domingo, 5 de maio de 2013

UMA VIDA SEXUAL ATIVA.




Sexo é vida! Mobiliza as energias. Cria um campo propício para qualquer tipo de ajuste que precise fazer em você mesmo.
Estudos recentes de diversas universidades, no Brasil, EUA e Europa mostram a importância da prática sexual saudável na redução de peso, no equilíbrio da pressão, do açúcar no sangue e de ter uma cabeça que pense melhor em função do destravamento das energias que nascem a todo o instante no chakra básico Muladhara, localizado no cóccix, na base da coluna vertebral em dueto com o Swadisthana, localizado no próprio genital.

Através de forças de equilíbrio e pressão, nossos movimentos, o que ingerimos, o que pensamos e sentimos, nossa interação com a natureza, nossa preciosa respiração e por último e não menos importante, o que somos; bem, pelo menos aquela parcela que nos permitimos SER, contribuem para a fabricação em massa dessa energia vital e criadora.

Ela segue sendo produzida diuturnamente e por isso necessita de circular e ser usada. Caso a retenha, seja porque ou por quais motivos forem ela passa a te trazer certos inconvenientes que podem se transformar em doenças. Dores, mal estar, irritação, impaciência, confusão mental e sentimental, tonturas, cansaço, desânimo, perda de concentração, autismo, indiferença, pobreza, limitações várias e um monte de outros sintomas. Razão pela qual escrevo este post. 

Devo alertá-lo no entanto, para que tenha cuidado com soluções vendidas por aí que se dizem a chave pra resolver tudo. Estas vocês só encontram em vocês mesmos, observando, estudando, lendo e participando  de workshops. Lembrando sempre de adaptar à sua realidade e particularidade.

Como disse, esta energia precisa ser trabalhada, movida e compreendida em níveis profundos. É um jogo, uma brincadeira séria que deve ser praticada todos os dias. Não tem essa de três vezes na semana ou mesmo uma vez por mês, como muitos fazem. Isso não adianta nada. Sexo, assim como se alimentar, respirar, urinar e defecar são necessidades inadiáveis. Imagine-se muito apertado para ir ao banheiro e tendo que segurar durante horas a fio.

Não se trata de apologia excessiva e nem muito menos um endeusamento do sexo. Se eu lhe digo que deve defecar todos os dias - tem gente que faz até mais de uma vez - você nunca iria pensar assim, mesmo se sofresse de prisão de ventre. Poderia até não conseguir, mas a princípio acharia normal alguém lhe recomendar isso. E por que não com o sexo? Se eu disser que deve fazer sexo todos os dias, começa a se angustiar? Já parou um pouco pra pensar nos porquês? Preconceito? Educação? Vergonha? Culpa? Medo de não dar conta? Estresse? Cansaço? Falta de tempo? Falta de um parceiro a altura? Ora como vai encontrar alguém que se disponha espontaneamente a viver um sexo diário se você mesmo refuta ou acha exagerada essa ideia? A primeira coisa a se fazer é eliminar paradigmas e preconceitos.

Com essa mochila pesada nas costas você não vai muito longe. Se predisponha a fazer e irradie seu desejo com satisfação e logo após abstraia. Lembre-se que abstrair não é o mesmo que distrair e andar por aí desligado. Atenção é fundamental. As oportunidades batem em nossa porta a todo o instante. A diferença é que os bem-sucedidos a ouvem e os maus não.

Muitos refutam a ideia e minimizam essa necessidade em função da preguiça e acomodação. Dá trabalho se arrumar, estar de prontidão, alerta e preparado para essa maratona gostosa e muito revigorante de um sexo diário. Todavia, se pegar o ritmo, verá que a própria prática em si te realimenta de energia, desejo, alegria, leveza e muito mais.

Agora, nada de sexo mecânico, sem consciência e percepção daquilo que está fazendo. É importante estar presente, atento e variar a forma e os locais onde pratica. É preciso combinar a suavidade com uma pegada mais vigorosa, sabendo dosar em cada momento. É preciso antes de tudo sentir-se e sentir o parceiro!
Se persistir no mecanicismo, na inconsciência e no desleixo antes, durante e depois do ato, sua energia não será renovada e não circulará de forma adequada, forçando-o a desistir da prática diária e até mesmo do sexo em si. 

Isso é muito comum. Coloca-se a responsabilidade em tudo, menos  em quem de fato a tem. É o parceiro que é omisso. É o vizinho que reclama que gozo alto, é o padeiro que não faz um pão gostoso, são os problemas econômicos, familiares e tantas e tantas desculpas que quando a pessoa chega nesse ponto, acho mesmo melhor ela parar de fazer.

Sexo de verdade é para quem quer aprender, evoluir, se desenvolver e se envolver. Não há como haver uma prática profunda e marcante sem esses pré-requisitos. O sujeito que pensa que é só ficar de pau duro e enfiá-lo numa vagina e já está praticando "sexo" é um verdadeiro estúpido regado de imensa desatenção e ingenuidade.

Nosso corpo foi projetado e está devidamente "equipado" com todas as ferramentas necessárias para vivermos uma experiência sem igual e muito gratificante, não só do ponto de vista do prazer, como também do ponto de vista de infinitas e surpreendentes descobertas.

E você não acha que aquele sujeito que pega o seu pau duro e enfia em alguém e fica naquele ridículo vai e vem mecânico, vai descobrir alguma coisa, vai?!
É claro que a vida continuará sinalizando, tentando mostrar-lhe o quanto está perdendo. Só que a vida não força nada. Ela flui e segue seu ritmo encantador sem gritar com ninguém. Apenas vai apertando levemente e mais e mais os pescoços dos estúpidos que não enxergam os imensos presentes que ela lhes dá todos os dias.

É preciso perceber que está limitado, que não está gozando tudo que pode, que tem muito mais a sua disposição para então começar a se mexer e ir de encontro a uma vida melhor. Sempre melhor. É nosso direito!
E uma das ferramentas fundamentais para que tudo isso aconteça chama-se: SEXO.

Aproveite, desfrute, se entregue. A vida agradece.

terça-feira, 9 de abril de 2013

COMPREENDENDO A SUA NATUREZA BÁSICA E AS DOS DEMAIS.



Todos os tons. Todos os matizes. De "A" a "Z". A vida nos proporciona uma imensa gama de opções, de sabores e contrastes. Estes tem uma finalidade clara: Despertar em você o desejo, a experiência e o discernimento.
A vida flui, é movimento. Nada está parado, até mesmo o que parece absolutamente estático tem um fervilhar quase invisível aos olhos destreinados.

Dessa forma, a vida nos exige uma flexibilidade ímpar. O jogo de cintura cai bem em quase todos os momentos. 
A tolerância com as diferenças vai muito mais além que uma mera filosofia. Como disse ela é a nossa base evolutiva. Sem ela ficamos parados no tempo e no espaço e é bem aí que o sofrimento começa.

Religião, time de futebol, política, gostos em geral, manias e hábitos devem ser compreendidos. E quanto mais bizarros e estranhos, mais apetitosos ficam para a proposta evolutiva que eu aponto.
Você não tem que engolir nada, no entanto o mesmo vale para o outro. O respeito ao próximo passa antes de tudo pelo respeito a si mesmo. Se não se respeita, se não se gosta, jamais fará isso com alguém.

A coisa é muito mais simples que imaginamos e isso, por vezes, nos deixa atônitos.
Se criticamos o comportamento alheio geramos resistência em nós e automaticamente no outro. O resultado? Mal estar coletivo que se reflete, num primeiro momento, na energia do local, e mais adiante, do bairro, da cidade, do estado, do país e do mundo. É! a coisa se expande e afeta, direta ou indiretamente, a todos nós.

Tolerar as diferenças e ao mesmo tempo fazer valer os seus direitos sem agressões é um mister de excelência.
A intolerância toma conta dos lares e das ruas. Nós a vemos por toda a parte, fruto de uma insatisfação generalizada, não, como muitos pensam, com a coisa em si, e sim conosco!

Chego a afirmar que quem mais se incomoda com os gays - apenas um exemplo - deve ter escondido dentro de si uma vontade latente de no mínimo experimentar. Mas o crítico interno não quer nem saber de tocar neste assunto e provavelmente me apontará seus dedos rugosos, afirmando que sou gay ou que vivo de defendê-los por alguma outra razão, no intuito de desviar a atenção daquilo que é o mais importante de tudo nesta história toda: que é olhar que tem de si mesmo e até onde esse olhar consegue adentrar. 

Nossa natureza repetitiva e tediosa tende sempre a acusar o que quer que seja para nos distrair de nós mesmos.
É um movimento automático que se perpetua com a finalidade de nos exigir que coloquemos em prática nosso tesouro interno que hiberna há eras.
O despertar da consciência e a expressão de nosso SER interno se dá pelo exercício gostoso do ato de observar sem julgar. Tarefa diuturna e sem folgas.

O ambiente, claro, é o que descrevemos aqui: O do contraste e das diferenças. Sem elas fica muito difícil o exercício do desejo e da comparação, fatores que despertam a consciência, mas que se usados de forma aleatória, sem atenção, causam todo o tipo de conflito e emperram nossa viagem por aqui!

Você compara para desenvolver o reconhecimento, não para diminuir ou aumentar quem quer que seja. Lembre-se: Somos todos, sem exceção, DEUSES!
O incomodo e a consequente reação se dá pela desatenção que tem de si mesmo e de seu imenso valor. Neste ponto, olhando nossa vida, muitas vezes bem aquém do que desejaríamos, nos revoltamos.
A reação seria até natural, no entanto, ela só piora as coisas, na medida em que se diminui e tenta de todo o jeito compensar isso diminuindo os outros e as situações a seu redor.

A internet promoveu uma aproximação das pessoas, a despeito de muitas vezes estarem juntas apenas ligadas por um cabo. As relações e as vidas de terceiros se tornaram mais instantâneas e conhecidas em uma velocidade avassaladora. Isso gerou mais estímulos do que em outros tempos e acirrou os ânimos, agitando-os de maneira quase descontrolada.

Tudo isso aí está para acelerar nossa viagem de reconhecimento. Vemos de tudo em instantes e isso nos obriga a ver de tudo em instantes em nós mesmos também, num ciclo interminável que nos levará a patamares de consciência nunca antes vistos na história da humanidade.

Veja bem: Estou aqui para lhes informar que toda essa diversidade lhe é muito útil e indispensável em sua jornada evolutiva. Não há como escapar dela e mais: Reitero meu pedido para que observe bem as diferenças que existem e se veja refletido nelas para que ajude em seu processo de reconhecimento, aquele em que chega a digníssima conclusão de que és muito mais do que pensa e pode experimentar tudo que julgar apropriado nessa e nas demais existências.

Chega de se sentir limitado, irritado, açoitado. O momento é de virada! e pra melhor! O fluxo da vida e do universo não pára e agora lhe chama mais do que nunca ao grande encontro que tem para consigo mesmo. Encontro esse que com certeza não só mudará sua vida, mas afetará também a de todos neste planeta.

terça-feira, 19 de março de 2013

ENTENDENDO A LIBIDO



O amor, o ciclo, as rodas. Tudo gira em um mundo repleto de movimentos. A vida é movimento. Molecular, sub atômico, quântico. 
Este giro se dá através de saltos. Estes representam - sob um determinado ponto de vista - o saltos que as partículas atômicas dão em seus movimentos confiando plenamente na organização e nas estruturas do universo. 

Na verdade não é confiar e sim saber. Elas sabem e por isso não há dúvidas. 
Saber sobre esta plenitude não é uma mera questão de estudá-la e sim de perceber e sentir. 
Saber tem tudo a ver com a vivência, com a experiência. 
E sobre o que se refere esse experienciar? Experiência nada mais é que o observar e o consequente sentir pleno. Quanto mais aprofundado, quanto mais conectado for este sentir, menos "tempo" será necessário para o desabrochar do conhecer.
O conhecimento é o resultado da curiosidade e do seu subsequente desbravamento.

Sendo assim, a nossa libido somente desabrocha de fato ao nos permitirmos experiências bem espontâneas e livres de julgamentos. 
As travas que nos permitimos serem impostas reduzem substancialmente o prazer desta jornada de profundo descobrimento.
Esses mecanismos de culpa e vergonha que nos são impostos desde os tempos idos são a única causa que impede um desfrute pleno de todo o potencial que essa força sexual, sensual e de múltiplas facetas nos apresenta todos os dias e que infelizmente são ignorados por nós, até mesmo diante de oportunidades claras, ali a nossa disposição, para realiza-las.

Estamos ali numa plena conexão sexual, e nos abstemos de perceber todos os inúmeros detalhes que se mostram no decorrer do mesmo, seja por comodismo, preguiça, vergonha ou culpa. Na verdade todos esses motivos, apesar de atrapalharem não são de fato empecilhos quando se enxerga as imensas frestas que estão sendo disponibilizadas a todo o instante.

O sentir é o único canal disponível para que faça a energia circular em ti, através, pelo outro e vice versa.
Está claro que há algo mais e esse precisa ser conhecido. Na verdade ele clama por isso, pois no universo existe uma sincronicidade mágica entre o buscador e o objeto ou a coisa buscada.
Se passa a buscar algum conhecimento, experiência ou objeto, este passa a te buscar também! por ser um elemento atômico, ou seja, mesmo aparentemente inanimado, tem vida e inteligência, pois existe uma estrutura atômica viva que o mantém sólido e real no mundo físico ou em qualquer outro.

As trocas de energia da libido entre dois seres é um excelente palco aonde infinitas experiências - e daí o conhecimento, o saber - jorram como cachoeiras sem começo-meio-fim.
Essas trocas se dão pela interação dos cinco sentidos e mais a intuição, num nível muito mais profundo que o usual em nosso dia a dia. 
Daí a necessidade de se turbinar a nossa capacidade, através do uso diário destes sentidos de forma mais intensa e inteira em cada tarefa e mesmo nos momentos de relax e descanso.
É como se fosse treinando durante o dia para se ter uma performance cada vez melhor na hora em que a troca é mais intensa ou seja: No sexo, no namoro, no contato íntimo.

Se for beijar, beije de verdade, intenso, estando ali, sem pensar em outras coisas que não sejam aquelas ligadas ao ato. Se for meter meta com vontade e perceba tudo que acontece no ato. Se for permitir que metam em você, permita que este seja um momento único. Dê de verdade, permita que a penetração seja uma verdadeira jornada repleta de detalhes prazerosos pelos quais você tenha plena consciência.
Não se prenda só nos pequenos detalhes, mas também nos detalhes do conjunto, no resultado geral daquela conexão.
Vislumbre novas possibilidades, experimente novas formas de fazer, varie, converse, questione. 
Se houver bloqueios ou dificuldades neste sentido procure ir contornando-as como faz a água ao se deparar com alguma barreira.
Lembre-se que só dará vazão plena a sua libido se puder não só fazer tudo mas também conversar abertamente sobre, sem nenhum tipo de vergonha ou culpa.

Qualquer tipo de sentimento antagônico sendo nutrido durante o ato ou a conversa atrapalha a sua fluência. Esta retenção se acumulará em alguma parte da sua psique e até no corpo físico, podendo causar transtornos dos mais variados, os quais lhe cobrarão um preço muito mais alto que aquele que pagará para enfrentar esta barreira, seja ela qual for.

A correta fluência da libido que nos é absolutamente natural e necessária se dá pela:
- Percepção
- Espontaneidade 
- Disposição
- Despojamento
- Desapego
- Alegria

Não existem técnicas complexas e nem tampouco rituais a serem seguidos para que obtenha a plenitude do ato. Quanto mais simples, mais alegre, mais atento e dedicado for, mais a energia flui e vai aos poucos abrindo os canais hoje um tanto entupidos, mas que no primeiro vislumbre de desentupimento já lhe trazem um prazer jamais vivido e que pode a partir de então se tornar algo comum e crescente em todos os dias, em todas as coisas, não só no ato sexual.
Quando começar a transferir os benefícios de um ato sexual bem feito com a correta fluência da libido para o seu dia a dia, saberá logo de cara que tudo que precisava para uma vida melhor estava todo o tempo dentro de você.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A COMPREENSÃO DOS 4 ELEMENTOS.




Como já é sabido por quase todos, existem na natureza 4 elementos básicos e principais que servem de base para infinitas combinações e dosagens dentro do nosso jeito de SER. Além de permitirem a existência da matéria física - corpo humano - como a conhecemos.
São eles: Água, Fogo, Terra e Ar. Cada qual com características bem próprias e que encontram similaridades vibratórias em nossa maneira de se expressar aqui, uma vez que os temos dentro de nós e externamente interagimos com eles, seja através da natureza em geral, seja através da expressão de outras pessoas. 
Assim como na química, nossa vida pode ser dosada com quantidades variadas desses elementos, cada qual produzindo em nós - assim como numa reação química - efeitos bem diversos, seja na proporção de cada um, na falta ou excesso, assim como na combinação dos quatro.

A ÁGUA está muito ligada ao fluxo da vida, a limpeza (desde o nível mais básico até os tsunamis), ao contorno, a ligação, a absorção e transferência de energia, do fluxo em geral e de informações de caráter emocional (emoção = energia). Essa função de leva e traz é para uma maior densidade de energia do que a que o elemento Ar faz.

O FOGO, como bem sabemos, aquece, esquenta, anima, mantém a vida acesa, dá o combustível necessário, o impulso para o movimento (que ganha ou perde harmonia de acordo com a quantidade de Água e Ar combinados), o ímpeto, a busca (por vezes desenfreada, outras morna e já em outros momentos absolutamente fria - desânimo).

A TERRA é a base. O chão, o piso, o alicerce, a raiz, a conexão com a infinita abundância do planeta, o contato com aquilo que brota, que nasce e que vem a nós e através de nós para esta realidade física. A Terra é a base física propriamente dita, o material essencial que densifica a energia a ponto de fazê-la matéria. O substrato.

O AR tem a ver com as sutilezas, com os sonhos, imaginação, com a varredura, com o cheiro, com o leva e traz, com o vai e vem, como elemento secante e auxiliar na fixação e na consolidação de ideias, projetos e construções se associado a Terra e a Água. Este elemento tem também uma função de limpeza, porém a nível mais sutil que a água.

Como já deu pra observar, cada elemento tem suas características próprias que se combinadas em diferentes proporções aos outros elementos, geram infinitos resultados, uma vez que estes também fazem associações com o mundo externo e seus infinitos estímulos que podem ser melhor visualizados  nas atitudes, apesar da maioria nem sequer fazer qualquer tipo de associação.
Só que quando começa a observar e a fazer associações, logo de cara se surpreenderá e poderá, se assim o desejar, fazer modificações que trarão qualquer tipo de mudança. 

Os mecanismos para se promover essas mudanças começam a nível psicológico na condensação do desejo para a intenção e logo em seguida na intensificação da imagem mental (Ar/Fogo) do resultado (não mais do desejo) pretendido. Paralelamente se dá o contato físico com o(s) elemento(s) em si, mas não no sentido corriqueiro, e sim num sentido mais intenso (Água/Fogo). 
Por exemplo: se almeja prosperidade financeira precisa trabalhar o elemento terra, mas sem perder de vista os outros elementos. Muitas vezes está com excesso do elemento Ar, a cabeça voa, vive mergulhado em sonhos e não traz para realidade física. Sendo assim precisamos mexer na terra, estar em contato e trabalhar não só manipulando-a, mas colocando o resultado desejado de forma nítida (fogo e água) nesta abordagem. Todos os elementos devem estar presentes fisicamente no trabalho, mas lembre-se que eles só introjetarão se firmar a nível psicológico, o RESULTADO desejado, e não o puro e simples desejo ou até mesmo uma intenção mais forte.

Neste mundo físico sempre necessitaremos do elemento Ar - antecipando o resultado a nível da imaginação - para então, através do elemento Terra criar a base, e do Fogo o ímpeto de enxergar o que deseja já realizado assim como de ter o de se mexer na hora certa (ao perceber a sincronicidade te tocando - água) e por fim a presença do elemento água que dará a sequência, a fluidez e o movimento necessário, inclusive contornando dificuldades, se permitir seu livre fluxo, sem se prender a ideias pré-concebidas.

Esse trabalho de mexer na Terra, de plantar algo ou de simplesmente tocá-la, como já disse, não se resume só ao contato e a mera mentalização. É preciso haver emoção! Emoção no toque, emoção nos movimentos e no roteiro da ritualística. Esse trabalho pode até ser feito em grupo para que as trocas possibilitem um reforço no ambiente de forma geral afim intensificar as emoções associadas.
Você só muda de fato a presença de algum elemento em você quando dá total atenção a ele, inclusive quantas vezes forem necessárias, e com intensa emoção!
Alegria, gratidão, despojamento, sensação de ter todo o tempo do mundo para estar ali até o fim dos tempos são importantes!

Existem várias formas de fazer. Uma delas, que acho muito boa, é você se enterrar totalmente, só deixando o nariz de fora, por razões óbvias.
Isso inclusive nos remete a questão da morte, de estarmos enterrados como mortos. Essa aceitação nos reconecta com a Terra imediatamente e a nível profundo!
Se sentir bem estando lá, como se estivesse em casa, confortável e diria até brincalhão com a situação são acessórios indispensáveis.
Existem muitos grupos na internet e redes sociais fazendo trabalhos desta natureza, seria interessante usar sua intuição e procurar algum, pelo menos numa primeira vez, a fim de ter alguma referência. Todavia, como sempre falo por aqui, a coisa deve seguir a sua cara, o seu jeito e ter o seu toque. Lembre-se sempre de criar algo que dê esse toque pessoal no que faz.

Já com o elemento Fogo, por razões óbvias, o contato não se dará dessa forma e sim por aproximação, observação profunda, pela dança em volta, pelo cuidado em mantê-lo aceso, e na atitude de intensificá-lo, seja colocando mais lenha ou outro combustível qualquer, seja assoprando.

Ao praticar pelo menos uma vez por semana ou mais se quiser e puder, em pouquíssimo tempo terá resultados absolutamente extraordinários.
O ideal é não se fixar num elemento específico e sim nos quatro, procurando dar um pouco mais de ênfase àquele que você sente como deficiente dentro daquelas características de cada um colocadas acima. Faça as associações e não se preocupe se estão mesmo certas. Lembre-se que quanto maior a entrega espontânea mais guiado será pelo PAI que habita em seu interior. Escute-se!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

TUDO AO SEU REDOR LHE DIZ ALGO.



Prestar atenção e olhar em volta. Se perceber e perceber o mundo ao redor são de fato a única coisa que precisaríamos fazer nesta nossa jornada. Tudo mais é complemento ou deriva disso.
Sendo assim, a natureza e o universo nos disponibilizam - integralmente - no mundo exterior, todas, sim, isso mesmo, TODAS as informações a nosso respeito e das criações e recriações que fazemos diariamente.
Nossa vida, nossas dificuldades e facilidades permanecem expostas, seja de forma escancarada, seja indo até as mais profundas sutilezas dos detalhes.
Coisas do tipo: a forma com que nos vestimos, nos cuidamos, os adereços e enfeites que usamos, assim como a arrumação - ou não - da casa em que vivemos, do quarto em que dormimos, do estado do objetos que usamos e da sua duração falam muito sobre nós.
A sujeira, a bagunça ou não que deixamos pra trás depois de comer, se banhar ou simplesmente habitar revelam detalhes que se bem observados - sem julgamentos - facilitariam em muito a questão do mergulho dentro de si mesmo.

Já deu pra ver que não precisa ir muito longe em busca de si mesmo. Não precisa mergulhar em grandes estudos e nem tampouco pagar penitências para descobrir e revelar as intensas e amplas possibilidades que se abrem ao praticar de forma contumaz a questão da observação dos "rastros" que deixa ao trilhar o caminho.
Os caçadores mais tradicionais tinham uma capacidade muito interessante de observar e saber muito sobre sua caça ao analisar suas pegadas. Sabiam de antemão seu estado geral, se estavam cansados, aflitos, machucados, perto ou longe, ou mesmo distraídos ou despreocupados pela simples análise dos rastros deixados.

Acontece que fomos educados na vergonha e na culpa, fato esse que dificulta não só o olhar, mas também a ressignificação.
Desacostumamos de olhar para nós e fomos devidamente adestrados a olhar para os outros, não no intuito sadio de nos vermos neles, mas sim no olhar acusatório e culposo dos dedos apontados.
Nossa percepção está destreinada e enferrujada devido ao simples fato de a usarmos de forma muito superficial. 
A distração se tornou uma obsessão que se transformou em algo normal e perfeitamente aceitável do ponto de vista de quem não faz a menor ideia de quem é e nem o que faz aqui.
Confundimos atenção e estado alerta com tensão e desgaste. Nada pode ser mais falso.

Muitas vezes os detalhes que observamos a nossa volta parecem não ter ligação direta com determinadas características nossas que muito nos atrapalham, ou mesmo com "realidades" que vivemos de forma repetitiva e da qual não gostamos nem um pouco, trazendo a falsa noção de que nada tem a ver com coisa alguma.
Não conseguimos nem associar a bagunça de nosso quarto de dormir com o caos em nossa vida ou a sujeira que deixamos no banheiro com a interrupção do fluxo da abundância.
Mas a intuição muitas vezes nos alfineta e corremos para arrumar o quarto pegando boa parte daquela bagunça e enfiando no guarda-roupas, não fazendo nada além de esconder aquilo que nos parece incomodo. 
Esse movimento é reproduzido nas relações que ficam muito superficiais por conta da "sujeira" escondida e pela falta de "espaço" aberto em nós devido a ocupação da nossa psiquê com fatores como o medo, a vergonha, a culpa, a raiva, frustração, sentimento de vingança, rancor e muitos outros que deveriam ser observados, aceitos e devidamente trabalhados no âmbito da compreensão de sua natureza e do porquê estão ali gritando por nós.

Por outro lado, se prender demais em certos detalhes pode não te levar a lugar algum, na medida em que faz julgamentos que freiam o fluxo. Observar suas características e ao mesmo tempo deixar que passem mantém o fluxo da vida e da abundância em constante movimento.
Interagir como mero observador é extremamente libertador, pois nos faz ter a consciência de nós mesmos sem nos reter no fluxo da vida, e assim nos traz grande contentamento ao conciliar o mais profundo trabalho com a mais absoluto lazer.
Você tem espaço para ser quem é!
Se fica analisando suas características pessoais sob um ponto de visto culposo ou vergonhoso você se trava e pode até travar também a vida daqueles entes mais queridos que vos cercam.

Todas essas características, tais como: organização, cuidado, atenção, carinho, zelo não tem propriamente uma maneira "correta" de existir em sua vida segundo um determinado "padrão". Padrões são criações de outros homens, portanto podem não ter nada a ver contigo. Muito cuidado na hora de tentar adotar certas maneiras de SER que vem de fora, muitas vezes desrespeitando a sua própria e particular maneira de SER.
Essas bagunças ou arrumações estão ali como um ponto de referência que só tem a ver com você mesmo, não devendo de forma alguma ser comparado com os das outras pessoas.
E é aí que mora uma das dificuldades, pois desde crianças fomos acostumados a comparar, a ter sempre alguém como referência para tomarmos como "certo" ou "errado".
Isso pode ter sido adequado até um certo ponto, mas agora, diante de um universo de infinitas possibilidades, dos desafios que a liberdade te apresenta, se tornam um estorvo que precisa ser imediatamente compreendido, sob pena de lhe reter em algo preciosíssimo e que precisa ser inteiramente vivido tão somente por você mesmo.

É claro que devemos evitar o tom acusatório em nossos relacionamentos, entretanto há que se apontar alguns ítens que podem muito bem servir para a reflexão e análise do outro, uma vez que a opinião dos outros pode sim - em certos momentos - ter um papel relevante naquilo que viemos fazer aqui. Ou seja: em nosso próprio reconhecimento.
O que não dá - mais uma vez - é se prender a opinião dos outros. Como vê, todo o excesso pode ser prejudicial, dependendo do contexto.
Daí termos tantas regras, leis, costumes, que variam as vezes dentro de uma mesma comunidade. Esse excesso de regras tem a ver com o medo e a necessidade de controle, derivado principalmente da comparação e ao mesmo tempo do "esquecimento" de quem somos.
Se olhamos o outro e o achamos "melhor", e isso nos afeta, está aí um claro sinal de que andamos bem esquecidos de quem somos.
Agora, se olhamos o outro, achamos interessante e imediatamente procuramos dentro de nós características semelhantes, complementares, respeitando bem as diferenças, damos um passo importante para sermos quem somos de fato.
Esse estímulo deve funcionar de forma a nos induzir ao movimento e não a pura e simples comparação invejosa. Esta sinalizando de forma muito clara - através da inveja - nosso desejo mais íntimo de nos encontrar.

Nossas necessidades nos impulsionam aos relacionamentos e estes a nos dizer claramente aonde - dentro de nós - está a chave que abre aquela porta.
É sábio perceber mesmo sem ainda compreender completamente que há uma pista, um sinal a ser percebido ainda que não percebido, pelo poder natural da intuição, inerente a todos nós.
Você sabe que há sapos naquele brejo sem nunca tê-los visto. Um poder que não pode ser explicado em palavras. Precisa ser vivido.
Acostume-se a olhar mais ao seu redor e a diminuir ao máximo o julgamento que faz desses eventos, tendo a certeza que eles estão ali não para lhe castigar, importunar ou atrapalhar e sim para lhe entregar as chaves de todas as portas que desejar entrar.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A PSICOLOGIA DO DINHEIRO, PROSPERIDADE E ABUNDÂNCIA





O que impede as pessoas de obterem sucesso financeiro e ter abundância nas suas vidas? A resposta é geralmente focada em torno da crença de que o sucesso financeiro não é uma possibilidade. Muitas pessoas criam várias barreiras que as impede de conseguir a abundância.

Se você tem crenças limitantes sobre dinheiro a nível inconsciente, será difícil alterar as limitações financeiras porque a sua mente inconsciente irá obstruir seus esforços para ter sucesso. Esse é o motivo pelo qual algumas pessoas acabam vivendo de contracheque a contracheque toda a vida – em algum nível elas não acreditam que são capazes de fazer melhor.

Ainda que exista uma intenção positiva por detrás das suas barreiras financeiras, muitas pessoas não identificam quais são estas intenções. Também existem aqueles que sabem qual é a intenção positiva em algum nível, mas mesmo assim ainda não sabem como ultrapassar esses obstáculos.

Muitas pessoas a nível consciente pensam que estão fazendo todo o possível para atingir seus objetivos. Entretanto, ainda existem algumas partes do inconsciente que não acreditam que elas possam obter sucesso. Quanto mais a pessoa evita esta parte inconsciente, mais obstáculos continuarão a aparecer no seu dia a dia. Esta é o modo da mente trabalhar.

Por exemplo, pense numa pessoa que você conhece e que lê todos os livros sobre ‘pense e fique rico’, comparece a seminários financeiros, faz afirmações diariamente e ainda tem problemas de dinheiro. Todas essas coisas que ele está fazendo são válidas, mas, muitas vezes, não chegam até o "âmago" do seu problema que normalmente envolve algum tipo de crença limitante.
As pessoas têm crenças muito diferentes sobre dinheiro.

Algumas das mais comuns são:

- Você precisa de dinheiro para ganhar dinheiro.

- Eu não tenho suficiente dinheiro para fazer planos.

- Estou muito velho, não sei o que fazer.

- Se eu invisto, com certeza o mercado vai cair.

- Finanças são muito complicadas.

Todas essas são crenças de causa–efeito, as quais realmente têm pouco a fazer para alcançar a abundância. Esse tipo de crença limita a pessoa porque ela está procurando por respostas fora dela, quando na realidade a chave para a prosperidade existe dentro dela mesmo.

Abundância não é o que a pessoa tem. É um estado da mente. Muitas pessoas que têm sucesso na vida no aspecto financeiro, freqüentemente têm crenças positivas sobre prosperidade e abundância. Quando a pessoa entende e se desloca do campo da causa e efeito para o da ideia do "O que é possível?" no seu mundo, ela se desloca para um nível totalmente diferente, que afinal das contas é mais gratificante porque ela está expandindo seus contextos mentais sobre o dinheiro.

Muitas pessoas, ao invés de se concentrarem no que é possível, perdem muito tempo pensando sobre o que elas não têm. Um padrão interessante se desenvolve no qual elas se tornam furiosas e ressentidas sobre a sua situação, o que cria mais limitações e barreiras nas suas vidas. É muito mais fácil prosperar na vida quando você vem de um estado sereno da mente versus um contexto furioso e ressentido. O primeiro passo para ajudar uma pessoa é explorar a natureza do seu problema.

Por exemplo, a pessoa pode ter tido pais que viveram na pobreza e por isso formaram uma mentalidade da "era da Depressão." Por essa razão, ela desenvolve uma crença inconsciente que sempre terá problemas financeiros porque foi isso que seus pais tiveram. Ou ela pode ter tido um pai que lhe disse repetidas vezes que eles nunca mais terão esse problema e, eventualmente, ela começa a acreditar.

É muito comum a criança formar inconscientemente crenças limitantes sobre o dinheiro desde a infância. Esses tipos de crença limitantes são apresentados como "imprints" na PNL. Um imprint é basicamente uma memória que é formada numa idade inicial, e pode servir como origem tanto para a crença limitante como para a crença fortalecedora que nós formamos quando crianças.

Algumas das crenças que nós podemos desenvolver na infância não são sempre saudáveis, e são criadas como um resultado de uma experiência traumática ou confusa que nós esquecemos. A maneira como nós, consciente ou inconscientemente, vemos o mundo em termos de dinheiro é geralmente baseada em tais crenças.

Identificar as nossas crenças limitantes é o primeiro passo. Uma vez tenhamos identificado o que algumas destas crenças/imprints encobrem, você pode usar diferentes técnicas da PNL para mudar completamente estes obstáculos, permitindo assim que você veja e experimente todas as oportunidades financeiras que, normalmente, estão a sua disposição.

Crenças sobre as possibilidades

A principal diferença psicológica entre aqueles que se saem bem financeiramente e aqueles que não conseguem, gira em torno das crenças sobre possibilidades. Por exemplo, muitas pessoas nem enxergam o sucesso financeiro como uma opção. Elas não têm a capacidade de explorar todas as possibilidades que estão a sua disposição para alcançar a abundância.

Muitas vezes elas ficam presas na rotina do dia a dia e não têm vontade para assumir riscos ou tentar algo diferente porque têm medo de acabar pior do que está. O que essas pessoas não se dão conta é que é comum ter que dar um passo para trás para poder avançar.
Muitos milionários que quebraram em algum momento das suas vidas, conseguem depois, num curto período, virar completamente para melhor a sua situação financeira. Além disso, eles fazem isso acreditando que o seu novo negócio vai crescer de tal forma que logo estarão ganhando um belo salário além de um considerável lucro.

Nem todo mundo precisa assumir riscos ou dar um passo para trás para conseguir avançar, porém é importante você conscientemente explorar a ideia do que é possível para você. Para adotar essa ideia, primeiro você deve ter a habilidade para mudar a sua rotina diária fazendo alguma coisa diferente. Isso inclui aprender a enxergar o mundo através dos olhos da prosperidade e da abundância, ao invés da carência e da pobreza.

Tente isso por um momento:
Pense sobre alguma coisa que você quer e sobre todas as possibilidades que você tem para alcançá-la. Pergunte a você "Isso é possível?"
Agora tente algo diferente.
Pense sobre alguma coisa que você não tem, mas que gostaria de ter. Pense sobre por que você não a tem e como você tem vontade de ter isso.
Observe qual delas o faz sentir melhor.
Espero que a primeira afirmação feita tenha feito você se sentir melhor porque ela foi planejada para expandir os contextos inconscientes e conscientes em torno da prosperidade e da abundância. É surpreendente o que pode acontecer a uma pessoa uma vez que tenha mudado a sua atitude e crenças sobre as possibilidades. A pessoa começa a ver resultados quase instantaneamente. As mudanças a princípio podem ser pequenas, mas enquanto ela continuar a adotar a sua nova maneira de pensar, um mundo mágico se torna acessível para ela.
Por exemplo, muitos anos atrás um número de vietnamitas "que moravam em barcos" imigrou para os Estados Unidos. Muitos americanos ficaram preocupados sobre o impacto que isso poderia criar no serviço de saúde e nos outros serviços do governo como resultado da entrada dessas pessoas no país. Foi muito interessante pois muitos dos vietnamitas que iniciaram seus próprios negócios, se deram extremamente bem. Por que isto ocorreu?
Uma resposta óbvia pode ser porque os vietnamitas vieram de um país onde se você diz a coisa errada, você pode ser morto. Então eles vieram para os Estados Unidos onde a pior coisa que poderia acontecer era alguém telefonar e reclamar de uma conta que não tinha sido paga.

Se você vem de um mundo onde a morte é uma realidade de instante a instante para um lugar onde as opções são intermináveis, então não há razão para não tentar tudo. Ao invés de ficarem tristes por terem de abandonar seu país, eles estavam agradecidos por estarem vivos. Ao invés de ficarem de mau humor e com pena deles mesmos, muitos adotaram uma atitude criativa que girava em torno da pergunta "O que é possível?"

Quando eles chegaram aqui, moravam duas ou três famílias vietnamitas num lugar exíguo. Eles saíam e conseguiam trabalho ganhando salário mínimo e reuniam todo o dinheiro que ganhavam. Quando conseguiam juntar dinheiro suficiente, compravam um negócio e toda a família trabalhava junto. Quando o negócio começava a ter sucesso, eles compravam um imóvel. Depois compravam outro, e assim iam.

Para esses vietnamitas, sucesso foi uma afirmação do que é possível, porque tudo era possível para eles. Eles estavam dispostos a sofrer por um tempo para atingir o objetivo de longo prazo de abundância e prosperidade. Era simplesmente uma questão do nível de prioridade e de como eles categorizavam as diferentes possibilidades. As pessoas podem fazer qualquer coisa que elas querem. A pergunta é: o que elas estão dispostas a fazer para conseguir realizar o seu objetivo?

Paciência é uma virtude

É muito comum para a maioria das pessoas na Alemanha poupar dinheiro para pagar a vista uma compra que querem fazer. Na Alemanha, a única dívida que muitos têm é a hipoteca de suas casas e o que devem da compra do carro. Em outros países é comum a pessoa abusar dos cartões de crédito e ficar com grandes dívidas além do tradicional casa e carro.
Muitos alemães ficam felizes ao pouparem para algo especial, porque aguardam com interesse a recompensa que terão ao obterem o que querem. E tão logo a obtenham, começam imediatamente a poupar para o seu próximo item ou para uma viagem de férias.

É interessante como os alemães têm essa habilidade de postergar a gratificação instantânea que um débito no cartão pode trazer. É com expectativa e excitamento que aguardam o dia em que terão o que querem. Eles não se lamentam nem por um minuto de que são obrigados a deixar de lado o dinheiro para alcançar a sua próxima meta. Ao contrário, eles se concentram em como são agradecidos pelo que têm, e aguardam com paciência para conseguir o que querem.

A capacidade para postergar a gratificação é uma habilidade de mestre, um triunfo do cérebro racional sobre o impulsivo, de acordo com Daniel Goleman que escreveu o livro Inteligência Emocional. O autor conclui que as pessoas, que são capazes de exercitar a paciência ao postergar a gratificação, estão mais propensas a ter sucesso na vida.

Goleman documenta um estudo que foi realizado nos anos 60 no qual um pesquisador convida crianças para uma sala comum, uma a uma, e dá a cada uma um marshmallow. "Você pode ter esse marshmallow agora," diz ele, "mas se você esperar um pouco enquanto eu saio por um momento, quando eu voltar eu trago outro marshmallow." E depois disso ele sai.

Aparentemente, algumas crianças pegam imediatamente o marshmallow e outras esperam alguns minutos antes de caírem em tentação. Mas outras estão determinadas a esperar. Elas fecham os olhos, cantam, abaixam a cabeça, jogam algum jogo ou mesmo adormecem. Fazem qualquer coisa para resistir. Quando o pesquisador retorna, ele dá o segundo marshmallow que elas ganharam.
Uma pesquisa com os pais das crianças e com os professores descobriu que aquelas que, com quatro anos de idade, tiveram a capacidade de resistir esperando pelo segundo marshmallow, geralmente crescem sendo mais ajustadas, mais populares, intrépidas, confiantes e adolescentes mais seguros.

De acordo com Goleman, é conclusiva a evidência de que a paciência parece desempenhar o papel principal no sucesso de muita gente. A capacidade de resistir ao impulso pode ser desenvolvida através da prática.

Quando você se deparar com uma tentação imediata, como gastar dinheiro com algo que você realmente não precisa, lembre-se das suas metas financeiras de longo prazo. Resignifique a sua atual situação financeira ao perceber que você está poupando realmente para um futuro abundante.

Se as pessoas estiveram dispostas a sofrer um pouco por gastar menos porque poderão investir essas economias mais tarde, então elas estão no caminho certo para atingir a prosperidade.

Abundância é um estado da mente

Muitas vezes as pessoas confundem quem são com quanto dinheiro ganham. Quer alguém ganhe um milhão de dólares por ano ou apenas quinze mil, cada um ainda tem capacidade de atingir um certo grau de abundância na sua vida.
Por exemplo, quando os nazistas ocuparam a Alemanha, existiam pessoas muito ricas na sociedade que tiveram suas vidas dilaceradas e que terminaram nos campos de concentração. Viktor E. Frankle e Anne Frank estavam numa situação de extrema pobreza, mas ainda assim tiveram uma vida abundante.
Viktor E. Frankle, no livro "Man’s in Search for Meaning", diz que uma coisa que a pessoa tem e que nunca pode lhe ser roubada é a sua atitude.

"Nós que vivemos nos campos de concentração podemos nos lembrar dos homens que caminhavam pelos barracões confortando os outros, dando-lhes o seu último pedaço de pão. Eles podiam ser poucos em quantidade, mas ofereciam prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem, menos uma coisa: a sua última liberdade. Escolher a sua própria atitude em qualquer situação, é escolher o seu próprio caminho."

Frankle, que era psicólogo, adotou uma atitude criativa que o ajudou a sobreviver ao pesadelo de um campo de concentração. Ele foi capaz de manifestar abundância interna exercendo seu direito de assim o fazer. Quando saiu, essa mesma atitude o conduziu para um caminho onde alcançou e viveu uma vida próspera.

Prosperidade, abundância e autovalor

Quando se pensa sobre prosperidade, é útil entender que é um recurso que flui através de nós. Nós somos um canal para a abundância. Logo que entendermos isso, começamos a identificar o fato de que somos nós mesmos que escolhemos como canalizar esse recurso. Viktor Frankle fez essa distinção no campo de concentração. Ele foi despojado de cada uma das suas possessões materiais, inclusive os sapatos. A única coisa que lhe restou, foi sua habilidade em acreditar em si mesmo e a abraçar a ideia que ele ainda era uma pessoa de bem, apesar do fato de terem lhe tirado tudo.

Isso é uma distinção importante a fazer, porque então ter dinheiro não é mais uma questão de autovalor. Dinheiro não determina quem você é; simplesmente é um recurso. Ter um forte juízo interno de si mesmo é que é verdadeiramente importante. Dinheiro é meramente um elemento externo. Assim que as pessoas param de comparar o seu autovalor com o dinheiro, as portas das possibilidades se abrem porque elas estão propensas a tentar outras coisas. Ao se sentirem bem com elas mesmas, elas ficam menos medrosas e estão abertas para tentar algo completamente diferente.

É só uma questão de dizer para si mesmo, "Aqui está o resultado que eu quero e existem diversas maneiras de alcançá-lo. Várias possibilidades. Se alguma não funcionar, então eu vou tentar uma outra."
E se a próxima não funcionar, é simplesmente um feedback que você precisa para tentar alguma outra coisa. Isso não significa que você é um fracassado ou uma pessoa desagradável. Simplesmente significa que existe algo lá fora que eventualmente funcionará e que este algo está fora de você. Você internamente ainda é a mesma pessoa.

Medir o autovalor de alguém somente pela quantidade de dinheiro que essa pessoa tem pode ser devastador. Por exemplo, esteve aqui uma mulher que tinha 17 milhões de dólares colocados em um "trust fund" pelos seus pais. Este fundo rendia pelo menos 800 mil dólares ao ano e duraria toda a sua vida. Essa pessoa encontrou sua identidade e seu autovalor no estilo de vida que levava e pela quantia que possuía. Por exemplo, certa vez ao sair para compras, ela gastou 18 mil dólares na seção de lingeries duma loja de departamentos.

A maior parte das ações que ela tomava quando se tratava de gastar grandes quantias de dinheiro eram resultado da comparação que ela fazia com sua irmã. A irmã estava na mesma situação; também tinha um "trust fund" que rendia muito. Entretanto, sua irmã nunca olhou para o dinheiro como um aspecto da sua identidade. Ela nunca determinou seu autovalor pela quantia que possuía.
Para ela, todo esse dinheiro significava que ela possuía algo para recorrer se lhe acontecesse um problema no futuro. Ela se casou e iniciou diversos negócios com seu marido. Foram extremamente bem sucedidos por seus próprios méritos e, depois de alguns anos, os rendimentos do "trust fund" dela se tornaram relativamente pequenos se comparados com os lucros gerados pelos negócios que eles tinham desenvolvido.

É interessante, pois a mulher que baseou a sua identidade e autovalor nos seus recursos financeiros, gastava grandes quantias de dinheiro para não ficar atrás da sua irmã. No fim ela quebrou. Esse é um exemplo extremo de alguém que mede o seu autovalor pela quantidade de dinheiro que tem.

A situação desta mulher se tornou mais complicada quando ela começou a se comparar com a irmã, o que também é uma afirmação sobre o seu autovalor. É comum uma pessoa comparar seu status financeiro com o de alguém e, lamentavelmente, essa é a origem de muitas angústias emocionais que as pessoas carregam. As pessoas têm a tendência de se compararem com os amigos, os colegas de trabalho, outros membros da família e muitos outros.

Quando as pessoas se comparam com alguém, o que estão fazendo é realmente um julgamento entre elas e a outra pessoa. Em algum nível, elas estão baseando sua identidade e autovalor em elementos externos.
Quando alguém decide se comparar e se julgar com menos freqüência, vai começar a notar mudanças surpreendentes na sua vida porque ele estará vendo a vida olhando de dentro para fora. Ele estará internamente referenciado, o que irá aumentar seu autovalor e sua identidade porque ele estará determinando quem ele é a partir do seu próprio coração. Ele não dará mais às outras pessoas a oportunidade de determinar quem ele é, porque ele já se conhecerá a um nível mais profundo e espiritual.

Quando uma pessoa se compara com outra, existe uma intenção positiva por trás do seu comportamento, mesmo que o comportamento possa aparentar ter menos recursos. Quando ela começa a entender estas intenções positivas e, muitas vezes, elas giram em torno do autovalor e da identidade, ela começará a curar a ferida inconsciente que está impedindo-a de alcançar a prosperidade e a abundância. De novo, é aí onde as crenças limitantes e os imprints entram em jogo.

A identidade de uma pessoa não é algo que acontece de repente como por encanto. É algo que a pessoa constrói com o tempo. Ela tem uma experiência e interpreta essa experiência no seu cérebro. Toma esta experiência, dá a ela algum nível de critério e a armazena. E em algum nível, ela diz "Eu me baseio nessa experiência". Ela tem outras experiências, empilhando uma em cima da outra. Muitas pessoas tendem a selecionar as negativas e descartar as positivas. Durante um tempo, a pessoa começa, de propósito, a empilhar numa direção e descarta tudo o mais. Nós somos as criaturas do descarte. A intenção positiva que está por trás da escolha pelo negativo é proteger a pessoa de ter novamente outra experiência negativa.

No fim, a pessoa também esquece de escolher o positivo. Ela necessita aprender a absorver todas as suas experiências positivas para manter o balanço. Quando uma pessoa traz para dentro de si todos os elementos positivos de uma experiência e remove as partes negativas, ela começa a perceber que a informação negativa não é sobre ela. Isso torna mais fácil aferrar-se a todos os aspectos positivos de uma situação, e integrá-los enquanto se livra do negativo.

Se livrar dos aspectos negativos de uma situação, enquanto integra os positivos, com o passar do tempo irá mudar de maneira dramática a situação financeira de uma pessoa porque ela começa a desenvolver um sentimento mais profundo do autovalor. Em vez de basear seu autovalor nos elementos externos de um contracheque, ela desenvolve um forte sentimento de autovalor que lhe dá coragem para tentar novas coisas e assim expandir suas oportunidades.

Por exemplo, conheci um zelador que ganhava por volta de $1.800 dólares por mês. Depois de trabalhar algumas de suas crenças com a PNL e também de algum planejamento financeiro, ele decidiu começar seu próprio negócio. Começou economizando dinheiro e comprou todas os materiais de que precisava. Conseguiu um contrato de limpeza perto do seu trabalho e contratou alguém para cumprir o contrato. Depois conseguiu outro e contratou mais um para ajudá-lo. Depois de um tempo, ele decidiu sair do seu emprego e começar sua própria empresa de limpeza. Ele, no fim, percebeu um tremendo aumento na sua remuneração mensal e uma sensação de liberdade que nunca havia experimentado antes.

Ele ainda fazia o trabalho de zelador. O que havia mudado era o seu autovalor. Ao invés de pensar "Oh, eu sou apenas um zelador, não posso fazer mais nada; não sou bastante esperto," ele começou a pensar "O que é possível?" Todo mundo necessita alguém que venha e faça a limpeza. As casas e as escolas precisam. Eles estão me contratando para fazer isso, então por que eu não passo para o outro lado da cerca e começo o meu próprio negócio.

É assim que você explora as possibilidades. Começa com um sonho. Depois é uma questão de transformar este sonho em realidade. Quando uma pessoa começa a aceitar o seu próprio autovalor e se abre para a ideia de que é possível, ele atrai a abundância e a prosperidade para a sua vida. O mundo exterior é um reflexo do nosso mundo interior. Se alguém, no seu íntimo, está se sentindo bem, isso geralmente se reflete na sua aparência, e ele vai atrair experiências positivas para sua vida. É deste modo que a vida funciona.