém que as acha, talvez não lindas, mas bonitas o suficiente para andarem ao lado delas e viver uma vida inteira. Por que elas decidem assim? É pela noção que tem de si mesmas. Se não se acham tão bonitas assim, contenta-se com alguém mais feio. Mas se acham o contrário - mesmo não sendo - elas irão atrás de uma pessoa mais bonita. Isso é comparação!

No meio de tantas diferenças, ainda tem muitos que vêem diferente a mesma coisa, o que multiplica as diferenças em escala geométrica. 
E se de fato pudéssemos trazer o novo as nossas vidas a todo o instante? Aonde isso iria chegar? Se é que iria...
Não proponho um descarte compulsivo de tudo que existe em nome de uma renovação desenfreada. Não sei qual seria a medida adequada. Talvez o excesso do "novo" pudesse sufocar, pela ausência da apreciação e da vivência contemplativa. Não teríamos, quem sabe, uma interação adequada com o "velho", uma vez que a renovação fosse constante.

Será que dizendo isso atesto o meu apego ao velho, ao conhecido e as lembranças?
Por que isso me incomoda? 
E por que é tão confortável a maioria?
Por que esse medo desenfreado do desconhecido?
O novo e o velho são tão bons quando cada um está no seu lugar. De outra forma para que serviria todo esse contraste da vida?