quarta-feira, 16 de julho de 2014

PARADOXO




Um tema muito fascinante. Me entusiasmo bastante ao refletir sobre ele. Trata-se simplesmente da chave de tudo! Compreender a natureza do paradoxo. Veja, eu disse a natureza e não o paradoxo em si. Há uma imensa diferença!

A princípio nascemos livres. Quando digo livres, falo do pensamento, dos conceitos e ideias. Tudo é possível, tudo é cabível. Aos poucos vamos entrando no tal "senso comum", que nos limita, uma vez que impõe regras, juntamente com o medo de transpor. 

Todos os pontos de vista, como o próprio termo já diz, são só a vista de um ponto. Limitantes por si só. A opinião única, a unanimidade, a imposição (ainda que algumas vezes necessária, dependendo do caso) são burras, porque vislumbram uma pequena parcela do todo. Por isso que sempre vamos ver novas formas de fazer coisas bem antigas. Nem sempre inovar quer dizer inventar algo "novo" e sim tornar novo o "velho" e o corriqueiro, através de novas formas de olhar e de fazer. Isso também é um paradoxo, um dos grandes aliás.


No Zen budismo vemos muito a utilização do paradoxo em frases, como ferramenta para desmontar o arcabouço de defesa e crítica da mente, para então abri-la ao novo e se possível a infinitos pontos de vista, possibilitando a tão desejada expansão e liberdade de SER (iluminação). Nele chamam-no de "Koan". Descrevo alguns a seguir: 

- "Batendo as duas mãos uma na outra, temos um som; qual é o som de uma mão somente?"

- "Mal comeces a pensar se "tem" ou "não tem" és um homem morto.

- "Aquele que passa a porta sem porta marchará de mãos dadas com todos os Patriarcas, olhando com o mesmo olho e ouvindo com o mesmo ouvido".

- "Qual é o som do silêncio?"

- "Suba uma escada com 99 degraus até o último degrau. Agora suba mais um degrau..."

- "Qual era o seu rosto original - aquele que tinha antes de nascer?"

- "Um cão tem uma natureza de Buda? Se você disser que sim, eu vou bater em você. Se você disser não, eu vou bater em você. Vá e descubra a resposta. E, qualquer que seja a sua resposta, eu vou bater em você!"

- Nan-In, um Mestre japonês durante a Era Meiji, recebeu um professor universitário, que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas. Nan-In, enquanto isso, servia o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:
— Está muito cheia! Não cabe mais chá!
Então, o Mestre Nan-in disse: — Como esta xícara, você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como eu posso lhe demonstrar o Zen sem que você primeiro esvazie a sua xícara?

Só podemos nos abrir de fato, só podemos viver de verdade quando o paradoxo for habilmente utilizado por nós, neutralizando assim os efeitos dos pensamentos e crenças "descontrolados" ou fixados em um ou limitados pontos de vista e que parecem agir em nós por conta própria. Veja, não estou dizendo que "tem que" parar ou controlar os pensamentos e nem que eles são ruins ou inapropriados. 

Eles servem de um ponto de onde se cria um paradoxo. Sem eles não haveriam paradoxos e nem a possibilidade de lidar com a dualidade para a criação que advém do paradoxo. Esqueça essa mentalidade de combate e enfrentamento. Vamos direto para a inteligência, que é a sensibilidade e a percepção se expressando.

Esses Koans são ferramentas de paradoxo a nível da mente, do pensamento, da filosofia. Mas temos paradoxos nos sentimentos e emoções e nas ações também! E aprender a manejá-los é de suma importância para compreender os mecanismos da vida. 

E o fato de compreendê-los, não significa que vai poder sair falando deles por aí. Tem compreensões que são inefáveis e muito próprias de um determinado contexto e jamais poderão se aplicar a outros e nem a outras pessoas. Cada um vai achar o seu modo de fazer, ainda que seja tudo um grande paradoxo e os caminhos pareçam semelhantes. 

Esse aliás é outro grande paradoxo: Olhamos e achamos que tudo é igual, mas de fato, há imensas diferenças de uma vida para outra. Até mesmo em irmãos criados juntos.



Como vamos manejar os paradoxos no dia a dia? Sugestões eu tenho, soluções e fórmulas, nunca!

Se eu não posso propor nada que seja uma solução viável, então, o que propor? E pra que? Se não tem utilidade - mas eu sei que tem - pra que serve? Eis mais um belo paradoxo. Aliás, este blog é um grande paradoxo!

A chave está em não se prender nos extremos. Nem em tentar "decifrar" o paradoxo. A função dele é justamente dar um nó na mente, fazendo-a parar de interferir no fluxo daquilo que seria o seu "natural" modo de pensar e acreditar nas coisas. Sem que pare de existir, pensar e de criar contrapontos. O objetivo não é "eliminar a mente" e sim fazer dela parte de todas as soluções, integrando-a de forma consciente ao que ela já está integrada.

Somos frutos também de um outro paradoxo: Aquele que diz que temos uma parte "boa" e outra "ruim", a mente, o ego e o "self". Fragmentos, divisões, fronteiras. Não há paradoxo maior do que acreditar nesta bobagem. Somos totalmente integrados. Somos UM, ÚNICOS e UNOS com o criador, divindade, Eu Sou ou como quiser chamar. Não temos que fazer nenhum ritual, iniciação, sacrifício, novena, para conseguir isso ou qualquer atributo "espiritual", simplesmente porque já somos toda a espiritualidade que um SER pode SER.

Dessa forma, podemos então, inteligentemente trabalhar os paradoxos que se apresentam diariamente jogando com eles, como criadores que somos, aceitando-os sem resistência alguma, encarando os desafios sem aquela ânsia de decifrá-los. Simplesmente passando...

Muitas respostas chegam no fim do curso atual ou até nem chegam. O importante é passar pelo problema, seja com a solução, seja com o desapego simplesmente. O que não pode ser resolvido deve sê-lo, deixado-se de lado. Avaliando-se com atenção o que pode e o que não pode ser deixado. Resolver sem resolver pode ser a melhor forma de resolver. Mais um paradoxo. Um dos melhores na minha opinião.

Alguns vão dizer que trata-se de esquivar-se ou de fugir mesmo. Aprendi nas artes marciais que muitas vezes, fugir é sim a melhor solução. Claro que há casos e casos. E aí é que está a delícia de tudo. Viver num eterno paradoxo, não só lidando e aceitando mas também brincando com ele é a medida.

Neste mundo onde tudo se mede, rotula, classifica e estabelece, brincar, sempre que possível, não se medindo, nem se rotulando, classificando ou estabelecendo o que quer que seja pode ser no mínimo a melhor de todas as saídas. 

Riqueza só existe por causa da pobreza. A coragem por causa do medo. O dia por causa da noite. Tudo é paradoxal e por isso mesmo belíssimo e extasiante. 

A dureza e a beleza de um pênis ereto se contrapõe ao estado flácido e todos eles devem ser bastante apreciados em suas nuances. Quando consigo brincar com esse sobe e desce, entra e sai, vira e desvira, vai e vem, que está em toda a vida, não só no sexo, marco minha presença, me coloco no mundo em que vivo, enfim, EU SOU.

E mais: Posso ir além, quando me vejo deitado quando em pé, flácido enquanto duro, bonito enquanto feio, rico enquanto pobre, claro enquanto escuro e muito mais. A princípio a nível mental, depois nas sensações, na fala e nas ações. Tudo conjuga e nada tem a ver. Não tente ir além agora. Fique no paradoxo. Aprecie a "confusão", o "conflito".

O maior paradoxo do desejo não está em procurar-se sempre outra coisa: está em se procurar a mesma, depois de já se ter encontrado. 

O uso do paradoxo se dá na vida como um todo. Começar a experimentar em coisas simples, como por exemplo, um problema qualquer em casa (como um parafuso emperrado, uma pia entupida ou algo assim) ou no computador (a instalação de um programa ou aplicativo) que esteja difícil de resolver. Faz-se o "efeito pêndulo": Coloca-se uma energia inicial, tenta-se explorar o máximo de possibilidades de resolver e olhar por todos os ângulos. Colocasse uma firme intenção. Não conseguindo, parasse e imediatamente sai-se do problema, olhando outro assunto, espairecendo, brincando, abstraindo. Esse processo deve ser repetido várias vezes e por inúmeros dias, se necessário, até que o problema seja resolvido. Lembrando que existem problemas que não podem ser resolvidos no mesmo nível de consciência que foram criados. Sendo assim, alguns deles devem mesmo é ser esquecidos e deixados de lado.

Essa é uma forma básica, mas muito eficiente de explorar o paradoxo. Que é quando se sai daquilo que mais se quer resolver, sem esquecer totalmente.

Toda vez que crio um contraponto diametralmente oposto ao que desejo, posso ter um conhecimento melhor da situação. É como se estivesse olhando o jogo de fora, por um ângulo mais afastado e isso ajuda decisivamente. Faço uma espécie de métrica, observo o "tamanho" da coisa e isso melhora o sentimento e as sensações que tenho a respeito do problema, trazendo-me uma consciência maior sobre ele.

Só podemos resolver aquilo que percebemos. Quanto mais percebemos mais fácil fica de resolver. Até mesmo pela consciência desenvolvida de que a melhor opção é não resolver. Deixar como está.

A dificuldade está nesta abstração quando se tem o problema apertando o pescoço. Só com a prática dedicada consegue-se chegar em um nível de abstração que cria um paradoxo suficientemente forte para provocar o desequilíbrio e o posterior novo ponto de equilíbrio, diferente dos extremos opostos do paradoxo.

terça-feira, 24 de junho de 2014

EXPERIMENTAR


A vida é experimentar. Desde o momento em que abre os olhos de manhã, já começa a jornada. O olhar, os cheiros, os movimentos. Tudo é experiência. Umas são mais fortes que outras. Vai depender do valor emocional que dá.

Entretanto, estar vivo por si só, não garante uma qualidade de experimentação que te eleve. A expressão do SER fica pobre com a pobreza de experiências e de acordo com a qualidade da percepção destas.

Algumas exigem agito, movimento contínuo, perseverança, e coisa e tal. Outras exigem o ócio, o descansar, a meditação, a investigação silenciosa, a vadiagem.

Se está envolvido num frenético correr, onde a pressa lhe é prioridade, estará perdendo muita coisa. O corpo precisa do repouso para se ajustar, ajustar, reajustar e SENTIR. Sem abrir mão do trabalho, que tem suas finalidades específicas na vida de cada um, que vão muito além do dinheiro ganho.

                   

A vida tem momentos para tudo. A questão é que enfatizamos mais uns do que outros. Tem que haver uma dedicação mais equilibrada entre todas as formas de expressão para que a libido possa se expressar totalmente, sem ficar faltando pedaços dela, que irão reclamar (depois de algum tempo de forma violenta) atrapalhando e gerando conflitos diversos em nossa vida de uma maneira geral.
             
  
                                                   
A qualidade das experiências está ligada diretamente ao grau de percepção e interesse.Não percebemos aquilo que não nos interessamos. No entanto, só se interessar não garante que terá boa percepção. Exercitar os sentidos com toda a atenção é um caminho.

Tudo na vida é estímulo.

A abundância, a exuberância, a diversidade da vida é melhor expressa quando percebemos que tudo é estímulo para que despertemos, para que possamos nos dar conta de que a riqueza em todos os sentidos do termo está em nós e não precisa de nada para aparecer e se concretizar. 

Claro que se não acredita, se tem dúvidas ou simplesmente não aceita esta proposição, terá pela frente um rio e talvez até um tsunami de estímulos. A natureza e o universo precisam que você se dê conta disso de um jeito ou de outro. Representando-os melhor por aqui com atitudes que levem a expansão, ao crescimento, ao conhecimento e principalmente ao desfrute e ao prazer.

É lógico que temos, digamos, uma certa capacidade de digerir experiências num dado tempo. Não temos como sair por aí experimentando tudo. Há que se fazer uma seleção apropriada caso a caso.


Experimentar do seu modo. Sem copiar. Copiando. Provando um pouco, muito. Viajando o mundo ou aprendendo a viajar dentro de casa. Não há maneiras "certas" ou "erradas", apenas a SUA MANEIRA. Única e perfeita pra você. 

A inovação nasce assim, do destemor de experimentar sem copiar, copiando... um pouco, muito. Sim, o paradoxo. A maior experiência. Experimentar a incoerência, a insensatez até que chegue a SUA sensatez (de senso - sentir), que será minimamente suficiente, pode crer, com o senso comum. 

Mesmo aqueles que são, digamos, "enjoadinhos", tem lá suas razões. Eles sabem, pela "memória celular", ou de "vidas passadas", da mãe ou do pai que disse ou enviou um sms telepático. Respeitemos o direito de quem não quer experimentar alguma coisa, por mais que saibamos que experimentar é bom, é a vida, é viver, estar vivo, SER! É estar onde muitos ainda não estiveram e descobrir às delícias de gozar e/ou de se foder.

LUMIAR



As pessoas estão muito viciadas no chamado "amor de luta", "amor de sofrimento", "amor de decepção", num eterno conflito de poder e de disputas diversas. Rebelam-se e revoltam-se por se sentirem mal amados, por nem saberem ao certo o que lhes falta. Assim culpam o parceiro. Acham-no inadequado e isso e aquilo. 

A princípio parece muito fácil pôr a culpa no outro. Saímos de fininho da responsabilidade por nossa parte, e nos isentamos do que é mais importante numa relação: nos conhecermos.

Só quando amamos e nos expomos é que trazemos a luz (Lumiamos) tudo aquilo em nós que está oculto e que ainda não tomamos conhecimento. Que aliás deveria ser nossa mais absoluta prioridade.

A vida está aí, nos dando gratuitamente todos os estímulos necessários para que reconheçamos de imediato o quanto já brilhamos. E a "receita" é simples como canta o grande artista Beto Guedes em "Lumiar" (iluminar, clarear em todos os sentidos): 

"Anda, vem jantar, vem comer, vem beber (sorver os estímulos externos), farrear (a base da vida é essa: alegria e diversão) até chegar Lumiar (a iluminação, o brilho) e depois deitar no sereno (se entregar totalmente) só pra poder dormir e sonhar (ter um contato breve com o nosso subconsciente - o EU SOU - o Deus que habita em nós), pra passar a noite caçando sapo ("príncipes ou princesas"), contando caso de como deve ser Lumiar..."(sim, muito se fala sobre "iluminação", sobre se destacar e brilhar aqui e acolá - histórias que retratam algo que foi esquecido dentro de nós. Daí muitas delas serem bastante distorcidas - há um "esquecimento" profundo...).

Lumiar é um distrito da cidade de Nova Friburgo, no centro-norte do Estado do Rio de Janeiro, bucólica e simples, como é a "iluminação". Tudo figura de linguagem.

E aí ele continua: "Acordar Lumiar (todos os dias já acordamos "iluminados"), sem chorar, sem falar, sem querer acordar em Lumiar (mas a resistência não nos deixa perceber). Levantar e fazer café, só pra sair caçar e pescar (os estímulos e experiências que a libido nos empurra para que assim nos descubramos) e passar o dia moendo cana (conflitos diversos), caçando lua (a "cara metade" - que no fundo é você mesmo), clarear de vez Lumiar (fazer isso é tão simples)"...

A vida é simples, fácil de manejar e divertida. Entretanto, continua aberta a escolhas.

E prossegue: "Amor lumiar pra viver (só o amor ilumina), pra gostar, pra chover, pra tratar de vadiar (o ócio criativo - quem anda excessivamente ocupado, não tem tempo pra se ver, se sentir e perceber detalhes que ficam ocultos). Descansar os olhos (olhos ocupados não veem direito), olhar e ver e respirar, só pra não ver o tempo passar (escapar da escravidão que o tempo nos impõe)... pra passar o tempo até chover (limpar as resistências), até lembrar de como deve ser Lumiar (veja, nós já sabemos, basta lembrar)... anda vem jantar, vem dormir, vem sonhar, pra viver até chegar Lumiar (de novo mais estímulos e contato consigo mesmo). Estender o sol na varanda até queimar (enxergar crenças e sombras ocultas e resolvê-las), só pra não ter mais nada a perder (desapego total)... pra perder o medo, mudar de céu, mudar de ar (refrescar a cabeça, estar livre de ideias pré-concebidas) clarear de vez Lumiar" (e aí tudo clareia)...


Na década de 70/80, esta música tocava bastante, me "encucando" muito. Fui duas vezes em Lumiar tentar entender o que ele queria dizer. A primeira fiquei de queixo caído. Não tinha nada demais. Uma exuberante natureza, rios e cachoeiras como em muitos outros distritos no entorno. 

Nada que pudesse chamar a atenção de uma cabeça voltada para o "externo". Nenhum guru, nenhum templo "sagrado", nada. Na segunda vez em que estive lá, depois de ter ouvido uma entrevista do Beto Guedes em que ele dizia que jamais tinha estado em Lumiar (isso no início da década de 80, hoje eu não sei), fiquei ainda mais confuso. Todavia, não insisti. Deixei para quando chegasse o meu momento. Demorou um pouquinho, mas hoje posso dizer que aprendi a perceber alguma coisa, pois a letra desta música é fantástica e mostra de uma maneira bem simples (como deve ser), "como" se dá a iluminação (ou melhor: o reconhecimento dela, pois já somos).

Isso não quer dizer que para ser iluminado você deva ser um matuto ou pobre ou ignorante ou os três. Nada disso. Você pode perfeitamente morar num palácio e ser simples. (o que aliás, vai exigir muito mais de você para que não se perca em frugalidades). Não há mérito algum em ser simples quando se é pobre e nem dizer que se é pobre com muito "orgulho" quando se é pobre. Aliás, existem muitos pobres que são milhares de vezes mais bestas que muito ricão que conheço. 

O desafio é conciliar. Ter o melhor da vida sem se perder nisso. E como não se perder? Somente se encontrando, conforme ele nos brinda quando canta. 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

QUEBRANDO REGRAS.




Quebrar regras, quem não quer, não é? A adrenalina vicia! É gostoso e te dá um frescor inebriante, porém muito rápido. Trata-se de um vislumbre, de um aperitivo. Ninguém vive só de aperitivos, queremos o prato principal. Queremos aquele almoço mais elaborado e não vamos sossegar enquanto não desfrutarmos dele frequentemente.


Sexo na rua é um dos que mais me apetece. Aquela coisa do proibido... Mas... será que é gostoso porque é proibido ou é proibido porque é gostoso? E se não fosse proibido, teria esse sabor todo? O proibido facilita, não tem preliminar. É só chegar, meter e gozarrr rapidinho que o bicho papão tá chegando... Putz! quer dizer que o proibido chancela o meu lado FDP que eu gosto mas não quero admitir? Sei lá...Pois é! Pensando assim parece até que às regras são quase essenciais. Será?

Esses conflitos estão aí pra te deixar confuso mesmo. Essa é a ideia. Mas você não precisa ficar nela. Assim que nascemos já levamos um tapa de advertência. Se liga mano! Vai vivendo e observando às brechas. Elas estão aí aos montes. Queira crer.

É simples mas eu vou desenhar: Se você tem um problema, resolva! Ou abandone, esqueça. Não há uma terceira via. Regras só vão produzir um equilíbrio aparente. A panela de pressão está em brasas. É claro que o senso comum dita que sem regras a coisa desanda. Eles tem razão em parte. O passarinho ficou muitos anos preso. Não adianta abrir a gaiola, ele não sabe mais voar. Vai levar um tempo (séculos?) pra reaprender.

Quanto mais regras, mais bagunçado fica. Engraçado, achei que elas estavam lá para arrumar às coisas. Só que o ser humano não foi projetado para servir à regras. Ele tem em seu DNA um código base com a palavrinha liberdade. E é isso que te dá aquelas coceiras antes de dormir e ao acordar de manhã.

A coisa funciona mais ou menos como um rebanho: Eles dão comida, moradia (não pra todos) e um pouco de diversão em troca da sua alma e de um exaustivo trabalho de poucas perspectivas. De um ponto de vista superficial, parece uma afronta ao ser humano. De um ponto de vista mais consciente, não há nada de errado, apenas é um excelente ambiente para se fazer escolhas.

Sua responsabilidade vai muito mais além da proporção de 1 pra 7 bilhões. Que bom eu saber que meu poder não está diluído.

Se tiver a consciência de que ninguém controla ninguém e se abster espontaneamente de fazê-lo, escancarará a porta de saída para sua própria liberdade.

O legal de tudo isso é que ricos e pobres, altos e baixos, gordos e magros, pretos e brancos vão ter que se virar para conviverem bem, pois sua própria qualidade de vida depende disso. Eu amo a diversidade! 

A liberdade é a mãe do amor.

Os recursos são abundantes e ilimitados, por mais que lhe digam o contrário.

Liberdade exige responsabilidade, coisa que muitos não querem.

Nosso mundo é dual e relativo. E não há absolutamente nada que possa fazer contra isso. Melhor incorporar à ideia e fazer melhor uso dela.

Existe uma bem montada armadilha psicológica que permeia todo o canto. Esteja atento e ela passará ao largo.

O mundo comporta inúmeras realidades paralelas diferentes e coerentes. Dentre elas, o caos.
O mundo sem o caos, não funcionaria direito. Seria manco. E o fato dele ser assim facilita a entrada de qualquer ideia. Algumas bizarras, outras muito úteis. Não é melhor então deixar a porta aberta? 

O caos é o caos e fim de papo. Ele agita, movimenta e pode ser o que desejar, inclusive, sua porta de saída.

Sua vida é muito importante para ficar presa à regras, convenções e autorizações concedidas ou não.

Meu direito começa onde termina o seu e vice versa. Só que esta frase não vale muito, pois nem eu e nem você sabemos precisamente onde começa e onde termina esta "linha divisória".

Se punir resolvesse, muita coisa que vemos por aí não existiria mais. Punir não resolve porque você não conserta ninguém lhe tirando o que lhe é mais precioso: a liberdade. Todos a querem e muito! Se a tira de alguém, com certeza fará despertar naquela pessoa um forte sentimento de revolta. Agora, claro que há casos e casos.

De uma certa forma o "sistema" gosta de revoltas de vez em quando porque faz parecer que algo está sendo feito, mas na verdade além de nada estar sendo feito, há o reforço e o rearranjo do status do momento.

Não adianta, enquanto focar no externo, mais e mais alimenta tudo que aí está. 

O jogo da vida pode ser comparado a um vídeo game, aonde se tem um joystick (seu mundo interno) o qual mexe e observa o resultado numa tela do lado de fora (a realidade). Como no jogo, nem sempre às coisas saem da maneira que queria, mas nem por isso você desiste, ou achará que o joystick tem algum problema. Na medida em que ganha habilidade, vai almejando jogos mais complexos.

Não acredite em absolutamente nada que vê na televisão.

Elites sociais, governos, políticos e bandidos são apenas realidades paralelas à tantas outras tão melhores e que podemos escolher a qualquer instante. Muitas pessoas vivem uma vida inteira para cumprir regras, padrões e se aniquilar diante da vontade e hábitos dos outros. Isso nada mais é que um suicídio em um sentido diferente do comum.

Sem se expressar, seja por que motivo for, você não vive.

Não vamos mesmo agradar a todos e nem muito menos o tempo todo. Sendo assim, relaxe e goze. Se coloque nas situações mesmo com medo do que os outros vão pensar, abstraia e esteja sempre com o tênis de corrida de prontidão.
Nossa sociedade é complexa e repleta de paradigmas. Mas dá pra encaixar. A sensação de bem-estar advinda da expressão de quem é, equivale ao melhor dos orgasmos e dura o dia todo!

O reconhecimento é um colar de pérolas pra nunca se tirar do pescoço.

No kung-fu existem quatro fatores fundamentais no exercício da expressão, que se dá em forma de "luta", no contato corpo a corpo e que se bem compreendidos teremos o "bom combate". São eles: 

- "timing"(o momento certo); 
-"distância" (nem muito perto, nem muito longe); 
-"Energia"(a intensidade correta para aquela demanda específica); 
-"Posicionamento" (na luta a posição do seu corpo e membros em relação ao oponente. A postura corporal. Na vida em geral a sua postura emocional diante das situações). Isso tudo é um processo de aprofundamento da percepção.

Tudo pode ser completamente questionado através da experimentação.

Quebrar regras vai muito mais além de uma simples infração ou enfrentamento. Você quebra todas às regras com a inteligência que é a filha dileta da percepção. 
O "sistema" muda o tratamento que lhe é dado. Às coisas acontecem com mais fluidez. E a fluidez te dá mais tesão pela vida que te empurra à experimentação num belíssimo efeito dominó.

O MESTRE DA NOSSA SAÚDE.



                

Se conselho fosse bom mesmo, ninguém dava, vendia!

Como eu sou folgado, arrisco aqui dar umas sugestões.

O bem estar é essencial. Parece óbvio demais pra servir de conselho. Mas nem tanto. Tem gente que vive mal pra cacete e segue assim, igual burro de carga. Trabalha até morrer e ainda pensa em como vai ser a vida (na verdade o outro trabalho) depois da morte. Ou seja: nem depois de morto o cara não muda as ideias sobre o que é viver de verdade.

O bem estar é magnético! Atrai mais bem estar! E aí mano, a facilidade reina.

Esquece essa porcaria de mérito! Essa excrecência foi criada aqui pelos babacas da classe "dominante" de outras eras. Não tinham o mínimo de inteligência pra saber estimular às pessoas a dar o melhor de si pela "cooperação" e não pela bosta da "competição". Entende? Captou? 

Criou-se então uma sociedade extremamente competitiva aonde um come o outro e quem for mais "esperto" (forte?) leva a melhor.

Você tem mérito quando se olha, você tem mérito quando se cuida, você tem mérito quando compartilha com inteligência. Sem dar uma de babaca servindo todo mundo como um estagiário de garçom e nem como um infeliz ganancioso que só pensa em si. Vai pelo meio que a estrada está asfaltadinha.

Nosso corpo fala. Ele emite sinais o tempo todo e nos mantém informados de tudo que se passa. E se algo vai mal ou não tão bem como deveria, somos logo informados disso.
Acontece que diante dessa vida agitada esprememos o tempo de uma tal forma que ele parece inexistente, e assim, nesse agito, nem prestamos atenção nas mensagens que o corpo nos envia a cada instante, resultado de nossa forma de pensar-sentir-agir.

Como não damos muita importância aos sentimentos durante o dia, pois sempre priorizamos os afazeres, algumas funções do organismo humano se desregulam. Como disse antes, o corpo avisa, é só se ligar.

Todos os órgãos do corpo são importantes. Mas tem um que ao meu ver tem assim uma importância tremenda que não lhe é devidamente creditada. É o intestino.

Sem sacanagem, ele é considerado o nosso segundo cérebro! Nosso instinto de sobrevivência (o mais importante de todos - depois vem o sexual) está intimamente relacionado a ele. Além de todo o sistema de defesa em coordenação com o nosso cérebro principal. Sacou o tamanho da jeba?!

E quando falo de "sistema de defesa" ponho tudo no mesmo saco: defesa da vida, de doenças, de pessoas potencialmente perigosas, de espíritos malignos e de armadilhas psicológicas (quase nunca verdadeiras). 

A função mais conhecida dos leigos é a da eliminação de dejetos. Não só físicos, mas também os sutis que se solidificam no organismo fruto de pensamentos / sentimentos / ações repetitivas.

Através dele também é mais fácil reconhecer os sinais de que a coisa não vai bem. Prisão de ventre, diarreia,  gases, cólicas, inchaços, hemorroidas, dentre outros são muito comuns. Só que ninguém liga. A não ser quando ele fica puto por não estar sendo ouvido e nos dá uma porrada forte, com dores e complicações mais intensas a fim de fazer os surdos escutarem e resolverem o problema.

O intestino é um vigilante atento de TODAS às funções orgânicas, não só aquelas que parecem estar mais ligadas a ele. Seu mal funcionamento, fruto da má circulação energética no corpo (leia-se: emoções) provoca males, até pouco tempo negados pela medicina tradicional, e que hoje já são (talvez ainda não tão abertamente) admitidos.

Aí vem o gaiato e diz: Ahh! mas se o sujeito vai lá e come uma feijoada estragada é claro que vai passar mal e isso não tem nada a ver com emoções ou energia. Uau! Mamãe tá boa, né?! 

Causa e efeito estão intimamente relacionados não só numa direção. Ou seja: a causa produzindo o efeito. Óbvio. Mas também com o efeito renovando a causa! Haha... a peruca caiu, eu sei.

Se o cara está psicologicamente abalado seja em que grau for, fatalmente ele anda observando pouco. Anda distraído, descuidado, absorto. Essas coisas são a porta aberta pro vagabundo entrar. Ele simplesmente é "guiado" pra onde? vai! você sabe!... Pra feijoada estragada! que está lá, quentinha, lhe esperando...

Uma coisa puxa a outra. A realidade física - esse mundo que vivemos - é um reflexo energético condensado das energias sutis (emoções) que estão em nosso corpo. Não adianta! Não dá pra separar! Causa-efeito, efeito-causa. Bola de neve. Efeito dominó. Está tudo aí, dentro da sua Louis Vuitton "made in China"...

Descobriu-se à pouco tempo que 90% da serotonina (hormônio do prazer) produzida no corpo não vem do cérebro como se pensava. O cérebro principal só produz 10% . Adivinha quem produz esses 90%??? Claro, ele, o grande intestino!

Ele tem mais ou menos a mesma quantidade de células nervosas do nosso cérebro principal!!!

Caiu a dentadura? A minha não. Já passei "corega"...

Todo o processo metabólico, toda a síntese da digestão (inclusive a psicológica), toda a coordenação energética (glicemia - ele controla o pâncreas), todas as sensações de bem-estar, cansaço, disposição, são postas em prática por ele, o grande, o mestre da nossa saúde!

Como você pode cooperar? Se observando e se cuidando. Ir ao banheiro todos, eu disse: todos os dias é uma coisa que se reaprende. vejam os bebês. Estão com as suas "máquinas" "zero bala". Defecam no mínimo uma vez ao dia, se não mais. Analisa comigo: você não põe pra dentro todo dia? então tem que por pra fora da mesma forma. 

Não dá pra encher o saco todo dia e não tirar alguma coisa pelo menos. Ele não aguenta. Ele precisa do fluxo. Ele é o fluxo. Se ele está preguiçoso é óbvio que algo na sua estrutura psicológica está paralisado, trancado, travado, guardado. 

Analisa o que é, resolve e vai viver mais e melhor. Aproveitar o que a vida tem de bom. Que pra mim é quase tudo.

sábado, 19 de abril de 2014

OUVIR SEU CORAÇÃO...




Ouvir o coração??? 

Peraí, vou ali pegar o estetoscópio...

"Mestres" de todo o mundo sempre aconselham: "Ouça seu coração". Já outros dizem: "Sempre ouço e quebro a cara"... Os mais "técnicos" diriam: Medite. O silêncio é a voz do coração...

Onde é que essa gente vive?!

Eu sei que existem muitos pontos de vista, mas tem coisas que são estranhas. 

Falar para você ouvir um órgão que fica o tempo todo: tuc... tuc... tuc... tuc... Não faz sentido.

Eumesmo.com.br já repeti feito papagaio - pra cacete - destaque-se - essa ladainha...

Aí faz o que? espera o velhinho de barba branca (que não é o Noel) bater em sua porta qualquer dia desses e quando "ele quiser"... 

Tô fora! literalmente.

A vida passa e o raio do velho não aparece. Pra quem vai a conta? Prefiro lavar os pratos, o que me garante um pouco mais de vivacidade. Estar em mim mesmo e não em outros papos furados.

Tem gente que acha que só o intelecto basta. Eu prefiro provar um pouco de tudo, pelo menos pra saber se presta. 

Tudo tem sua finalidade. E eu prefiro ter a minha. Bem solta. Cada um vive como quer brother. Se vira!

Mas tem gente que acha que só aquela vidinha FDP, rasa, pobre e sem experiências emocionais mais profundas e repletas de prazer tá bom demais. Ora, questão de opinião. Eu não quero. E se sei o que não quero, fica mais fácil saber o que quero. Simples mano.

São tantas às pérolas... Parece um colar gigante. Nem sei onde guardar uma coisa dessas. Melhor jogar fora!

Pesquisas em "universidades renomadas" do mundo todo, mostram cada vez mais o potencial daquilo que chamamos "inteligência emocional". Com alguns cliques na internet é fácil ver o que eu digo. 

Centenas de livros publicados enchem o saco de informação inútil. 

E eu aqui catando piolhos?! Prefiro ir ali comprar cigarros, mesmo sem fumar, pois a diversão é maior.

Quando se diz: Ouça seu coração. Prefiro pensar: Ouvir o que meu corpo me diz. O corpo todo! através de sensações, velho. Sabe, tipo assim: Friozinho na barriga, Aperto ou formigamento no peito, arrepios diversos (opa!), tesão, pica dura, pronta pra meter, ombros endurecidos, perna manca ou qualquer coisa do gênero. Confio mais no meu corpo, velho.

Se a pica tá amolecendo, tem um recado pra mim muito forte e se eu não ouvir (cair fora) quem se fode sou eu.

Os recados que o corpo te dá são muito claros e devem ser imediatamente atendidos, sob pena de você cair dentro de um lamaçal de conflitos.

E você acha que alguém vai-te fazer cafuné?! Bobão! Cada um que se cuide e nas horas boas que compartilhe piadas, risos e brincadeiras. O resto, meu filho, ninguém quer saber!


A inteligência emocional está em cada átomo, cada molécula e em cada célula do corpo. Precisa dizer mais alguma coisa?!

Essa inteligência faz um intercâmbio maravilhoso em cada pedacinho do seu corpo. Cada coceirinha sua tem a ver com ela. Ela trabalha igual peão de obra. Está aí! te vigia, toma conta e evita que você se mate diante de tanta bobagem que faz.

Então? entendeu? ou preciso desenhar? É simples pessoa.

Claro que os detalhes técnicos são vastíssimos e não caberiam aqui. Mas você usa a luz de casa e nem sabe o que é eletricidade. Bem, a não ser quando encosta na tomada ou em um fio desencapado. Aí sim eu aposto que você descobre rapidinho.

Tudo está interligado e ao mesmo tempo interliga o espaço ao nosso redor. Mas não é uma ligação física ô pastel. É mais sutil, através de ondas. Como no celular ou no rádio por exemplo. 

Os objetos, as pessoas, os animais, os vegetais e os minerais. Estamos todos conectados de um jeito bem legal e que a física quântica explica direitinho. O pessoal aqui de dentro confirmou a informação...

Agora, vê se faz um pouco de ginástica cerebral e põe o seu "corpitcho" pra trabalhar e entender como funciona estas maravilhas. Você vai se encantar. Guarda a preguiça na gaveta.

O corpo fala. Não é só a sua boca. A boca emite sons que são ondas de determinada frequência e que produzem a voz como nós ouvimos. O corpo também emite essas mesmas ondas da voz, só que em uma outra frequência vibratória diferente. Desse jeito, temos que usar outros recursos, que não dos ouvidos, para entender o que ele está nos dizendo.

Isso tem a ver com o sentir. Aquilo que se sente no silêncio.

Se prestar a atenção verá que é simples. Tudo é muito fácil. É que você não foi acostumado. Treina um pouquinho que resolve. 

Pessoas que falam sozinhas, já treinam sem saber. Algumas até discutem em voz alta, brigam e saem no tapa consigo mesmas. Acredite, eu já vi! E não foi naquele hospício que passei uma temporada. Foi na família, que é quase a mesma coisa.

E vai você se meter... A coisa pega. rs

Quando éramos crianças fazíamos muito isso. A imaginação era a força motriz que impulsionava nosso "deslocamento" em nosso mundo interior e em nosso corpo como um todo. Criança é muito curiosa, mexe em tudo. Eu ficava mexendo mais em determinadas partes...

Era gostoso vivenciar tudo aquilo e repetíamos utilizando brinquedos e o faz-de-conta.

Conforme íamos crescendo a porcaria da vergonha e da culpa iam crescendo juntas. Parece que com o corpo maior elas achavam que tinham mais espaço para se espalhar e foram tomando conta. O bobo aqui ficava distraído...

Cadê a minha consciência? Aquela que percebe e sabe tudo?

Dizem, (não posso dizer quem foi) que quanto mais imaginativa, mais inteligente emocionalmente for a criança, mais ela fala sozinha e conversa consigo mesma. Ela articula bem seu mundo interior. Mais aí tem sempre um pai, uma mãe ou um parente babaca pra dizer: Não fala sozinho! Isso é coisa de maluco! E outras bobagens mais.

Parem de achar que seriam loucos agindo assim! Podem ter a maior das certezas! haha

Não tem nada melhor que um bom bate papo comigo mesmo. Uau! Que coisa gostosa conversar comigo!

Elaborar, entender e resolver às coisas. É isso que acontece quando o papo rola.

Isso é igual punheta. Vicia.

Além de ser um belíssimo ato de amor a si próprio. Pense nisso.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

LIBERDADE E SACRIFÍCIO...


Essa mentalidade de que provocar grandes desconfortos ao corpo e a parte psicológica nos faz crescer é muitíssimo relativa. Depende de inúmeros fatores e se for excessiva causa mais destruição do que benefício. Isso é uma mentalidade originada do militarismo, da disputa de terras, da antiga lei da selva, que convenhamos, serviu ao seu tempo, mas que hoje, devido a evolução da espécie, não deixou de existir, mas se transformou profundamente!

Exercitar o corpo e a mente é uma coisa. Se impor sacrifícios exagerados é outra completamente diferente e que às pessoas confundem tanto que chegam a sentir orgulho desta porcaria inútil e desnecessária. Mas que muitos seguem vivendo.

Quem está preso à esta ideia, ou ao menos acha que ela é um "mal necessário", se equivoca. Não só por pensar assim, mas por estar embarcado numa teia densa e complexa do inconsciente coletivo, do senso comum, do que a maioria acha "cabível"...

Estar embarcado no senso comum te impossibilita de experimentar novas ideias, novos caminhos. O senso comum praticamente não evolui. Muitas vezes, tenho a nítida sensação de que ele involui.

Claro que vivemos em sociedade, numa grande tribo. E algumas coisas devem mesmo ser respeitadas. Aliás, às crenças alheias, por mais absurdas e idiotas que possam parecer, fazem sentido àquele SER, e por isso devem ser respeitadas, pois cada um tem o seu tempo de ver, de aprender e perceber. Não há o que forçar.

Todavia, não há necessidade alguma de você se forçar a nada também. Sendo assim, se algo lhe desagrada, ou você abstrai disso ou cai fora.

A liberdade que tanto almejamos nada mais é que um estado psicológico. Ou seja: um estado de SER. Ela começa e termina aí dentro e passa longe de mentalidades de sacrifício e esforço. 

Já vi muitos atletas, por exemplo, evoluírem espantosamente, dentro daquilo que muitos vão dizer ser um baita sacrifício. Talvez esteja aí um grande mal entendido. O atleta, se "sacrifica" pelo PRAZER de se exercitar, de competir, de compartilhar, de incentivar aos outros, pela adrenalina e outras substâncias que o cérebro libera, enfim, por "n" motivos que segundo sua análise pessoal, compensam e transformam aquele "sacrifício" em prazer!!!

Aí está o porquê dele progredir. Nem ele e nem ninguém nunca vai progredir pelo sacrifício, pelo desagrado ou pelo esforço, e sim pelo prazer!!! No fundo é isso que estimula e motiva a todos.

A liberdade nasce pela eficiente busca e localização dos prazeres embutidos em tudo que fazemos. Daí às coisas começam a fluir mais e a dar certo, realimentando e mantendo acesa a chama do prazer oriundo da realização bem sucedida!!!

Se já revirou tudo e não há nada que te dê prazer naquilo que está fazendo, caia fora imediatamente!!! Não insista naquilo que é só esforço, porque senão, vai viver um verdadeiro inferno, indo na contra-mão do que é natural e do que flui como um rio.

terça-feira, 15 de abril de 2014

O LEÃO DESPERTO.



Desperte o leão que há em ti!
Não espere mais. Não há o que esperar. Ele está aí, agora!
Agradeça e aceite todo o medo, vergonha e culpa. Peça licença e expulse-os já daí.

Saia de onde está. Ouça seu corpo, siga seu ímpeto, por mais distante que pareça. 
Vai! perceba! sinta! cheire! vamos! cheire mais! vai! de novo! Cheire outra vez! Desperte seus instintos através do cheiro...

Ele está localizado na barriga, no umbigo, entre a base do estômago e o órgão sexual. Ele gira enlouquecidamente no sentido dos ponteiros do relógio como se fosse o olho de um grande furacão e esparge o amarelo vivo por todo o canto ao seu redor, podendo levar essa força a toda parte.

Ele pode sair de você, (meio que esquecê-lo) se ficar se preocupando demais com os outros. Os outros são os outros. Ser exagerado nas preocupações "afasta" a energia dele de você. Ser educado e ter carinho é o mais apropriado sem ser obrigado. Cuide-se primeiro. Traga-o de volta. Cada um tem o seu. Fique você com o seu. Traga-o de volta. Dê a ordem. Volte pra mim meu bicho, meu leão. Você, bem cuidado, vale muito mais até para àqueles que ama.

Acaricie sua barriga. Faça movimentos respiratórios firmes e compassados. Entre em contato com ela. Admire-a independente do seu formato. Ame-a e peça a sua ajuda. Toda a sua força instintiva (de sobrevivência e sexual é comandada por aí). Respire consciente, movimentando bem a sua barriga e peça! Peça o que quiser. Rebole bem os quadris, mexa em todas as direções. Coloque o máximo de consciência que puder lá e desperte de vez esse monstro sagrado que habita em ti.

Faça muitos exercícios abdominais! Quantos puder e mais um pouco! Sempre mais um pouco do que aguentar! Todos os dias. Para fortalecer e manter sua consciência ali.

Esta energia básica foi quem te trouxe para esse mundo e é quem te faz gerar novas vidas. Ele comanda e direciona a energia sexual e pode lhe trazer muito prazer ou dor (você escolhe) em todos os setores da sua vida, além de muito dinheiro para viabilizar seus desejos e projetos por aqui. 

É ele que vai dar a base para que caminhe bem neste mundo físico. Ele é o elo de ligação entre o espiritual (espírito,alma) e o mundo da matéria. Veja e perceba o tamanho da sua importância geralmente relegada a segundo plano, haja visto o quão barrigudas as pessoas estão ficando devido à falta de percepção deste centro chacral.

É preciso evocá-lo, provocá-lo, trazê-lo pra você, dar atenção a ele, acarinhá-lo, falar com ele, pedir o que for preciso e antes de tudo OUVI-LO!!!

Isso é um exercício diário, que você vai ajustar ao seu modo de fazer e usar a intensidade que lhe for mais conveniente, contanto que mantenha esse contato permanente, sem esquecer dele em cada situação, pois ele irá lhe dar a segurança de fazer as escolhas certas. Perceba e confie!!!

Sabe aquela coisa que dá quando estamos prestes a fazer escolhas? Aquele sentimento bom ou ruim? Sinta com atenção. Perceba e siga imediatamente o que está sentindo, por mais estranho e irracional que pareça. Você estará sempre muito protegido. Vá treinando. No início pode parecer difícil devido a séculos de desatenção. Mas logo logo a familiaridade, o reconhecimento chega.

Assim estaremos evocando o leão, nossa base energética do nosso SER interno, do EU SOU, do TUDO QUE É. Mantendo contato com nossas raízes primeiras. SENDO IMPOSSÍVEL PASSAR POR QUALQUER TIPO DE PRIVAÇÃO.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA TRANSA.


É certo que apesar de toda a repressão, o sexo come relativamente solto em nossa sociedade. Há sim muito sexo, por distração, entretenimento, diversão, passa-tempo e tantos outros motivos. Não critico a maneira de fazer dos outros, apenas alerto que há muitas outras possibilidades sem esquecermos do ar brincalhão e divertido que toda relação deve ter.

Sim, o sexo deve ir fundo, mais além. É importante sabermos que há muitas coisas por trás de todo esse tesão e libido. O calor, o olhar, os toques em geral e a vontade imperiosa de ir mais fundo, literalmente.

Entretanto, a maioria ainda se deixa levar pela superficialidade, pelo "gozinho" e por algumas ejaculadas...

Explorar-se mais a fundo e com mais interesse, ABRE, os chakras e promove uma circulação maior do fluxo das energias, refletindo imediatamente na vida cotidiana.

O desafio está em unir o despojamento, o interesse legítimo, a dedicação total, a percepção plena do sentir, com toda a brincadeira que promove um bem-estar sem igual. Nunca termine uma relação em que não se sinta perfeitamente bem. Vá mais fundo e pegue esse "bem-estar"!

Se estiver difícil, não culpe o parceiro. Olhe para si e procure COM AMOR, compreender qual é o bloqueio que nasce em você. Não quero dizer com isso que deva manter o parceiro a todo custo, muito pelo contrário. Só digo que é importante compreender qual é o bloqueio despertado diante daquela relação. Se compreender e decidir no final sair da relação, muito bem, o trabalho está feito.

Sexo só serve mesmo, de verdade, se ir fundo. Do contrário tratar-se-á apenas de uma relação superficial de validade restrita e muito limitada.

Nosso desejo primordial é a vida EM EXPANSÃO. Qualquer relacionamento que não espelhe isso adequadamente, provoca em nós um reflexo negativo, pois o DEUS que há em nós nos "cobra" de certa forma uma postura sempre voltada a esse desejo primordial.

Se rejeitamos ou ignoramos a esse chamado, nossa vida entra em conflito e passamos a experimentar todo o tipo de dissabor. Portanto, atente-se a esse detalhe: A vida foi feita para ser vivida intensamente e com crescimento contínuo. Cada um a seu modo, com seu universo particular, sem querer competir e nem imitar ninguém. E o sexo está no centro dessa roda.

Sendo assim, pratique o mais quente, o mais intenso, o mais profundo sexo que puder. Desenvolva suas capacidades pela prática dedicada e atenta. 

Em pouco tempo estará se sentindo um verdadeiro DEUS, assim mesmo, em maiúsculas.