domingo, 7 de março de 2010

OS MODISMOS E A LIBERDADE.



As religiões prometem tudo. Em troca de algo, é claro... 

Colocam-se palavras na boca de "Deus" como se aquele que escreve ou pior, aquele que simplesmente leu em algum lugar, tivesse estado com o "próprio", pessoalmente e ouvido diretamente, tal é o nível de convicção ao propalar suas falas. 

Sabemos que a fé é uma ferramenta importante na existência humana e não estamos aqui a criticar quem quer que seja, falamos de uma maneira geral. Quem quiser vestir a carapuça, que fique à vontade.

O que desejo aqui é aguçar seu senso crítico, para que você faça sua própria seleção daquilo que lhe serve, que lhe ajuda, do que lhe prende e reduz a amplitude da sua visão e consequentemente das suas possibilidades.

Na verdade, religiões, sistemas, congregações, seitas, grupos só servem mesmo de muletas, de falsos apoios a nossas fragilidades emocionais e acima de tudo para os nossos medos.
É lógico que aprendemos muita coisa útil dos mais velhos, dos antepassados. Não desprezo isso e nem poderia.

Essa lavagem cerebral que sofremos impede à nossa expansão e avanço como deveria ser. E muitas vezes é difícil largar. Aliás, tem tanta coisa ruim na vida das pessoas e elas não largam.

Porque isso dá uma falsa sensação de frio na barriga e de abandono, solidão e um medo de ter perdido algo. Mas é só um sensação efêmera, que se você relaxar e se entregar, logo passará.

As pessoas se entregam aos modismos, muitas vezes por simples comodidade e por aceitação social. É fácil termos fórmulas prontas, receitas de bolo exaustivamente testadas e com "garantia" de funcionamento. Nós dá "tranquilidade"...

E se essas fórmulas forem devidamente explicadas, com depoimentos, testemunhos e similares, fica perfeito! Um olhar mais apurado não faz mal a ninguém.

Valorizar o novo sem esquecer nossas origens. Pular dentro do desconhecido, do risco de se embrenhar por caminhos nunca antes percorridos.

É preciso o quanto antes arriscar! Deixar um pouco de lado a comodidade e ir de encontro ao desconhecido. E isso meu amigo, minha amiga, os sistemas, as religiões, seitas ou similares nos limitam.

A mensagem que desejo transmitir é que você viva a sua vida com alegria, experimente tudo que desejar, mas não se prenda a essa ou aquela religião ou sistema. Faça sem culpa a seleção e escolha aquilo que lhe faz sentir bem. 

Você nasceu com essa autonomia.

Preste muito a atenção e observe como um neurocirurgião. Abandone a falsa sensação de segurança. Entregue-se a vida!

Evite escolhas baseadas no medo, na culpa, ou na pressão de quem quer que seja. Lembre-se: Você nasceu livre. A liberdade é um direito e um dever seu e de todos! A liberdade é o nosso maior anseio! Se não puder tê-la 100% , vá aos poucos ampliando-a.

Você somente será feliz se for livre. Você pode e deve se relacionar, se casar, ter filhos, amigos e tudo o mais. Mas faça isso respeitando a sua liberdade, seus momentos, suas necessidades. 

Prego sim o egoísmo puro e simples! 

Sublinho a necessidade que nós temos de estar bem, e de nos sentirmos bem, para aí sim termos um relacionamento pleno.

É obvio que você terá que conciliar. Já existem em sua vida relacionamentos em andamento. Não dá pra zerar tudo e se cuidar até que se sinta bem e aí então começar novos relacionamentos. Mas chamo sua atenção para a necessidade de você dar a devida prioridade a essas questões de como posso me sentir bem e assim conquistar a liberdade.

Se estamos presos a um sistema de crenças, não evoluímos.Precisamos mudar às crenças, para que mudemos a nossa visão do mundo e por conseguinte nossos sentimentos e nossa vida.

Mas uma vez, repito: não tenha medo de experimentar! Apenas não se prenda. Fique a vida toda se achar necessário. Mas se quiser sair, saia!

E finalmente, tente aprender a fazer às coisas do seu jeito, com o seu estilo. Coloque isso em tudo que faz. Não espere a aprovação dos outros. Experimente a gostosa sensação de imprimir um estilo próprio em tudo o que faz. Se ficar preso a modismos, sistemas, religiões ou similares, será muito difícil colocar seu estilo nas coisas que faz.

Lembre-se é importante para o universo, para o infinito que você crie a seu modo. Quanto mais pessoas estiverem aqui nesse mundo criando, fazendo coisas a seu modo, mais rico fica a diversidade e assim o universo se expande. Essa expansão depende da variedade de gostos, estilos, meios, modos e tudo o mais. E você é um instrumento muito, mas muito importante nesse processo de expansão!

Não se omita. Experimente. E acima de tudo CRIE!

Se ficar preso, você não cria e o universo não cresce, não expande. Entendeu agora a necessidade que a vida, Deus e o universo tem de você?

Somos parte integrante desse sistema. Somos a extensão da fonte. Somos energia que cria e transforma. Somos legítimos representantes do universo aqui nessa dimensão!
Somos alegres estudantes de criação e precisamos praticar. Se estamos presos ficamos impedidos.

O entusiasmo é o combustível que vem de dentro e que te moverá nessa linda jornada criativa e na importante missão de contribuição da expansão do universo.
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Wilton Garcia disse...

Olá Ronald,
Gostei da ideia de experimentar e criar como proposta do seu texto, sobretudo no final. Muito bom!

Blog de Carlos Reis disse...

Extremamente inspirador! Excelente. Este assunto é polêmico, mas pela maneira detalhada e didática que você explica o ponto, acho que mesmo o leitor mais fanático por sua crença religiosa lhe compreenderá e parará para pensar criticamente. Acho que nosso povo é carente de uma prática deste tipo de pensamento dentro de nosso sistema educacional. Observando de cima dos cumes estatísticos, é provável que se veja uma fragilidade natural na população, a qual é por vezes aproveitada por indivíduos manipuladores de má fé. A lei é limitada neste ponto. Se não fosse, interferiria demais na liberdade civil. A salvaguarda está neste pensamento tão bem estruturado e inspiradoramente bem colocado.
Um abração, Sihing.

Blog de Carlos Reis disse...

Extremamente inspirador! Excelente. Este assunto é polêmico, mas pela maneira detalhada e didática que você explica o ponto, acho que mesmo o leitor mais fanático por sua crença religiosa lhe compreenderá e parará para pensar criticamente. Acho que nosso povo é carente de uma prática deste tipo de pensamento dentro de nosso sistema educacional. Observando de cima dos cumes estatísticos, é provável que se veja uma fragilidade natural na população, a qual é por vezes aproveitada por indivíduos manipuladores de má fé. A lei é limitada neste ponto. Se não fosse, interferiria demais na liberdade civil. A salvaguarda está neste pensamento tão bem estruturado e inspiradoramente bem colocado.
Um abração, Sihing.